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Publicado por em ago 24, 2015 em Bispo Inaldo Barreto, Blog, Notícias | Ninguém comentou

O TERCEIRO HOMEM

O TERCEIRO HOMEM

Quando o medo impera.

Mateus 25.18

No Novo Testamento encontramos uma história na qual um Senhor muito rico fala em uma reunião de “negócios”, bem diferente destas que estamos acostumados de assistir onde o preletor exige um folha de cheque em branco, para você ser feliz.

Lá estavam tres homens, o primeiro recebeu cinco talentos, o segundo dois talentos e o terceiro um talento. Ninguém era imcompetente, ninguém tinha carência de talento (intelectual) ninguém era “coitadinho”, mas cada um recebeu recursos conforme a sua capacidade, literalmente: ” a cada um de acordo com a sua capacidade”.

A base do relacionamento exigido era o amor, na frase de Francisco de Sales, “Devemos temer a Deus depois do amor, mas não devemos amar a Deus depois do temor”. A locução, “além de”, rege as intenções do coração.

O terceiro homem não quis representar o Senhor, mas representava a si mesmo, no dizer de Paul Jehle : “O homem tem agido como representante de si mesmo, em lugar de ser representante do Senhor”. Esse terceiro homem nem mesmo amava o Senhor depois do temor, ele só tinha medo e nada mais. Muita gente não vai à igreja porque tem medo de encontrar pessoas que não foram cordiais, se afastam, mas pode muito bem não ser por esse motivo, mas por causa de alguma leitura que fizeram que denegria a pessoa de Jesus.

Ele falou o que representava ser para si mesmo, ela era assim, “sabendo que és homem severo” que és “injusto”, pois para ele, Jesus seria o tipo de gente que se aproveita dos outros, “ajuntava onde não espalhou” e “colhia onde não semeoou”.

Esse terceiro homem representa os escritores que se esforçam em denegrir a figura histórica de Jesus como faz Reza Aslan, “Jesus não era de paz”, falou em espada, mas Reza Aslan que não deve rezar dia nenhum, maliciosamente foge do contexto, nem se dá o trabalho de ler os versos seguintes onde Jesus explica a guerra no interior da família por causa da fé.

Mas ele não só não amava ao Senhor, ele apenas temia, esse tipo de relacionamento não se sustenta no evangelismo para a produção de frutos.

Outra fenômeno é o avanço dessa leitura nas universidades, esses livros se tornam best seller, são festejados pelos jornais nova yorquino como livros que esclarecem o povo: “Fascinante…Aslan sintetiza evangelho e erudição para criar um relato original” (The New Yorker) “Leitura acessivel e compulsiva, este livro magnífico é altamente recomendável” (The New Yorker).

Mas um leitor atento verá nas exposições de Aslan que ele não é assim, original, nem mesmo na sua tentativa de desmoralizar Jesus. Outros fizeram o mesmo, Bertrand Russel escreveu: “Porque não sou cristão”. Esse último parece que era um pouco mais educado, mas ateu confesso como Reza Aslan.

Acredito que muitos desigrejados assim se tornaram não foi por uma simples briga por ciúme ou coisa desse genêro, mas porque em algum lugar fez essa leitura de algo semelhante ao que ensina Reza Aslan, “os evangelhos testificam que Jesus foi crucificado ao lado de outros lestai, ou bandidos revolucionários, exatamente como ele” (pg.175.) Exatamente como ele? Aslan sequer teme a Deus.

Na América esse tipo de produção tem minado a fé de muitos, e muitos se afastam daquele que; como disse Aslan, se comportou como bandido.

Para Aslan Jesus foi executado por sedição, e acrescenta: “seu crime foi ousar assumir ambições régias”. Mas como acreditar que Jesus queria um reino terreno sem um exército? Com doze homens e algumas mulheres, isso não seria possível, a entrada de Jesus dita como triunfal não era uma ameaça a Roma, não tinha como enfrentar um exército tão grande e tão preparado para a batalha, com esses homens armados de facão, e com gente cantando e deitando seus mantos e folhas de palmeiras no caminho do Messias, como esse exército nada conseguiria. Ele não tinha esse desejo de reinar como rei terreno.

Pilatos nem levou isso em consideração, Jesus respondeu a questão dizendo: “Tu o dizes”, mas Pilato não se importou, não preparou exército para caçar os supostos soldados de Jesus criados pelo teólogo de última hora, Dr. Reza Aslan.

Assim como Aslan aquele terceiro homem foi para longe procurar um lugar escondido para enterrar o talento que recebera.

O verbo cavar, ou escavar, ώρυξεν orusen, no aor. dá o sentido de que, escavar é algo que se fez e pode continuar a se fazer, é o que acontece até hoje, gente que se afasta da igreja e esconde o talento. ώρυξεν γην και εκρυψε, (ó̱ryxen gi̱n kai ekrypse) essa é a pronúncia. O terceiro homem cavou a terra e escondeu. Ele escondeu o dinheiro do Senhor dele.

