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Publicado por em out 28, 2013 em Bispo Inaldo Barreto, Notícias, Sem categoria | Ninguém comentou

O ESPIRITO DO TEMPO

O ESPIRITO DO TEMPO

 

“O Senhor é o Espírito; e onde quer que o Espírito esteja, ali há liberdade” ( 2ª Co 3.7)

I- A liberdade como forma de vida

Sem a liberdade não teríamos  livre vontade para agir, seriamos meramente robotizado por um controle superior. Mesmo George Orwel na sua novela, 1984 não conseguiu demonstrar a possibilidade do homem ser totalmente teleguiado.

Jesus era um homem livre, à beira de um poço ele parou para conversar com um mulher, isso foi motivo de escândalo para os discípulos. “Nesse ponto , chegaram os seus discípulos (eles havia saído para fazer compras) e se admiraram de que estivesse conversando com uma mulher; todavia, ninguém lhe perguntou: “Que queres saber?”  Ou: “Por que falas com ela?”. (João 4.27) Esse pensamento pairava na mente do religioso judeu, se uma mulher se aproximava, então eles perguntavam:  “O que queres saber?” e até para Jesus ocorria esse pensamento; “`Por que falas com ela?”

 

II- A liberdade religiosa

Os judeus estavam presos pelo legalismo, Moisés é como um véu que só pode ser removido pela presença de Cristo, pelo Espírito. “E, por isso, a mente dos israelenses se fechou, pois até hoje o mesmo véu permanece quando é lida a antiga aliança. Não foi retirado, porquanto é somente em Cristo que ele pode ser removido” (14).

Esse verso reflete toda obscuridade da antiga aliança, é como um véu. Nós talvez pensemos que não tenhamos nenhum véu, mas temos. A religiosidade da nossa época não vem de Moisés, vem do mundo.

A antiga aliança que temos é tão ou mais prejudicial do que a Antiga Aliança mosaica. O Novo Testamento quando se dirige aos gentios nunca pede que tire o véu da Antiga Aliança, mas que renuncie ao mundo, ao espírito do mundo moderno. Zeit Gheist.

No tempo de Paulo eles sofriam o assédio das divindades gregas como, Cibele, da beleza do encanto, e do mistério gnóstico. Como isso foi superado em nosso tempo, na modernidade tem início o domínio do Zeit Gheist, o espírito do mundo dos negócios.

III-O espírito nacional

Volksgeist

Na Alemanha se desenvolveu o VolksGeist, o caráter fundamental de uma nação, Dizia Montesquieu: “Muitas coisas conduzem os homens, o clima, a religião, as leis, os princípios de governo, as tradições, os costumes, os usos; a partir daí se forma o espírito geral, que é o resultado.”

IV- O espírito do mundo

Weltgeist

O espírito do mundo, WeltGheist ocorre na consciência do homem, os homens estão para ele, assim como  as realidades singulares estão para a sua totalidade que as consubstancia.  Assm esse Espírito do mundo, WeltGheist, coforma-se ao Espírito Divino, que é o Espírito Absoluto. Assim Deus que é onipresente, está na consciência de cada homem, já que um tem o WeltGheist, o espirito do mundo. Esse é um pensamento do mundo em relação ao Absoluto.  O paganismo se envolve com o sagrado e ambos  manifesta um atributo divino, a onipotência.

V-O espírito do tempo

Zeitgeist

O tempo de Paulo foi dominado por um espírito que ele combateu firmemente, o judaísmo judaizante, a idolatria grega, e os costumes.

O espírito do nosso tempo possue raízes histórica com o tempo de Paulo, mas é outro espírito, a moderanidade caprichou na nova divindade. O Zeitgheist hoje é sofisticado.

Uma das coisas muito interessante que Paulo disse aos Gálatas encontramos no capítulo  3: “Ó gálatas insensatos! Quem vos fascinou?

Anoetous, indica uma ação sem sabedoria, equivale a tolo, insensato. O fascínio seria, Bascano, lançar um encanto, procurar prejudicar alguém lançando um mau olhado, ou dizendo palavras de ordem.

VI- Ídolos do coração

Timothy Keller fala dos ídolos do coração, que nasceu da prosperidade econômica dos Estados Unidos, “culture of the greed” Cultura da ganância.

Ganância é idolatria, escreveu Paulo e mora no coração, aquela compulsiva necessidade criada pelo espirito do mundo.

Os ídolos nos dão segurança, nosso coração deifica como o centro da vida, pensamos que nos fará muto bem, mas eles nos escraviza. Por isso Paulo perguntou: “Que vos fascinou!”

O Espírito do tempo,” Zeitgheist” é o poder desse mundo em conduzir todas as coisas, cultura, riqueza, pesquisa e sucesso. Ninguém vive sem os frutos do “espírito do tempo”, mas ninguém precisa se escravizar a ele. Ninguém deve seguir a propaganda do “espirito do tempo”, que diz o que comprar o comer e o que vestir. Como disse Aldous Huxley, o homem não compra um carro, compra o status não compra um creme dental, compra um produto que evita que ele seja rejeitado sexualmente. A mulher não compra um creme de beleza, compra aquele que certa celebridade diz que é bom e possibilita mais sedução.

Não ameis o mundo, quer também dizer: Não ameis o produto do espirito do tempo na sua totalidade.  A propaganda tem esse poder ela é o agente mais eficaz do “zeitgheist”

Experiência de liberdade

Caminhando pelo parque encontrei uma senhora de noventa e um anos de idade, ela se chama, Adredoralta, filha de Laura da cidade de Veneza,  Itália. Ele me disse que tem a memória muito boa e isso devido a muita leitura. A nossa liberdade só tem valor se dela fizermos bom uso, somos livre, podemos ir e vir, ler ou não. Se lermos a mente é exercitada. Um atleta pode fazer bons exercícios com o corpo e muito pouco ou quase nada para a mente, se ele não exercitar a mente, ficará fisicamente musculoso e espiritualmente esclerosado.

Bispo I. F. Barreto

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