Menu páginas
TwitterRssFacebook
Menu Categorias

Publicado por em dez 15, 2014 em Bispo Inaldo Barreto, Missoes, Notícias | Ninguém comentou

Religião e Heresia

Religião e Heresia

Segundo alguns historiadores a religião nos seus primórdios, especialmente a partir do fim do I século até meados do III século e, em se tratando do Cristianismo não era do modo que pensamos, ortodoxo na medida dos Concílios que vieram a partir do século III.


Havia grupos que acreditavam tal qual acreditava os gnósticos, e também havia vários outros comportamentos que depois são considerados heresias.
Na Síria, Egito, Ásia Menor e Roma cristãos tinham um comportamento que seria depois considerado herético, ou gnósticos.

O cristianismo marcionita dominava algumas áreas, era maioria, em outros outras formas gnósticas prevaleciam. Nesse período muitos evangelhos gnósticos eram usados, Por esse tempo surgiu o Evangelho Segundo Maria Madalena, (apócrifo) agnóstico em todos os sentidos.

Essa pessoas representada por seus líderes se achavam ortodoxas, isto é,  de acordo com do ensino correto, direito, fundamentado na tradição e nos livros que circulavam. Mas nunca conseguiram provar que as Escrituras  sustentavam a ideia gnósticas desses evangelhos. Eram os chamados “Gnósticos”, são vário, uma centena deles, até Atos de Pilatos, O Primeiro Livro de Adão e Eva, Evangelho de Nicodemos, Cartas do Senhor, circulavam no meio do povo. Alguns desses livros se comparavam ao Evangelho como por exemplo, o Evangelho Segundo Tomé , o Dídimo, veja esse texto: “Jesus disse: “Vim para atear fogo ao mundo, e vede eis que estarei vigiando até que ele arda” (1.10).

Na maioria os gnósticos apresentavam um Cristo diferente daquele aprovado no Concílio de Niceia.

Marción por exemplo assegurava que Jesus era apenas humano, e essa foi uma doutrina muito combatida e vencida no Concílio de Niceia. A divindade de Cristo foi encontrada nos textos canônicos e nas cartas de Paulo, no Evangelho de João quando ele fala do Logos, fica muito claro que “E a Palavra (Logos) era Deus, e os Russelistas alteraram para, “um deus”., logo um “deus” menor, não todo-poderoso.

Hoje em dia ainda temos vestígios dessa crença gnóstica onde Cristo é apenas poderoso, mas não Todo-Poderoso.

Outros defendem teses ainda mais obscuras como os TJ onde Cristo é um “deus” menor na Introdução do Evangelho de Joao, essa é uma religião  que segue os ensinos de Ário. Esse teólogo defendia a tese de que Jesus era apenas um homem. Humano.

Eusébio foi quem de certa forma escreveu um novo tratado, fazendo história e confirmando o grupo de roma que foi vitorioso. Quem venceu a batalha teológica foi o grupo cristão de roma daí para frente ser ortodoxo, é ser católico. As Igrejas Protestantes (da Reforma) defende essa tese são por assim dizer uma continuidade do grupo católico, sendo agora Reformado, mas conservando a mesma Ortodoxia, não deixa de ser um ramo da Igreja Católica como todas as outras.

Líderes do II Século,  e do começo do III Século, como Irineu e Tertuliano afirmavam que uma regra de fé tinha sido transmitida por tradição vinda dos apóstolos e, que, deveriam ser aceita como verdadeira e como ortodoxa, isto é, doutrina correta,  ou literalmente, “uma doutrina que parece ser a mais correta”.

Com esse nome, ou pré nome, surgiram as Igrejas ortodoxas, como: Igreja Ortodoxa Grega, Búlgara e Russa, são as que concordam com os sete concílios ecumênicos  e sustentam o vínculo entre si e são ao mesmo tempo independente, mas mantem uma submissão aparente com o Patriarca de Constantinopla. Entretanto muitas outras igrejas ortodoxas não mantém essa comunhão e não aceitam os concílios e mantém uma ortodoxia oriental. Ortodoxia então, passa a ser aquilo que o grupo define como sendo o mais correto.

Com tantas ortodoxia não é de se admirar que no século XVIII surgisse no horizonte teológico uma Ortodoxia Protestante, essa que temos até nossos dias.

Bem, para concluir, temos que concordar que, a Ortodoxia Protestante, isto é, parece (dokéo) ser a melhor, Dokéo é uma palavra com múltiplos significados,δοκέω, crer, pensar, opinar, supor, imaginar. Com tantos significados não é de se admirar que surja tantos grupos se autodenominando, ortodoxo, isto é, uma igreja que segue o ensino verdadeiro. Muitas comunidades nasceram sob o auspicio da ortodoxia, mesmo sem saber o que isso significasse.

Mas qual é o ensino verdadeiro? Por isso que, John Locke dizia: “Ninguém pode ser cristão sem a caridade, sem a fé prática, que não nasce da força mas sim do amor”.

A unidade portanto, é a unidade possível, não determinada pelo que vemos, pela sensibilidade, pela materialidade dessa ideia pura. A Unidade só pode ser cortejada como aquilo que se pode preservar e jamais ser criada, pois ela já existe quando Jesus, diz: “São um pela glória que lhe foi dada”, assim é o cristão , um com todos os outros pela glória que recebeu, essa glória é a mesma, na vida de um cristão ortodoxo, quer seja ele da Igreja Adventista, da Congregação Cristão, da Metodista ou Presbiteriano, ou mesmo da Igreja Católica Romana.

Bispo I.f. Barreto

 

Publicar uma resposta