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Publicado por em set 19, 2016 em Bispo Inaldo Barreto, Blog, Notícias | Ninguém comentou

O GOVERNO A ECONOMIA E O POVO

O GOVERNO A ECONOMIA E O POVO

“É mais fácil quebrar a porcelana do que consertá-la” (1948).

Winston Churchill

Automação e Mudança Tecnológica foi um livro muito lido nos Estados Unidos, editado por John T. Dunlop, e apresentado num encontro: “The American Assembly” (Assembleia Americana). A intenção do livro era esclarecer e fornecer pistas para o crescimento econômico com justiça social, é assim todos os livros sobre Economia, empreendedores, consumidores, trabalhadores e o governo com seus políticos.

A moderna economia possui alguns problemas que a sociedade antiga nem imaginava ser possível, “as pessoas quando estão famitas, não se preocupam com a qualidade do ar, o congestionamento de veículos, com o sistema telefônico, estradas de ferro, a situação das rodovias. Elas se preocupam com o trabalho e grandes negócios”. Também no mundo moderno o povo não está preocupado com Escolas, Colégios, Igrejas ou hospitais, não se preocupa com orquestras, galerias de artes ou teatros, e de fato, nem pensa em refúgios seguros para se proteger de uma guerra nuclear. O povo só se preocupa com o desemprego e as taxas do imposto de renda”. O que importa é o avanço tecnológico e a prosperidade. Se esquece que, prosperidade também inclui com muita propriedade a boa qualidade do ar.

O grande desafio global que temos hoje é o mesmo do século passado: (a) Precisamos parar as guerras (b) Manter a sociedade livre (c) Espalhar os benefícios do avanço tecnológico para todos os povos, todas as classes sociais, eventualmente para todas as nações.

Mas em se tratando do Brasil esse desafio é fácil ao mesmo tempo muito difícil, um grande paradoxo devido aos nossos políticos e ao nosso sistema de arrecadação de impostos e a sua injusta aplicação. Nosso sistema tributário está superado, tornou-se arcaico e os governadores não tem a disposição necessária para uma mudança na direção da justiça. Pagamos menos impostos sobre comidas para gatos do que para os humanos, e pagamos para um retorno medíocre, os maiores beneficiados do sistema são os próprios criadores dos impostos, os politicos usam a arrecadação para se promover, aumentar os próprios salários, e até para se corromper, já que não existe transparência, os paraísos fiscais e o foro privilegiado é prova dessa corrupção quase genética, isso está encrustado na política há séculos. Os economistas não levam em conta a realidade, não fazem uma pesquisa de campo, não conversam com o povo, são dogmáticos, frios e só apresentam números e cálculos. O povo não sente na sua convivência, no seu dia-a-dia os benefícios dessa gigantesca arrecadação. Quando o governo fala de reforma geralmente, ironicamente, e abusivamente aumenta os impostos, as taxas e as contribuições de melhorias. Depois do impeachment o povo deve exigir mudanças práticas que possam se converter em benefícios de todos. Não temos coisa alguma funcionando a contento, nem Escolas, nem Uiversidades, nem Hospitais, nem Segurança é tudo precário. Os nossos Congressistas são pouco ou nada representativos, O Congresso não é respeitado pelo povo, tampouco os mandatários se preocupam com isso, porque o sistema eleitoral é de tal forma corrupto em sua natureza que não permite mudanças. Os políticos são os donos do poder.

Como uma pais que arrecada 35% do seu PIB (Produto Interno Bruto), isto é, de tudo o que se produz 35% vira impostos que depois vira quase nada em benefício da sua populaçã pode continuar em paz? Temos o Judiciário mais caro do mundo, e os políticos mais corruptos do mundo, e um sistema mais embrutecido do mundo, nada funcionando, ninguém sabe como o governo de Michel Temer irá conseguir vencer esses obstáculos em apenas dois anos.

Se fala em privatizações para arrecadar bilhões para cobrir o rombo petista que foi nessa mesma ordem, e, não se vê outra saída, não adianta pegar emprestado no FMI, agora a saida é vender ativos. As empresas públicas se tornaram numa espécie de “porta de entrada da corrupção”, os governos nomeiam diretores para as estatais não para que se produza mais e melhor, mas para fazer caixa para as campanhas do partido vencedor, e o povo é deixado de lado. Os partidos não tem como objetivo proteger e promover o bem social desse povo que deu o seu voto esperando um governo justo e transparente, os partidos se importam em se perpetuar no poder, apenas isso, não tem um projeto para o Brasil, e um ou outro partido que apresente tal projeto é ignorado, não prospera.

