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Publicado por em ago 2, 2014 em Bispo Inaldo Barreto, Notícias, Sem categoria | Ninguém comentou

MÉTODO HISTÓRICO-CRÍTICO

MÉTODO HISTÓRICO-CRÍTICO

O historicismo ensina que, todos os sistemas do pensamento e do conhecimento devem ser julgados dentro da perspectiva da mudança ou do desenvolvimento histórico. A crítica ao historicismo opõe-se àquilo que considera a tentativa de interpretar toda a realidade e verdade como se fossem relativas ao desenvolvimento histórico, pois tal atitude leva necessariamente a uma visão relativista da verdade objetiva. (Thomas Ransom Giles)

“O terceiro princípio que determina o caráter racional da teologia sistemática é o princípio da racionalidade metodológica. Ele implica que a teologia segue um método, isto é, um caminho definido de e afirmar suas preposições. O caráter desse método depende de muitos fatores não-racionais. Mas uma vez estabelecido ele deve ser trilhado racional e consistentemente. A expressão final de coerência na aplicação da racionalidade metodológica é o sistema teológico. Se o título, “Teologia Sistemática” tem alguma justificativa , o teólogo sistemático não deve ter medo do sistema”. (Paul Tilich)

Quem critica os métodos é ao mesmo objeto de crítica, pois ao criticar se usa um método, então devemos analisar todos os métodos, geralmente todo hermeneuta é usa o método eclético. Inclusive o histórico-crítico.

O Método Gramático-Histórico aparece como opção interpretativa na Idade Média, se considerarmos a hermenêutica de Orígenes (Pai da Igreja) podemos contar a partir do segundo século, mas é possível que na antiguidade se buscasse significância por meio da história, afinal os registros históricos fazem parte da história do judeu e força uma reflexão mediante uma visão da história do povo eleito. (Lembrando que a eleição não significa sossego e prosperidade como ensinam os neopentecostais)

Esse método começa com uma forte e incisiva reflexão crítica sobre dois pontos considerados cardeais: em relação Às Escrituras: (1) Inerrância (2) Infalibilidade

A questão era: Se a Bíblia é a Palavra infalível e sem erro de hipótese alguma, como podemos aceitar as regras legais do apedrejamento, e outras barbáries facilmente encontradas no texto bíblico da Torá?

Com o advento do Renascentismo por volta do ano 1300. Michelangelo nascido no ano de 1475 inovou com as suas pinturas: David ou Davi é uma das esculturas mais famosas do artista renascentista Michelangelo, ele foi escolhido para fazer o teto da Capela Sistina, uma obra de valor artistico extraordinário, Pietá é Maria e o sofrimento de uma mãe, O juízo Final é uma pintura detalhista dos últimos eventos, e a Santa Ceia cujas cópias circulam por todo o mundo.

O renacentismo preenche o tempo compreendido entre os séculos XIII e meados do século XVII, com transformações artísticas que alcança a vida humana de forma definitiva começando com isso a Idade Moderna.

Nesse período o valor da cultura greco-romana começa a tomar um lugar de primazia na forma de pensar, o homem medieval necessita desse recurso para pensar em um mundo que começa a se modernizar e isso, com filósofos, imaginem de que época? Desde os pré-socráticos.

Com os artistas e filósofos desse período começa o questionamento da fé e o conflito com a razão. O conteúdo da fé é amplo de maneira geral pode ser associado à confiança. Quem tem fé confia e não duvida. E nesse particular nasce a dúvida. Seria a fé cega um meio justo e respeitável de se admitido entre os homens civilizados, e ao mesmo tempo admitir as regras contidas no Livro Sagrado a respeito da violência? As Cruzadas foi um dos movimentos mais criticados pelos filósofos, artistas e pintores.

Como a fé não se sustentava em evidências ou provas racionais, os estudiosos começaram a criticar a fonte da fé religiosa, a Bíblia.

