Menu páginas
TwitterRssFacebook
Menu Categorias

Publicado por em ago 17, 2015 em Bispo Inaldo Barreto, Blog, Notícias, Sem categoria | Ninguém comentou

O PARDAL NO TELHADO

O PARDAL NO TELHADO

Culto de hoje: 16 de Agosto de 2015.

Um desses domingo pela manhã, chegando ao Templo, um filhorte de Sabiá se debatia, ele não podia voar, então o Diácono Ronilton foi lá, apanhou o filhote para colocar numa caixa, o Sabiá adulto estava vigiando e deu um voo razante no Diácono que precisou se proteger.

Um ditado chinês diz: “Lute apenas quando pode vencer, quando não puder fuja”

No Antigo testamento temos algumas palavras para, Vigia, vigiar, vigilante, e a mais importante é aquela que aparece em Esdras, “ser alerta”, no Salmo 102 aparece falando da insônia, “um pardal alerta no telhado” Em Isaías o sentinela vigia e clama como um Leão, ele na verdade faz uma oração, “Senhor estou alerta dia e noite”. Interessante: Por que razão vigiamos o que Deus vigia? Se Deus onipotente vigia, por que precisamos vigiar aquilo que está vigiado, se o Maior guarda os bens do menor, qual a razão do menor vigiar aquilo que está vigiado pela onipotência divina? Alguém sabe?   Vou tentar explicar: Vigiamos como quem estar associado a Deus é um compartilharmente da mesma ação sobre um  objeto, é uma associação para um mesmo fim, Deus vigia, mas não podemos  ficar desligado como se nada tivéssemos para fazer a não ser sonhar.

No Salmos Davi conta a história em forma de poesia, Ele andava vencendo todas a batalhas, mas de repente não conseguiu superar as intrigas internas e correu para fora do palácio e voou para o telhado. Telhado no hebraico é “Gag”  o topo, pode ser até um “gag” do altar, o topo do altar, é comum as pessoas falarem da proteção de Deus e também das condições sobre-humanas que às vezes recebemos informações que nos faz pensar numa águia. (Sou como uma águia). Você já viu que ninguém se compara a uma coruja nas ruinas? Todos queremos ser Águias; pardal ninguém quer ser, ninguém quer se transformar pelo processo da percepção do “self”  em algo tão deprimente.

Nada mais estranho quando pensamos numa águia, e refletimos sobre essa condição humana de um “pardal”.

Essa foi a máxima reflexão sobre o “self” que traduz fielmente a paradoxal condição humana de ser e não ser. A contradição que nos persegue.

Um paradoxo é aquilo que pode ser e não ser ao mesmo tempo, se alguem diz: “não existe o absoluto”, já é um absoluto, já se formou um conceito absoluto, do não absoluto que não pode ser firmado por não haver a possibilidade do absoluto que, foi negado e afirmado.

Eu não existo é a confissão do paradoxo do “Eu”,  Não!  existo,   não existo,  Não, eu existo, não existo.

A imediata mudança de conceito do rei Davi deve ter causado uma impressão de abandono quase total, ele se sentia só, seus amigos não eram amigos das horas difíceis, e um pelicano no deserto era o sinal máximo do abandono, Pelicano vive nos lugares úmidos, Davi   projetou seu “self” (Eu) num lugar árido, a situação era árida, o abandono causa essa sensação de aridez, até amigos íntimos se afastam, parece que todos até a família dele estava contra ele.

Um pardão no telhado é indefeso e sujeito às intempéries, sol e chuva  eram parte do dia-a-dia, ele que era o rei estava agora exposto como um dos súditos mais pobre que se pudesse econtrar no reino. Quem era como ele  um pardal no telhado. Ninguém.

Um ditado chinês ensina que, “as melhores lições aprendemos com o inimigo”. Essa lição da transformação íntima (sombras criadas do self) é muito forte,  pelo olhar do outro descobrimos nossas falhas, é como disse Sartre “o inferno são os outros”. O inferno de Davi eram os outros, os projetos alheios que não se afinavam com os seus.  Só que a briga ficou feia e ele voou para o telhado.

Caro leitor, vou lhe fazer uma pergunta: Você já voou para o telhado? As coisas ficaram tão difíceis que você aprendeu a voar e fazer uma percepção do seu Eu como se fosse um pardal?

