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Publicado por em ago 13, 2015 em Bispo Inaldo Barreto, Blog, Notícias | Ninguém comentou

VISÃO DE FUTURO

VISÃO DE FUTURO

“O que virá depois das manifestações”

Falar de futuro é desafiador, não é fácil, parece impossível, e por isso mesmo é necessário, aquilo que é possível, não é necessário.  Ninguém poderá dizer o que vem por aí. Por aí digo com relação ao que se passa no Brasil, o povo não é o reflexo do governo, pelo contrário é o espelho  no qual os governantes devem fixar os olhos para fazerem as devidas correções na rota, ajustar o percurso. Talvez ainda, quem sabe seremos ou veremos o epígono do nosso tempo livre dessas mazelas, um tempo de justiça e prosperidade.

Aquela quase velha história dos “caras pintadas” e aquele velho adágio de que o povo brasileiro é cordial, pacífico e sempre posto publicamente para ser roubado, desrespeitado, que se permite ser  dirigido por políticos inescrupolosos não corresponde à realidade.  Já estamos ficando parecidos com os argentinos, exigentes e bem mais politizados

Nunca se viu tanto grupo organizados com os mais variados nomes que se propõem a pedir o impeachment da Presidente Dilma. Tenho em mãos um folheto distruibuido aqui na cidade de Ribeirão Preto, “Brasil Limpo”. Esses movimentos, esses clamores são comuns em tempo de crise, e muitos dos que pediram um Brasil limpo na época do impeachment do Sr. Collor de Melo hoje é governo e  se encontra no mesmo lamaçal onde estava o ex-presidente,  e com muito mais atos ilícitos acumulado em todo escalão e o Partido da moral, o partido “mais ético que já existiu” como disse um dos seus fundadores que está preso, esse “santo” partido não sabe como sair da areia movediça que ele mesmo criou.

É de Karl Jaspers a frase que aponta o povo como a medida ética do governo, pelo menos o fenômeno que o governo deve ouvir e tentar se corrigir e caminhar em trilhas novas. “Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas”. A educação que o governo exige do povo é recíproca, é uma exortação que volta para o governo em letras maiúsculas. Isso numa Democracia é o normal.

Dia 16 de Agosto é dia da “Opinião Pública” é o “forum”  de informação, de confrontação intelectual, e o governo tem que tomar a decisão que atenda ao clamor popular. O que está em vista é o bem comum. Mas tudo isso já foi uma vez reivindicado e o pessoal do PT tinha o apoio da mente pensante da época, muitos dos que faziam parte daquele grupo se retiraram envergonhados com a condução política feita até agora pelo PT. Artistas, juristas, gente de bem, abandonaram o PT porque se sentiram traidos, os que ficaram, ficaram porque vivem de mesadas, lançam livros, fazem shows por conta da verba petista.

Essa grande passeata, ninguém se engane trará consigo alguns interesses particulares, muitos dos que se pintaram para pedir a derrubada do Collor se tornaram políticos foram eleitos e alguns estão  aí na berlinda. Berlinda vem do alemão “berline” um pequeno carro para deslocamentos rápidos.  Eles cantaram: “Arueira no lombo de quem mandou dá”, e agora outros cantam para eles. A “arueira” do petismo foi manifestada nos desvios de dinheiro público destinado à Saúde, Segurança e Educação, é uma forma sofisticada de “bater” no povo, e bateram até nos mais pobres aumentando a conta da Luz.

Apenas o interesse público é absoluto, e o povo pede pelo povo, ainda que haja no meio aqueles que irão buscar seus interesses. O impeachment irá encher os olhos dos que desejam a cadeira do executivo, “Fora Dilma” pode significar, “Estou dentro do poder, é a minha vez de mandar”.

O brasileiro é livre e a sua voz é o forum  da política que deverá emanar de Brasília. Ouve-se um pedido insistente para uma intervenção militar democrática, constitucional etc. Mas até hoje a história das intervenção militar  uma vez perpetrada não se tira com uma passeata, até porque, nos regimes militares passeata se resolve na pancada e com prisões.

As mudanças não serão feitas com facilidade, Fernando Henrique Cardoso quando eleito teve que confessar que, “Se você estiver na sala de um ministro, pela conversa, não distinguirá os partidos. Há sempre muitos pedidos… Antes de ser presidente eu tinha subestimado esse jogo todo. É muito mais dificil fazer reformas do que eu imaginava”.

Qual seja a mudança tal qual será o desafio, e o povo deve saber que uma mudança com impeachment; com renúncia, ou um parlamentarismo tampão que é uma sugestão para evitar o trauma do impedimento da presidente, seja como for, nada mudará da noite para o dia. O desmando foi tal que é necessário mais uma gestão de quatro anos para o executivo arrumar a casa; praticamente todo o governo da presidente terá que ser dedicado a arrumar a casa. Está tudo fora do lugar, tem até galinheiro na sala de espera, e as panelas jogadas pelo chão. E gente do partido dela fazendo campanha para ser o próximo presidente, até o  amigo íntimo  levantou o calcanhar.

Depois dessas manifestações o que se espera é que o governo seja, “bonum et aequum”, na implementação das políticas  públicas.  A primeira medida a ser tomada é conseguir uma Política Cambial barateando o custo em moeda nacional para renovar os equipamentos e avançar na tecnologia, ainda que isso vá implicar no encarecimento dos produtos nacionais para os importadores de outros países, mas não negociação que não resolva essa questão.  Segundo, ter uma política de Portas Abertas, facilitando a entrada de capital estrangeiro para fins comerciais ou industriais. Terceiro uma política econômica que possa mediar os mecanismos de produção, distruibuição e consumo de bens e serviços, e objetivar os seguimentos  da sociedade que se beneficiarão das diretrizes econômicas emanadas  do Estado.

