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Publicado por em jan 20, 2017 em Bispo Inaldo Barreto, Notícias, Sem categoria | Ninguém comentou

UNS E OUTROS PERANTE A MISERICÓRDIA DIVINA.

UNS E OUTROS PERANTE A MISERICÓRDIA DIVINA.

Kenedy pergunta e Romanos 9:22?

Primeiro uma história: “Havia um senhor que certo dia, olhou para os seus filhos e disse: “Meus filhos são predestinados, mas o filho do vizinho acho que não”.

Para começar precisamos saber algo sobre o determinismo, “uma vez que o determinismo é uma doutrina universal, abarca as ações e as escolhas humanas. Mas se tanto as ações como as escolhas são determinadas, neste caso alguns concluem que o livre-arbítrio não passa de uma ilusão. Isto porque a ação ou a escolha é produto inevitável de fatores antecedentes que tornariam impossíveis as alternativas, mesmo se o agente tivesse agido deliberadamente a respeito das opções. Um agente consciente poderia ter predito de antemão o problema do livre-arbítrio e do determinismo”

O Dicionário de Filosofia de Cambridge ainda acrescenta a seguinte informações entre dezenas sobre o determinismo: “O termo ‘determinismo’ ainda usa-se de maneira mais geral como o nome para toda doutrina metafísica que implica a existência de uma única possível história do mundo, conhecida por: determinismo causal ou científico.

Mas existe também o determinismo teológico, que sustenta que é Deus que determina tudo aquilo que acontece ou , uma vez que só ele tem conhecimento perfeito a respeito do universo, e que só se poderá dará o caso de ocorrer o curso dos eventos que ele conhece” Além desses teria: determinismo lógico que se baseia na necessidade da ordem histórica na verdade lógica segundo a qual todas as proposições , até aquelas a respeito do futuro, são ou verdadeiras ou falsas.

O fatalismo, ou seja, existem forças dos astros ou do destino que determinam tudo aquilo que acontece independentemente do esforço ou do desejo humano. Mas outros rejeitam que seja assim, e admitem o esforço e o desejo são efetivos, livres, mas ainda assim tem os que afirmam que, o esforço e o desejo humano são determinados por fatores antecedentes, como numa cadeia causal de eventos. Como disse um dos 7 sábios da Grécia, Sólon de Atenas: “Se a nossa sorte está previamente fixada, de que serve se defender?

Se tudo é incerto, por que temer?”.

Paulo não escrevia suas cartas, mas ditava-as aos seus secretários: Tércio mencionado em Romanos 16,22, Timóteo e Sóstenes citados em I Cor 1.1….encontramos a frase: “todos os irmãos que estão comigo Gal 1.1.

Quando Lutero examinava os textos, especialmente Romanos 3,28 “ Concluímos, portanto que o ser humano é justificado pela fé, independentemente da obediência à Lei! “ Então Lutero acrescentou a palavra alemã: “Alleyn” que quer dizer, “só” ou “somente”, isso porque ele achou que era a intenção de Paulo. E se Paulo estivesse pensando na árvore e seus frutos?

Quanto ao verso da Carta de Paulo aos Romanos em questão, a Bíblia Judaica traduziu: “E se Deus, desejoso de demonstrar a sua ira e tornar conhecido seu poder, suportou com

muita paciência as pessoas merecedoras de punição, prontas para a destruição? Todos teólogos de bom senso tem evitado encontrar ou apresentar um “Deus arbitrário”, seria aquela divindade que brinca com os seres humanos. Homero na sua grande obra “The Iliad” .

No seu livro de número 4, os deuses fazem uma assembleia onde o filho de Cronos ensaia uma provocação com palavras maliciosas, ainda pede ajuda de duas deusas que odeiam Menelaos por haver ajudado Hera de Argos”.

É tudo um capricho não obedece a nenhuma ordem moral. Tudo é puro capricho, no Olimpos se faziam longas reuniões para se decidir o destino dos humanos e até dos deuses achados como inferiores. Hera por ordem de Zeus muda os pensamentos dos habitantes de Olympus eles já não se reúnem em conselhos, tudo para que os homens se tornem meros brinquedos nas mãos dos deuses. Esse é o Deus arbitrário que Calvino se recusou apresentar para os seus discípulos, mas estes não se importaram e introduziram a “predestinação” radical, absoluta, um vinagre no lugar do vinho como disse Gilbert Keith Chesterton.

Qual a tradução para a frase: σκευη οργης (utensílios de ira)? Esses foram utensílios “adaptados à destruição’, isto é “ajustados por eles mesmos através de seus próprios pecados”; assim interpretou W. H. Griffith Thomas , D.D.. isto é, “homens se encaixam, ou se preparam para o inferno”.