A filosofia greco-romana ensinava que a natureza era fonte de lei e harmonia, enquanto a fé cristã ensinava a obediência às normas e ensinamentos bíblicos, inclusive do Antigo Testamento. Para Santo Agostinho nascido no ano de 354, a crença religiosa começava pela fé mas seguia pela razão na sua forma de organizar as ideias. John Wesley também apelava para a razão para organizar a revelação. Francis Schaeffer ensinava que: A religião começa pela fé, mas formulam seus pensamentos pela razão, sem a razão tudo estaria perdido.

No seculol XVI começa para valer a discussão sobre a interpretação bíblica, A “fé cega” sofre duras críticas, e muitos pensadores perceberam que esse tipo de fé exercia sobre a socieade uma influência negativa, pois mantinha os homens nas trevas da ignorância, Para Galileu Galliei, Giordano Bruno, tanto a fé como a ciência eram verdaderias, mas considerava que muitas vezes as interpretações bíblicas nem sempre correspondiam à verdade.

O Papa não gostou e mandou Giordano para a fogueira. René Descartss e Giordano começaram a “reinventar” o pensamento contra a fé.

O Céu como o centro do sistema solar foi rejeitado pela Igreja que nesse tempo primava pela ignorância, à fé admitia uma terra imóvel e o Sol girando em torno dela, tiraram essa ideia do relato bíblico em que Josué faz o Sol se deter. Sendo assim a hermenêutica sem o método histórico-crítico admitia que a Terra fosse o Centro do Sistema Solar e não o Sol.

No Século XVII o conceito de Copérnico foi aprovado como verdadeiro, mas foi tarde demaiis, muitos cientistas e pensadorees pagaram com a vida pelo que sabiam. O século XVII foi precedido pelo Renacentismo, pela Filosofia Medieval, Filosofia Antiga e o movimento pré-socrático. No final do século XVII surge o movimento que se torna o mais forte de todos eles, o Iluminismo e nasce a modernidade no Século XIX.

René Descartes nascido em 1596 em sua obra: “Filosoifia primeira” afirmava que, somente a razão poderia trazer ao homem um conhecimento seguro.

Com essas investidas o caráter divino das Escrituras, aquilo que era considerado sagrado pelos seguidores passou a ser algo duvidoso, A razão começa a imperar sobre a regra de interpçretação. Essa ideia de o homem como padrão vem da antigujidade, “O homem é a medida de todas as coias” uma citação do pré-socrático, Protágroas.

O método histórico-crítico é racional, abre o entendimento por meio da razão, não é algo a ser renegado, mas não se pode caminhar pela fé usando apenas a razão.

Os exegetas históriicos-crítico não são unânimes, divergem entre eles. Mesmo os reformadors como Calvino e Lutero tiveram sérias divergências em relação à Eucaristia. Uma questão de exegese e hermenêutica pura, sem levar

em conta o método histórico-crítico. Os reformadores usavam o método em questão quando lhe interessava às ideias que defendiam.

Lutero teve dificuldade em aceitar a Carta de Tiago a qual considerou pelo seu método, com certeza por meio da razão que não apreciava, considerou essa carta como, “Epistel von Stroh” (Epístola de palha), Lutero recomendando a leitura bíblica disse a um dos seus discípulos: “Em suma o Evangelho segundo João e sua primeira epístola, as epístolas de São Paulo, sobretudo as dirigidas aos romanos, gálatas e efésios, e a primeira epístola de São Pedro, são os livros que te mostram Cristo e ensinam tudo o que tu precisas saber para a tua bem-aventurança, mesmo que jamais ouças e vejas outro livro ou doutrina. Por isso, a epístola de São Tiago é uma epístola bem insípida comparada às demais, pois não é dotada de natureza evangélica” (Seria apócrifo? Ou mero pensamento humano?) Os Reofrmadores recomendavam o estudo criterioso dos textos bíblicos, mas esse método terminava por causar grandes questionamentos.