Como no capitalismo é livre o comércio, o câmbio deve ser flexível, e deve tomar medidas para evitar evasão de divisas contribuindo com a balança de pagamentos. No Brasil toda vez que surge uma crise a solução que o ministro usa  é sempre,”Aumentar os Juros”, e a SELIC vai crescendo mês a mês. No entanto as diretrizes deverão provocar esse fenômeno de produção e consumo, a começar com a responsabilidade fiscal do governo que foi abandonada desde o primeiro mandato da atual presidente. A Politica Monetária deverá ficar a cargo do Banco Central que cuidará do nosso dinheiro. Esse é um termômetro muito sensível, emissão de moeda e regulação do crédito. A Escola de Chicago recomenda o rígido controle do crescimento da massa monetária.  Por último a Política Salarial, essa a mais polêmica de todas, pois o governo nunca satisfez o trabalhador tampouco o empregador.  O Salário mínimo no Brasil nunca deu para pagar um aluguel decente para uma família, sempre foi suficiente para um homem ou uma mulher solteiro (a), às vezes nem para isso. Frequentemente o tal salário mínimo mal cobre  as despesas.

Diante dessas necessidades, e com a possível demora em apresentar um quadro mais otimista o povo pode querer exigir mudanças e resultados rápidos, e aí mora o perigo. Se houver uma intervenção militar e quebra ou enfraquecimento  das instituições uma passeata será a maior decepção, porque a ordem num regime militar é primordial. No regime instalado em 1964 toda passeata terminava em pancadaria. Arueira rolava solta nas ruas, gente correndo para todos os lados.

Depois da Proclamação da República Olavo Bilac que vivia em paz na Monarquia, mas que era  republicano de primeira hora se viu em apuros, e terminou preso por quatro meses eis o que ele escreveu, logo depois da proclamação da república: ” O poder público tem permissão para interferir na questão da escolha de pseudônimos jornalístico, sob o pretexto de defender o Estado? ” (GazetaNot 10 jul.1895) A liberdade foi restringida naquele período governado pelo então Marechal Deoodoro,  ele que estava acostumado a escrever livremente agora ficava pensando: “Quem controla a relação do Estado com a Imprensa?  Em outras palavras, quem controla a informação que se cria dentro dos altos escalões? Como classificar o que é de interesse da segurança nacional e o que não é? como se comportar em caso de beligerância interna ou externa? Qual o limite de informação sobre a defesa de nossas fronteiras? Até onde se permite informar sobre nossa capacidade bélica? Em caso de preparativos miitares, onde se impõe o silêncio? ” (GazNot 1º Fev. 1903).

Assim também ocorreu por ocasião da intervenção no ano de 1964, todo mundo ficou em silêncio até os defensores da intervenção. Muitos deles políticos que clamaram por intervenção foram cassados, e o Senado passou a fazer o papel de um Cartório de averbação. Quer dizer, esse pessoal que pede intervenção militar não sabe o que pede.

Mas como sair desse imbróglio? Esse é outro assunto difícil, pois, se vier um impeachment então é o vice-presidente que assume, isto é o PMDB,  se houver uma renúncia parece que a solução é a mesma. Alguns pedem nova eleição com os  os candidatos perdedores e nova campanha eleitoral. Ate uma Monarquia Parlamentar é proposta. De qualquer forma  com uma provável queda do governo Dilma alguns setores radicais do PT prometem violência, e isso irá provocar prisões e outras demandas pela ordem. Se for num eventual governo militar, não haverá muito diálogo é cadeia para quem não gostar do governo. E nesse caso muitos terão dificuldade para ficar de “bico fechado”, e teremos um bom período de instabilidade. Isso é muito ruim para o Brasil, afinal o PT nos jogou na fogueira apenas porque amaram mais o poder do que a Justiça.

Tambem, não podemos ficar como estamos, a ingovernabilidade já é o nosso vizinho nauseante, o Parlamento não comanda as políticas públicas. A briga pelo poder não cessa, a intriga domina os parlamentares, ficaram legislando sobre “sacolas de supermercados”, qual a sacola menos poluente, qual a cor, e onde se manda fabricar tais sacolas, qual amigo do amigo do parlamentar que tem uma fábrica dessa, se não tem como abrir em nome de um parente tal fábrica para fabricar as sacolas que vão salvar o planeta. E em boz pouco audível…..”e encher nossos bolsos”.

Esse tipo de comportamento levou o povo a pedir a intervenão militar, a desconfiança do povo é tal que não sabe nem mais o que pedir. Fora isso o Lula dá ênfase ao Foro de São Paulo um órgão suprapartidário que se intromete nos assuntos interno do Brasil, como se fosse uma supra-maçonaria comunista. Coisa Esdrúxulas. Esse é o tipo de coisa que o Exército não vai tolerar, é inútil querer ameaçar, como disse um dos sétimos sábios da Grécia: “O louco é aquele que pretende prejudicar [alguém] , mesmo quando não pode” ( Bias de Priene).

Uma das coisas mais importantes que foi esquecida pelo atual governo, especialmente pelo condutor máximo das ideias petistas, foi natureza humana que é tão passageira, dizia Tertuliano falando de um escravo que sentado atráz do general, na carruagem, e que segurava uma coroa de louros sobre sua cabeça, devia sussurar-lhe uma e outra vez ao ouvido a advertência de que ele era apenas um mortal comum. Tertuliano (150-230) Ele é considerado um dos pais da Igreja,  relata que a expressão rezava assim: “Respice post te!  Hominem te esse memento!”  (Olha atrás de ti! Lembra-te de que és homem).

 

 

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