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Publicado por em jan 3, 2016 em Bispo Inaldo Barreto, Blog, Igrejas, Notícias | Ninguém comentou

OLHAI OS LÍRIOS DO CAMPO

OLHAI OS LÍRIOS DO CAMPO

Texto : Κατανοήσετε τα κρινα πως αυξανει ου κοπια ουδέ νήθει, λεγ δε υμιν ουδέ Ζαλομων εν παση τη δόξη αυτου περιεβάλετο ως εν τούτων (Lucas 12,27)

Considerai os lírios, como eles crescem; não trabalham, nem fiam; e digo-vos que nem ainda Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como um deles.

Você não pode imaginar que poderá ser realmente feliz se comportando como uma planta no campo, sem nenhuma ação, sem nenhum projeto. Contemplar o lirio no campo tem o sentido de confiar que o crescimento virá de Deus, mas você não pode estacionar numa sombra esperando o bonde passar. O crescimento só virá se você começar aplicando todo esforço na sua visão de crescimento. Sozinho é impossível, sem fé é como desejar crescer um Côvado na sua estatura.

O verbo que conduz a ação é: Κατανοέω (Katanoéo), compreender, tomar conhecimento de, perceber. Note que se acha numa forma composta, Kata+noeo, Nóesis, faz parte dos verbos do conhecimento: “Δοξα , διανοια, νόησις, επιστημ ” (Glória, intelecto, pensamento, e ciência). Kata (por meio de). Então por meio do conhecimento você chegará a entender o que diz o texto.

Conhecimento é o processo psíquico medinte o qual uma alma, ao perceber um objeto, tem condições de dizer o que ele é. Na medida em que essa percepção pode ser mais ou menos exata, distingui-se-ão diferentes modos de conhecimento, tendo cada um dos quais, segundo a potência que lhe versa sobre o não ser, a opinião sobre o que parece, a inteligência sobre o que é.

Considerar não é um mero exercício de imaginação sobre algo de forma vazia, sem conteúdo, sem desejar coisa alguma, quem interpreta assim literalmente é o hindú, esperando os acontecimento do carma.

Heráclito criticava os que só queriam ouvir e se distrair com os cantores do Demos (do povo) e tem a multidão por mestre, não sabendo, que a maioria é má e a minoria é boa. Seja sincero que você aprende num Show gospel? Heráclito dizia: τις γάρ αυτων νοος η φρήν ( o que é o saber deles, senão o diafrágma?)

Heráclito estava exortando ao que era mais importante, o entendimento não viria pelo diafrágma, pelos cânticos apenas, mas pela criteriosa observação.

Você acredita que “Observar o lírio no campo”, é uma atitude passiva, de uma fé passiva, no estilo hindu, esperando que tudo aconteça a seu favor?

No hinduísmo Makhali Gosala que era o mair perigoso adversário de Budha ensinava: “Não há causa, não há motivo para a corrupção dos seres, os seres se corrompem sem causa. Não há causa para a pureza do seres, os seres se tornam puros sem causa sem motivo. Não existe ato feito por si mesmo, não existe ato feito por outrem, não existe ato humano, não existe força, energia, vigo humano, coragem humana. Todos os seres, todos os indivíduos, todas as criaturas, todas as coisas vivas são sem vontade, sem força, sem energia, evoluem pelo esforço do destino, das contingências, do seu próprio estado. (Samannaphalasutta,54).

O discipulo seguidor do Carma fazia seus votos no monastério perante o seu mestre: 1º Poupar toda e qualquer vida, 2º- Dizer a verdade 3º-Nada adquirir , 4º-Nada possuir, 5º-Permanecer casto. Nessa

ocasião recebe uma tigela para esmolar, uma vassoura curta para varrer o caminho a sua frente, um pedacinho de musselina com o qual cobre a própria boca ao falar e não engolir mosquitos.

Quando Jesus diz essa mensagem sobre as Flores do Campo o contexto era a Escassez, pouco alimento, pouca roupa, pouco calçado, péssima distribuição de renda. Pobreza. Para aqueles que querem viver do evangelho sem nenhuma ambição como era no primeiro século pode sim, fazer uma interpretação literal, e é melhor nem procurar casamento. Os sacerdotes na antiga aliança viviam das ofertas, não tinham herança. Alguns pregadores do primeiro século viviam assim, ainda é possível viver essa experiência, os monges viveram, alguns não conseguiram, muitos tiveram sucesso na vida de total afastamento da sociedade. E muitos pecaram mais na solidão do que no convívio social. Assim fica a escolha se você quiser viver uma vida super simples escolha a ordem monástica. Mas seja como for, sempre contemple as flores do campo, porque nessa contemplação você aprende a confiar em Deus.

O contexto dessa mensagem era a vida diária, trabalhar, se alimentar, se vestir. A pobreza dominava, era normal as pessoas pensarem: “Teremos amanhã uma refeição?”. A maioria das pessoas eram diaristas, trabalhavam num dia para comer no outro. Sempre houve crise, o Brasil vive uma crise, isso pode também significar, oportunidade. No tempo de Paulo houve uma crise na Judéia, e, muitos cristãos estavam passando fome, foi necessário pedir ajuda a outras igrejas de outras regiões. Eles mesmos passaram a praticar a koinonia, aquela participação na vida do outro, compartilhando as necessidades. A Igreja vivia o seu paradoxo, Felicidade e Escassez, mas não podia contemplar “as flores do campo” de estômago vazio, era preciso por em prática a fé, através da koinonia e assim o fizeram.

Agora, considere o lirio no campo. Você não pode fazer uma interpretação literal e simplesmente deitar-se numa rede e esperar que o Senhor providencie tudo para você. A criação dos monastérios foi uma tentativa de se viver um cristianismo superior, mas a reforma de 1517 mudou isso e criou o “cristão empreendedor”. É preciso botar as mãos no arado, semear, colher, e repartir a riqueza. Mas a felicidade não estará nisso de forma absoluta, claro que ninguém é feliz de estômago vazio, mas também não é feliz apenas porque estar farto de tantos bens. Quem assim se sente se compara ao “louco da parábola”. Feliz é aquele que tem e compartilha, e oferece oportunidade para a realização de projetos dos que estão à sua volta.

A plantação de Boaz era feita pelos trabalhadores, depois chegava o dia da colheita, e todos se alegravam, às vezes a semeadura é com lágrimas, mas a colheita é com risos e gritos de alegria.

Quando você considera os lírios do campo, grava a Grande Pintura na sua mente. No Brasil se fala em crise por causa da incompetência dos governantes e por causa da Cleptocracia. Estamos como quem vive o Ano Jubileu, o nivelamento, então é a hora da oportunidade, de novos líderes, novos empreendedores, no ano Jubileu o sucesso está às mãos. Esse ano é um ano em que você poderá fazer grandes coisas, deve “olhar as flores do campo”, mas com as mãos no arado sem olhar para trás. Isso significa que você deve incendiar as pontes velhas que ficaram em 2015. Queime as pontes! Crie um alvo. 2016 será um ano de sucesso para você, depende se vai querer pensar em centavos ou em dólares.

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