É como ensinou Jesus e não como ensinou os discípulos de Calvino: “Vinde abençoados de meu Pai! “Recebei como herança o Reino, o qual vos foi preparado desde a fundação do mundo”, depois: ”Mas o Rei ordenará aos estiverem à sua esquerda: Malditos! Apartai-vos de mim. Ide para o fogo eterno, preparado para o Diabo e seus anjos”. (Mateus 24, 34 41)

Assim concluiu W.H. Griffith Thomas D.D., “Deus não é responsável pelo pecado, mas somente pela graça”. A perfeição divina ocorre dentro de seus planos e não permite que a liberdade do homem possa desfazer a sua vontade, ela apenas modifica o caminho do próprio homem. Assim fica em harmonia a liberdade soberana de Deus em seus atos de graça e julgamento.

Os utensílios de ira

Por que será que Paulo disse aos efésios que, “éramos por natureza filhos da ira?”, Então se era filho da ira não era predestinado, se era predestinado ao céu não podia ser filho da ira, Ou era vaso de benção ou utensílio da ira. Não é possível reconciliar a predestinação com esse texto, E como iríamos orar para que alguém seja salvo? Se ele foi predestinado à perdição, orar para que ele seja salvo é ir contra a vontade de Deus que o predestinou ao inferno, Teríamos então que agradecer por alguém ser perdido? Já que essa perdição é a vontade de Deus; Por que orar pedindo contra o que foi determinado?

A conclusão de W. H. Griffith Thomas é a seguinte: (a) O poder de Deus e o direito de fazer todas as coisas, (b) Sua maravilhosa resistência com os ímpios (c)Sua demonstração nos chamados vasos de misericórdia. O texto gira em torno do povo judeu que resistiu a Jesus, a Paulo, enfim não creram no Filho de Deus, nem mesmo como os ebionitas, não creram de forma alguma que Jesus era o Messias, e esse pecado é mortal, transforma quem quer que seja em vaso de ira. σκευη οργης (utensílios de ira)? O texto continua fechado em seu sentido, isto é está falando de judeus que creram e de judeus incrédulos. Não fala do futuro, ainda que se o homem hoje resistir a graça se

transforma em vaso de ira, pois: “Quem não crer já está condenado” pela descrença não pela predestinação.

Gentios Os gentios serão chamados “filhos de Deus,” mostra que ninguém seria salvo apenas por ser “israelita”, Essa dupla dispensação: Aceitação dos Gentios e a Rejeição dos Judeus é claramente demonstrada no anúncio da Palavra pelo profeta Oséias.

“Quem não era meu povo, chamarei “meu povo”, e quem não era amada, chamarei ‘amada” e no mesmo lugar em que lhes foi dito: “vocês não são meu povo’ eles serão chamados filhos do Deus vivo!” Assim como a rejeição das dez tribos por causa da idolatria foi uma quebra da Aliança, assim também a exclusão dos judeus na época de Paulo não constitui qualquer violação da promessa feita a Abraão e à sua semente.

Tudo depende do homem, se ele se rebela se transforma num vaso de ira, mas pelo arrependimento se transforma num vaso de benção. O homem é o que ele quer ser, é livre, e Deus também é soberanamente livre. Mas Ele não é arbitrário, porque isso invalidaria um atributo divino, “Deus é amor”.

Bom Bril

Agora vamos lá olhar a casa de Faraó, muitos usam ele como um “Bom Bril” da predestinação. O caso do próprio Faraó é perfeitamente claro, pois apesar das manifestações esmagadoras do poder de Deus. Faraó teimoso e desafiante se recusa a deixar Israel ir. Foi então que Deus entrou em cena e impediu-o de fazer a sua política egoísta. Para Israel no tempo de Paulo o judeu clamava no seu direito de nascimento, mas a Divina escolha era inteiramente independente do lugar de nascimento.

Se o homem de fato vivesse a experiência do determinismo só lhe restaria lamentar, “ó mundo!” “ó vida”, e os eleitos de outra forma: “que delicia de vida”. Para os fariseus os pobres faziam parte de uma classe: “plebe maldita”, em Genebra a maioria rica era a maioria predestinada ocupando cargos importantes que antes fora ocupado por católicos não predestinados? Antes da reforma não eram predestinados? Mas depois que chegaram lá os líderes da reforma eles se sentiram predestinados? Ou então só depois que disseram para eles é que se tornaram predestinados?

Se o povo de Genebra era predestinado, que diferença fazia ser católico ou protestante, ou reformados?

O que é a salvação no Novo Testamento, e com que palavra ela é dita? Σωτηρια (soteria) do verbo “sozein” salvar, é importante entender o que significa salvar e ser salvo.