Com o advento do iluminismo começou a busca da de Deus dentro da Escritura, essa separação foi tida como ciêntifica, era preciso para uma compreensão sadia separar as duas coisas. A Palavra de Deus das Escrituras deveriam estar diistintamente separadas para uma boa compreensão , e assim ficaria isento de confusão no meio da Igreja.

Para Bultiman a justificação pela fé não precisava contar com os fatos históriso, podeira ser um baseado e susenado no mito, mesmo assim o homem seria justificado. Ponto de vista semelhante a esse começou a dificultar a aceitação do método histórico- crítico.

Não tendo como comprovar os milagres e outros eventos sobrenaturais, Bultiman apelou para a lenda e esvaziou o conteúdo pertinente à revelação das Escrituras. Esse exagero do método em questão levou à sua rejeição pelos estudiosos mais ortodoxos.

Jesus Histórico passou a ser objeto de pesquisa e edição de livros de vários autores, sempre lançado dúvida sobre a existência de fato do homem Jesus. Para alguns, Cristo é um mito, o homem Jesus desaparece da história. Essa crítica esvazia a fé e transforma a religião num racionalismo frio e muito próximo do agnosticismo.

Para fazer frente aos estudiosos do método histórico-crítico surgem os fundamentalistas, que ensina uma hermenêutica presa na letra e deságua no fanatismo religioso, tanto muçulmanos como cristãos, ou seja grupos de seguidores teístas fanatizaram a hermenêutica e transformaram em alguns casos a Bíblia num instrumento de vingança, guerra e outras bárbaries, uns em nome de Deus outros em nome de Alá.

Quando Lutero libera a leitura bíblica individual e sua conseqluente interpretação, surgem dessa liberdade as maiores heresias, todas atribuidass à revelação, todo mundo recebe revelação, a Bíblia é um livro de devoção e um manual de conduta, então a vingança, a morte de palestinos é tida como bíblica, como sinal dos tempos, os cristãos perseguidos na Síria é sinal do fim. Tudo isso nos leva a perceber que é preciso observar o método, histórico-crítico para se evitar os absurdos das interpretações nefasas e beliciosas das Escrituras.

O saúdavel uso do método histórico-crítico, nos leva a pesquisar várias fontes, é muito útil no preparo da mensagem versões diferentres a observação do texto, a forma da escrita, a redação, as pallavras (exegese).

Alguns estudiosos eram hegelilanos, isto é, adotavam o signficado das ideias , outros eram existencialismas como Bultiham, apelavam para a existência como mais importante para se fazer teologia. Os intérpretes não lidam com a certeza absoluta em nenhum método, “”Celui qui l’emporte au cours d’une controverse peut avoir tort. Celui qui sait mal argumenter peut avoir raison” ( Latrão 57 a C) (Aquele que argumenta bem pode no final estar errado, e aquele que argumenta mal poderá estar certo)

Conclusão:

O método histórico-crítico lida com as fontes históricas e a sua evolução, obsrva os vários estágios e a sua formação. É crítico porque faz um juízo sobre as fontes, esse método foi usado para criticar o método alegórico que em alguns momentos criava superstições que incentivavam a ignorância do povo, especialemtne na Idade Média. Na Alemanha esse método foi muito usado pelos grandes teólogos como, Schleiermacher que regularmente fala de Cristo, não de Jesus. Cristo seria um mito, e Jesus faz parte de uma história sem registros confiáveis. O método histórico-crítico não significa criticar a

Bíblia, mas examinar científicamente os textos para facilitar o juízo no que concerne aos aspectos hitóricos e literários, é bom saber que, “A imagem e o texto foram tecidos juntos, rede e trama ao longo do tempo” (Leenhardt), ou como disse Cullmann: “Toda teologia cristã, em sua mais íntima essência, é história bíblica”.

O método histócio-crítico tem um aspecto positivo no sentido de nos levar a compreender a Bíblia como livro de expressão de fé mostrando o que é fato e conjecturaa, força de expressão e linguagem figurada como no caso da Criação do Mundo.

Bispo Primaz I.F Barreto

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