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Publicado por em dez 25, 2015 em Bispo Inaldo Barreto, Blog, Notícias | Ninguém comentou

NATAL

NATAL

Este é o texto do Natal para toda cristandade, com ele celebramos: “Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e Ele será chamado de Emanuel, que significa “Deus conosco”. (Mateus 1.23) [ΜεΘ υμον ο Θεος]    ” God with us”

Uma reportagem do  Wall Street Jornal, relata o pensamento do Papa: “Papa Francisco observou a simplicidade do nascimento de Jesus e repreendeu o que chamou sociedade intoxicada com o consumismo, o prazer, a abundância e riqueza”. Ele defendeu a causa dos refugiados, mas não exortou os muçulmanos radicais que assassinam os infieis incluindo os cristãos. Em seguida ele beija a estátua do “menino Jesus”.

Para alguns protestantes  o Natal tem origem pagã, a origem os sinais dessa origem estaria na árvore, presentes, e Papai Noel. A origem pagã do Natal em alguns momentos não invalida o todo, além de muitas coisas pagãs como temos no esporte etc, praticamos e louvamos a Deus por tudo isso. Agora, se deixarmos de Natal e alegria do natal suas festas e luzes; quem certamente vai gostar muito disso é o Islã que também critica tudo o que fazemos.

Temos de sair para a rua em casa em todos os lugares sem medo a festa de Jesus com os presentes, luzes, além de toda a família reunida; e até com o Papai Noel

Acredito que devemos criticar o consumismo, mas devemos valorizar a festa de Natal, pois sem ela o mundo ficaria mais triste.

Na Folha de São Paulo saiu uma  “tira” com uma conversa entre duas pessoas:

“Você já se preparou para o “espírito” de Natal?  – Já respondeu o outro: – Já olhei o estoque, preparei uma lista de preços e comparei com todos o concorrentes”.

I – A melhor comemoração

A melhor comemoração é aquela onde participam as crianças, pois ela dão o sentido espiritual da vida e do reino de Deus.

Caminhando ontem: Um jovem com um livro na mão me perguntou: – O que você está lendo?  Respondi: – My Utmost for His Highest de Oswald Chambers. Ele por sua vez estava lendo, “Velozes e Perigosos”. Então acrescentei: “Uma semana ou duas atrás, um homem de 49 anos comprou para o filho uma bicicleta e a mãe viajou para o Paraná, ele veio com o filho passear neste parque. Resolveu experimentar a bicicleta, e desceu a ladeira abaixo, na velocidade perdeu o controle e bateu numa árvore morrendo na hora. O filho de onze anos ao lado olhando o pai e o presente que recebera.

Naturalmente, estamos inclinado a ser matemático e calculista naquilo que esperamos, em nossas expectativas sob incertezas e achamos que isso é uma coisa ruim. Imaginamos que temos que alcançar algo no fim de um trabalho um projeto, enfim, no fim de tudo o que planejamos. Mas isso não faz parte da natureza espiritual das coisas. O que  é natural na nossa vida espiritual  é a certeza das nossas incertezas. Não sabemos o que nos espera, nem mesmo quando teremos um pouco de sossego. O senso comum diz: – Se eu tiver condições farei tais coisas.

A certeza é o senso comum da vida, graciosa incerteza é o sentido da vida espiritual, assim são as crianças.

Não temos certeza do próximo passo, do amanhã, do futuro.  O Natal é um momento se temos apenas esta vida, e uma vida se temos a fé em Cristo.

II O NATAL E A ALEGRIA DO CRISTÃO

Vivemos o natal muito mais pelo sentir o clima do que o seu sentido mais profundo, da certeza da mensagem, “Deus conosco”.

O prefixo grego, metá, que inclusive forma a palavra, metáfora, tem um significa extenso, jntamente, em seguida, depois do evento, em união com, mas o mais teológico dos significados é o de: Associação.

O Natal é Deus se associando com o a humanidade, num processo de conversão e influência sobre todos, primeiro sobre os nascem do alto e depois sobre os que estão à espera e finalmente sobre todas as coisas.

Sem duvida pensamos em Jesus, ora pensamos nele como homem, ora como divino, mas no fundo fica marcado em nós de forma mais forte a humanidade.

Aquele que se fez carne, Orígenes ensinava: “Cristo e Sabedoria de Deus; por sua vez, o Filho de Deus, por quem tudo foi criado, é chamado Jesus Cristo e Filho do Homem. Pois dizemos que o Filho de Deus morreu, isto é, por sua natureza que de fato podia sofrer a morte; e é chamado Filho do Homem, aquele que se anuncia que deverá vir na glória de Deus Pai com os santos anjos. Por essa razão, em toda a Escritura, a divina natureza é desgignada com termos humanos, e a natureza humana é adornada  com os títulos reservados a Deus”.

Origenes é o primeiro a usar a expressão “Deus Homem”, que seria incorporada definitivamente no vocabulário da teologia. O Alexandrino introduz o conceito da alma de Jesus e vê nessa alma preexistente  (que desce ao seio de Maria na Encarnação) o laço de união entre o Logos infinito e o corpo finito de Cristo: O Logos assumiu um corpo verdadeiro.

O sentido da vinda de Cristo é de associação com o a humanidade, começando com os judeus o povo que a Escritura registra, “os seus”. Veio para os seus mas os seus não o receberam.

Outra vez, Orígenes nos ensina: “Creio que o profeta Jeremias entendia qual era a natureza da Sabedoria divina em Cristo, e qual a natureza que ele assumiria para salvação do mundo, quando disse: “O Ungido de Adonai, nosso fôlego de vida, Cristo Senhor, dele dizemos: “Sob a sua proteção poderemos viver entre as nações” ( Lm 4,20).  Pois, como a sombra do nosso corpo é inseparável do corpo e recebe e reproduz sem desvio os movimentos e os gestos do corpo, penso que também, para designar assim as ações e movimentos dessa alma que aderia a Cristo sem separação possível e fazia tudo sgundo seu impulso e sua vontade, lhe chamou sombra do Cristo Senhor, sombra sob a qual vivemos entre as nações. Porque no mistério que ele assumiu vivem os povos, quando, imitando essa alma pela fé, chegam á salvação.”

Bispo Primaz

I.F.Barreto

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