Na tradução Septuaginta que era a Bíblia usada no tempo de Jesus e de Paulo, significava “segurança e certeza”, é assim que se acha no Provérbio 11,14 “na multidão dos conselheiros há ‘soteria’, também José diz: “todo homem em cuja bagagem não for achado o copo voltará para asa em “soteria” (Gn 44,17, 26,31, Jó 11,20; 13,16; 30,15); Na versão Septuaginta “soteria” significa: “libertação da aflição em geral”. Noutro lugar diz: “Aquietai-vos” diz Moisés, “e vede a soteria” do Senhor que hoje vos fará”.

Essa σωτηρια está ligada com Deus e é atribuída a Ele. Em contraste com isto: “vão é o socorro do homem” (Sl 60,11; 108,12; 146,3. )

Nos salmos o homem que confia em Deus tem a sua “soteria”. A “soteria” é também um livramento escatológico, nos últimos tempos.

Quando o povo do primeiro século ouvia isso de Jesus e dos discípulos era nisso que pensava: “salvação, preservação, conservação, liberação, meio de salvação, voltar feliz, segurança, bem-estar, felicidade”. Isso era e ainda é σωτηρια. (soteria)

No seu sermão sobre “Fé em Jesus Cristo”, John Wesley começou dizendo que não era meramente uma fé do tipo: “Creio que Deus existe”, nem a fé de um diabo que crer e teme a punição, nem um pensamento especulativo sobre algo que existe, uma concordância fria e sem vida, um treinamento de ideia que se tem na mente, mas a fé que salva para ele era: “FÉ COMO UMA DISPOSIÇÃO DO CORAÇÃO”, por isso o metodismo era conhecido como “uma religião do coração”.

A salvação segundo João Wesley se torna possível pela graça de Deus que é dada livremente a todos que creem Nele. A expiação é o foco ardente da fé, dizia G. C. Cell: “burning focus of faith”, Focus é o lugar, a casa, a habitação ou a razão, assim a expiação reside na fé.

Para João Wesley devido ao pecado original o homem só poderia ser salvo pela graça, e isso dava clareza à expiação, e que só por um grande preço Deus providenciou a graça pela qual nós podemos ser salvos. A livre graça foi um tema exaltado naquele tempo, Lovett H. Weems, Jr, afirma que João Wesley concordava com Calvino, mas não concordava com a predestinação, para ele essa crença:

1º Tornava vã a pregação do evangelho, porque o eleito seria salvo sem ela e o condenado não poderia ser salvo por ela.

(2) A predestinação desprezava a pregação e tornava desnecessária toda revelação cristã, porque as pessoas seriam salvas ou condenadas de acordo com um decreto eterno, o decreto divino não poderia ser afetado pelo evangelho, e não seria nem necessário nem verdadeiro, e toda causa cristã seria sacrificada, de nada valeria.

(3) Essa doutrina destruía o zelo pelas boas obras, e diminuiria o nosso amor pelas pessoas, a pessoa poderia não se importar com o mal e ser ingrata e desprezar os necessitados de ajuda espiritual e material.

(4) Que essa doutrina é baseada em limitados número de textos bíblicos em flagrante contradição com outros textos bíblicos e em confronto evidente com todo teor das Escrituras.

(5) Por último essa doutrina é uma blasfêmia contra Deus, minando a verdade a justiça e o amor de Deus, e faz de Deus mais falso, injusto e cruel do que o diabo, condenando multidões que desejando a salvação seria no fim condenado pela graça que lhe foi negada.

Para João Wesley a graça:

(1) É fundamentada no livre ato de Deus em Cristo

(2) Graça é livre para toda gente, a expiação contém um convite universal.

(3) A Graça é livre em tudo, previne e conduz e fortalece todas as pessoas.

(4) A Graça é livre em salvar e não depende de nenhum mérito ou obras

(5) A Graça é livre para completar plenamente a salvação consumada e inteiramente santificada na perfeição de Cristo, para aperfeiçoar a todos os que creem. Basicamente esse é o fundamento do metodismo desde seu começo.

Wesley também manteve a livre escolha: que todos são livres para escolher e, para ser salvo, deve escolher.

Qual era o resultado da justificação?

No movimento metodista primitivo: “Um resultado da justificação é alegria em nossa fé. Essa é no dizer de João Wesley a fé de um filho, diferente da fé de um servo. No fim temos que observar que, quem é salvo em nada difere desse ou daquele, não depende de doutrina nem de paradigma religioso, mas tão somente da fé. Sendo assim melhor não complicar nem amedrontar as pessoas com essa história que Deus escolheu alguns para entregar ao diabo, essa crença pode virar uma tentação como aconteceu no “terremoto interior de Lutero”, pensando ser um predestinado ao inferno passava por grande sofrimento. Mas tendo encontrado a Cristo pela fé, foi salvo.

A salvação é isso

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