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Publicado por em jun 27, 2015 em Bispo Inaldo Barreto, Blog, Igrejas, Notícias | Ninguém comentou

O CRISTO HISTÓRICO

O CRISTO HISTÓRICO

“Luciano várias vezes se refere aos cristãos de Alexandria”

Provavelmente na primeira metade do segundo século surge uma referência aos cristãos como “nova raça” (kainon génos) numa carta conhecida por: “Carta a Diogneto”. Nessa carta se encontra a citação da “teosebia dos cristãos” que “desprezavam os deuses gregos” e as “superstição dos judeus”. Porém vamos começar com as notas dos historiadores no primeiro século.

Por volta do primeiro século Tácito um historiador nascido no ano 55, ele foi consul na Ásia, se refere aos cristãos como, “chrestianus”, outros diziam: ” christianus”, mas essa alteração não invalida o texto. Suetônio do ano 75, fala de um tumulto provocado por um certo Chrestus em Roma: “Iudaeos impulsore Chresto assidue tumultuantis Roma” já Tacito se refere a Cristo, quando cita: Nero culpou os cristãos pelo incêncio de Roma.

Plinio o jovem é do ano 65, ele relata ao Imperador Trajano o comportamento dos cristãos, nessa referência histórica os cristãos já não são tratados como criminosos, ou seguidores de uma seita horrível, nessa carta de Plinio eles aparecem como gente de moral elevada, cumpridores de seus deveres, bons cidadãos. Esse tipo de carta que influenciou Constantino. Plinio dizia que eles adoravam a Cristo como se fosse Deus, ” Carmenque Christo, quasi Deo, dicere”, (Cantam hinos a Cristo como se cantassem a Deus, diz Plinio).

Esses três são os mais importantes historiadores não cristãos que falam de Cristo, Tácito parece defender os cristãos da acusação de Nero, Suetônio fala de um tumulto por causa de um certo Chrestus, mas isso é uma coisa impossível, Cristo não andou por Roma provocando tumulto, então se referia aos seguidores de um tal “Chrestus” é o mais provavel.

Entretanto essa acusação de tumulto deve ser uma calúnia, os seguidores de Cristo são pacíficos e pacificadores especialmente naquele período de perseguição.

Outro famoso historiador foi, Luciano (115) é bem comentado na obra de Jacyntho Lins Brandão, o relato dele toca numa questão muito interessante: O número de cristãos nas cidades do império já era bem grande no meado do segundo século, a hipóstese é a seguinte: “no início do segundo século haveria comunidades cristãs em cerca de 40 a 50 cidades do Império”. Essa expansão deixa escapar uma pergunta: – Como pode se expandir tanto quando não exitia Sedex nem correio rápido? Se imagina que já houvesse seis milhões de cristãos no começo do 4º século assim pensou R. MacMullen no seu livro: “Cristianismo no Império Romano”. Segundo notas no referido livro: “Há certamente grupos cristãos não só em Roma, como também no sul da Gália, essas comunidades, contando com lideranças próprias e locais, estariam sujeitas à ação de aventureiros, como Peregrinos Proteu”.

Quando Constantino se converte já não era sem tempo com tanto súditos seguindo pelo Caminho, aderindo a fé cristã.

Luciano era sátiro, brincava com o nome “cristãos”, como a liderança era pouco preparada, havia muitos aventureiros que assumiam a igreja local. Ele conta a história de um tal “Peregino proteu” que

apostatou da fé e só dava trabalho por onde passava. Esse tal “Proteu” suspirava pela liderança, vivia fofocando e traindo a confiança, não se firmava em nada, Luciano conta história desse falso irmão:

“Foi assim que esse tal Proteu conheceu a doutrina dos cristãos: Juntou-se aos escribas da época e logo angariou discípulos que o admirava. Proteu faz o papel de “crente fingido” que acredita na imortalidade, mas de fato não acreditava em nada, acreditava na vida eterna, mas não era nada disso. Luciano coloca Proteu como quem acredita no martírio, e falsamente aceita ser irmãos de todos. Proteu também é iconoclasta e lidera o movimento para desturir imagens de esculturas, enfim Proteu viajou como peregrino e de repente: violou a lei da comunidade, acho disse Luciano: Que ele comeu das coisas sagradas, alguém viu e contou para os outros, como sempre acontece a liderança não gostou, então expulsaram-no. Peregino Proteu é a figura de uma aventureiro na fé que acreditou num sofista que foi crucificado”. Mas essa é uma sátira que Luciano fez contra os cristãos. Ele inventou essa história para zombar da fé dos cristãos.

Justino (103) não gostou dessa história e rebateu dizendo que, “os “logoi” (mensagens) de Jesus foram breves e condensados, pois não era um sofista. Mas o seu “lógos” era o poder de Deus.

Luciano varias vezes se refere aos cristãos de Alexandria, é sintomático, pois é lá que os cristãos por volta do ano 415 com “sangue nos zóio” atacam a professora na rua e depois a matam dentro de um templo. Um dos piores erros na história da Igreja, motivo para muitas críticas.

Já Cornélio Tácito conta a história dos cristãos. Claro que se refere a Cristo a origem dessa história. Ele fez essas anotações oitenta anos depois da crucificação. Tácito cita em seus escritos, lembrando o tempo do imperador Tibério. Naquele período na Palestina houve muita confusão terminando com a queda de Jerusalém. Então Tácito escrevendo a história lembra que Nero botou foto na cidade de Roma e culpou os cristãos, mas todo mundo sabia que fora ele Nero o incendiário. Mas quem iria acusá-lo?

Todos esses fatos falam de um fato maior isolado como uma pedra angular sustentando todo o edificio; isto é, a história de Cristo. Se alguém falou mal ou bem, ou zombou é ao mesmo tempo a indicação da existência do Cristo histórico. Luciano zombava de Cristo que foi crucificado por causas das suas ideias revolucinárias. Tácio fala da culpa que Nero lançou sobre os cristãos, Suetônio registra no livro um tumulto em Roma que envolvia cristãos. E Plínio o jovem elogia a vida diária dos cristãos. Enfim tudo isso é história.

O fundo histórico de toda história contada por esses historiadores é Jesus, e dessa forma o Cristo Histórico emerge dos relatos desses historiadores, nada mais sensato do que atribui um valor aos dados contidos nas suas notas que falam de uma pessoa real, tão real e tão influente que criou uma “nova tribo” como dizia Flávio josefo. “sua tribo existe até hoje entre nós”. portanto essa referência a uma nova tribo “kainón génos” (nova raça) começa com Flávio e não com a carta de Diogneto no segundo século.

Quando os historiadores e comentaristas modernos citam Jesus como um mito ignoram os fatos registrados nos anais da história que entre outros assentos sobre a vida de Cristo, enfatiza: “as pessoas comumente chamadas cristãs” dizia Cornélio Tácito: “Christus, o que deu origem ao nome de cristãos,

foi condenado a morte pelo procurador Pôncio Pilatos, durante o reinado de Tibério” Ele também é ácido na sua escrita, dizia que o evangelho ensinava coisas de seita perniciosa, e reconhecia que era dificil de fazer parar o crescimento de tal seita que avançava pelo império afora.

Tudo isso é história, muito real, e muito pertinente a uma ÚNICA pessoa, essa pessoa é JESUS DE NAZARÉ.

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