Os pássaros vigiam,  do telhado um pardal contempla tudo, o pardal deve ter uma inteligência intuitiva, não agrega valores intelectuais, mas consegue ver o inimigo que se apróxima. um estranho pode sofrer o ataque do vigia. Ronilton que o diga.

Esse fenômeno da imaginação faz parte da nossa existência, somos muito mais “pardal” do que águia, mas gostamos mesmo é de ser águia, coruja nas ruinas ninguém nem sequer ousa imaginar, e logo pensa: “Somos filhos de Abraão”,  mas eventualmente cada um de per si pode ser um pardal no topo do telhado.

Note que Davi a despeito do desespero da ardente expressão que transformou o ser “rei” em ser “pardal” nos leva a pensar que podemos sim conviver com essas naturezas tão divergentes, a despeito dessa  fenomonologia de Davi, ele demonstrava aquela confiança do judeu ortodoxo, fiel, e disse no versículo doze : “O Senhor permanece para sempre”. Isso era tudo, a fé, aquela confiança mesmo sendo um pequeno pássaro, um pardal, ou mesmo sendo um animal imundo, “Uma coruja nas ruinas”. Ainda assim com toda essa transformação em quase nada a fé era inabalável. As sombras  que criaram o pardal não podia avançar além disso.

Quando a fé é inabalável, mesmo sendo um pardal a confiança não é alterada, é outro paradoxo, confio, mas, é a mesma história cujo personagens vigia e ora, mas depende do Senhor que guarda a casa, a família, os eventos, as contingências.

Agora vamos pensar um pouco no “Topo”, o ponto máximo de uma casa, de um palácio, de uma arte, de algo que almejamos, o “gag”. ץץ, no hebraico é aquilo que é “pop” o máximo, estár no topo da casa, dos eventos, e até de um altar.

Estar no “gag” é muito bom, mas como um pardal é diferente, está lá como um “pequeno pássaro” não é um exemplo que chame a atenção para a imitação possivel. Pardal? Não!..Sempre águia é o que se aprende nos cursos de Liderança.

Fui numa feira cultura, e havia lá uma sala de “oração”, interpretei como o lugar do pardal, o mais distante possível do barulho, havia um folha para assinatura dos visitantes, umas poucas pessoas foram orar, alguns, talvez nem 1% dos visitantes, é que a oração na escala de valores ocupa a imagem do pardal.  Já um louvor chama mais a atenção, e a oração pouca atenção, e ainda tinha um horário, evidentemente que foram poucos os que acharam uma hora propícia para orar.

O topo é o lugar. Todo pastor quer o topo dos eventos, de tudo o que representar uma promessa, mas nem sempre é possível,  às vezes a arrecadação não paga o aluguel, muitas igrejas mudaram de endereço, algumas fecharam  o salão e vão para as casas.

Qjuando os problemas nos cercam às vezes voamos para o telhado, o lugar seguro fica inseguro, os amigos se transformam e nós temos que nos transformar em algo invisivel, um pardal no telhado é imperceptível, apenas algumas pessoas veem, essa imagem é um transcender o rei se sentiu um pardal e os súditos pareciam-se com as águias…algumas pessoas olhavam e praguejavam. O pardal pulava de canto para canto procurando um recanto de sossego. Não é assim que às vezes acontece? Mas mesmo assim sejamos como Davi no mínimo , crendo que “O Senhor permanece para sempre”, então há esperança, e muito mais com Jesus que é a própria esperança. Se o judeu desejava o fim do inimigo, nós porém com Cristo devemos do telhado orar pelos inimigos.  E não é fácil essa Lei de Jesus.

Depois desse texto deixo algumas questões para reflexão:

1- Quantas vezes você já voou para o telhado de sua casa?

2-Por que o lugar seguro não era o interior do palácio?

3-É melhor voar para o telhado do que dormir com o inimigo

4-Vigiar é “estar alerto” como em Esdras

5-Por que o pardal estava sozinho no telhado?

6-Como você vê a solidão do pardal?

7-Você consegue se indetificar com um pardal?

8-Qual comparação escolhemos, ser uma águia ou um pardal? Sinceramente…respondendo…acho que  Àgua…Pardão  não é uma opção, mas uma necessidade.

9-Podemos conviver com essas duas possibilidades: Um pardal e uma águia?

10 – O que é vigiar ?   Vigiar e orar?    ….

Publicar uma resposta