Temos um grande paradoxo, países da Europa e o Japão com taxa 0% de juros não conseguiram resolver o problema do desemprego, e a concentração de renda aumentou. Os tributaristas brasileiro, especialmente o Presidente do Banco Central ambos se esforçam para equilibrar as contas e manter tudo em ordem e com isso promover o crescimento. A maior dúvida é: Se realmente vamos resolver o nosso problema com o imposto progressivo, pode parecer uma ação socialista, mas ainda que seja é necessário para que se possa investir mais em Educação, não adiante além de ser injusto cobrar dos mais pobres, até salários de R$ 2 000,00 paga imposto de renda na fonte.

O investimento no ser humano deve ser acelerado no governo Temer, mas não será apenas em benefício do seu capital político, mas em benefício dos próximos governantes. Se esse governo tiver uma avalição media, entrará para a história como, “aquele que preparou o terreno para o próximo governante”. Se tiver um grande sucesso irá querer sua própria eleição para o justo aproveitamento do capital político, se for um fracasso, ninguém sabe o que virá, os derrotados de agora irão querer posar de heroi, de salvadores da pátria, tentarão deletar o passado recente de uma completa cleptocracia para alcançarem de novo o poder. Pior que só irão repetir a “Caca”.

Os investimentos para o futuro dever ser feito na educação, novas tecnologias, e na manutenção do que foi conquistado. Primeiro: temos que nos precaver de repetir a injustiça de um avanço tecnológico sem o benefício daqueles que o produz, e não podemos deixar de lado sem informação tecnica a força de trabalho jovem que está na porta das empresas esperando uma oportunidade, sobre tudo temos que facilitar a livre iniciativa. Segundo: temos que abrir a porta para o caminho do futuro, do avanço tecnológico que já existe e possibilitar a criação de novas tecnologias investindo na educação.

Quando Winston Churchill disse em 1948 que, “É mais fácil quebrar a porcelana do que consertá-la”, nos faz lembrar que, um novo governo não tem que necessariamente destruir tudo o que foi feito anteriormente, Bolsa Família por exemplo para um país que não abriu as portas do avanço tecnológico para a maioria da sua população deve ser mantida, com critério claro, não como vinha fazendo o governo deposto que transformou esse benefício num vergonhoso cabresto eleitoral. Ainda temos graves distorções na distribuição de renda, não adianta apenas aumentar os salários, é preciso mudar a forma de ganho. O custo de um empregado inviabiliza as contratações, e os

sindicatos e mesmo o Congresso é ineficiente para criar ou proteger os empregos. Sindicatos já não funcionam como representantes dos trabalhadores o mais importante neles é a disputa pela diretoria e o subsídio do governo, alguns se enriqueceram.

O nosso sistema tribuário não funciona direito é uma guerra fiscal entre estados, somos quase uma União Europeia que não deu certo, essa simplificação é um desafio que só se fala nele na época das eleições, depois entra na “pauta do esquecimento”, o governo anterior pensava mais na cartilha gay do que na reforma tributária.

Investir na educação é a solução, antigamente tinhámos os cursos profissionalizantes, o estudante terminava o ginário e podia fazer uma opção profissional ao mesmo tempo que cursava o colegial se preparando para a Faculdade. Hoje o objetivo é se preparar para entrar na Faculdade sem nenhuma profissão, não se ingressa na força de trabalho porque não se tem uma profissão, todos estão cheio de teoria sem nenhuma perspectiva profissional. É um exército de desocupado com diploma na mão.

No Brasil a concentração de riqueza é um escândalo, é preciso cobrar impostos sobre esse acúmulo de bens para favorecer os que estão na base da pirâmide, o pobre geralmente trabalha muito para manter o capitalismo selvagem. O socialismo não é solução, tampouco esse capitalismo voraz que não contempla a justiça social. Por isso não podemos “quebrar a porcelana”, mas preservá-la depois da devida correção.

Ct Inaldo F. Barreto

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