Alguns desigrejados assim se tornaram por conta dessa leitura, e quem tem uma fé fraca, não é recomendável ler os livros dos filósofos Reza Aslan ou Sam Harris, pois ao terminar poderá se abalar, mas não tem como você dispensar um preparo apologético. Entretanto existe muita gente decepcionada com igreja, uns porque pensavam ser possível ser próspero mediante ofertas cobradas, estipuladas, outros porque receberam profecias que nunca se cumpriram, e outros por outros motivos; alguns conservam a fé, outros perdem a fé, ou a tem como uma ilusão escondida no coração. Mas a esperança persiste não se perde, enquanto há vida há esperança.

Aquele que acredita em Deus mas no fundo acha que é uma ilusão não tem como suportar, é preciso ter fé. Sem amor o seu ministério não tem como prevalecer, não irá adiante, fracassará.

Ninguém pode dizer que não foi contemplado com pelo menos um Talento, 6 000 denários, seis mil dias de salário, 500 meses, 15 000 dias, aproximadamente 42 anos…era tempo à bessa, sobrava tempo e dava para fazer muita coisa. E por que ele não se dispos a fazer? Porque representava a si mesmo e não ao Senhor.

Por que se faz isso hoje? Pelo mesmo motivo. O homem de hoje também ama representar a si mesmo, essas leituras oferecida ao povo, “Espiritualidade sem religião” “Jesus, o Zelota”, é para fortalecer a incredulidade. E tem conseguido, o número de gente fora da igreja é incalculável.

Marío Soares político português perguntou ao ex-presidente FHC: “O presidente não consulta os astros?” Ele responde: – Não, eu não.

O povo cristão tem pouca firmeza política e isso é um perigo, porque é com a mente que vamos eleger os políticos para os cargos público nos quais se assentarão e de lá nos governarão. Existe uma preocupação do governo com a política nas escolas: “Existem alguns movimentos políticos de juventude, mas não existe, na verdade, uma politizzação adequada nas escolas. Não vejo claro uma relação juventude-política-governo e acho isto uma falha nossa” (FHC). O governo se preocupa com isso. Mas e a Igreja? Imagina que um líder cristão fez campanha contra uma candidata cristã indo a favor de uma que se declarou atéia. O que significa isso? O ex-presidente do qual falamos, disse que: “no Brasil muitos politicos são umbandistas, uma mistura de espiritismo com a macumba, queé uma religião de Angola. O número de políticos que consultam os astros é enorme, é enorme”.

Acontece que não queremos representar o Senhor, essa história de igreja é só aos domingos, o resto é com o sábios deste mundo, e no governo é mais verdadeiro um ateu do que um crente. É curioso que FHC disse em seu livro: “Sou cartesiano com uma pitada de candomblé”, e esse é o melhor que temos. Não é curioso?

Note que esse terceiro homem não se relacionava com o seu Senhor tinha apenas temor, temia, mas o diabo também teme, mas é só isso, continua diabo, esse terceiro homem estava mais para ser discípulo de Satanás do que de Jesus.

Não nascemos prontos para amar como se costuma dizer que, algumas pessoas foram bem nascidas, “alma bem nascida”, L’âme bien née. O amor precisa ser buscado, ser aprendido, apreendido, “porque o amor se acolhe se aprende e se transmite”. (José Antonio Pagola).

Voltemos ao terceiro homem, esse estranho foi lançado no inferno, o que nos leva a pensar, que até parece um exagero, mas esse homem nunca se importou em nascer de novo, “escondeu o talento” como uma manifestação pública da sua incredulidade e mau humor, e porque não dizer ´por cajusa da sua natureza obstinadamente contra Cristo.

O que se passa nos Estados Unidos com igrejas inteiras que condenam o evangelho e absolve os maus costumes como sendo luz e água? O resultado é o “talento enterrado”. O terceiro homem foi bem longe enterrar o tesouro, que para ele não era tesouro, mas apenas um incômodo, se ele pensasse diferente entregaria ao banqueiro para, pelos menos render juros.

Reza Aslan critica Jesus por causa das espadas: “vim trazer espada”. Disse Jesus, Reza Aslan já imagina que Jesus quer um trono terreste. Pois bem essa é a espada do Espírito que o apologista deve usar para “decapitar” esses argumentos dos ateus e agnósticos. Devemos enfrentá-los com intrepidez, essa é uma guerra espiritual sem trégua.

O cristão de hoje deve ser um apologista, manejando bem a Palavra da Verdade, um cristão que frequenta uma Escola, uma Faculdade, deve estar preparado para enfrentar dias maus, pois muitos professores estão a serviço das suas incredulidades, não são poucos os estudantes que estão perdendo a fé. Mas existe um grande número que enfrenta o contraditório, maneja bem a Palavra e pavimenta a estrada para o futuro.

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