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Publicado por em nov 30, 2014 em Bispo Inaldo Barreto, Notícias, Sem categoria | Ninguém comentou

A FÉ

A FÉ

έτέρω πιστις εν τω αυτω πνεύματι ( a outro a fé pelo mesmo Espírito)
(Προς Κορινθιυς 12.9)

Introdução:

A Fé em Deus é considerada para os hebreus como “um rudimento” e por isso são exortados a progredirem na fé, aquele que não avança na Fé ainda não provou alimento sólido e continua um “bebê espiritual”.


Lutero comparou e chegou à seguinte conclusão em relação às obras e a fé mediante a leitura dos Evangelhos:

“Já que as obras de nada me adiantaram. Suas palavras, porém, concedem a vida, como ele próprio diz. Como João descreve bem pucas obras de Cristo, mas muito de suas pregações, e os outros três evangelistas, por sua vez, muito de suas obras e pouco de suas palavras, o Evangelho segundo joão é o único (zarte, recht) verdadeiro e delicado, ou( justo e correto), sendo de longe preferível e bem superior aos outros três. Também, as epístolas de São Paulo e de São Pedro superam bastante os três Evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas.

Enquanto a Epístola de São Tiago é uma epístola bem insípida (Epistel eine rechte stroherne) comparada às demais”

Pasrticularmente não concordo com Lutero quando ele coloca um Evangelho como superior e considera a Carta de Tiago como sendo de palha. As Escrituras são inspiradas ainda que os evangelhos não foram escritos pelos discípulos quem os escreveu estava inspirado pelo Espírito como acontece até hoje nas mensagens proferidas nas Igrejas. Temos exceção, mas essa é a regra.

Conceito de fé.

O conceito mais lembrado sobre a fé é aquele que encontramos na Carta aos Hebreus, “”Εστιν δέ πιστις ελπιζομενων υποστασις , πραγμάτων, ελεγχος ού Βλεπομένων” (A fe é a substância das coisas esperadas e convicção de fatos que se não vêem”. Assim definimos a fé, mas a definição por si só não salva, nem resolve os nossos problemas, apenas ficamos sabendo o que é a fé. Mas se não soubermos o que significa: “υποστασις” (substância) não saberemos afinal o que é a fé. Porque a fé é a “substância” que desconhecemos.

A fé não pode ser apenas uma interrogação sobre ela mesma. Algumas vezes as pessoas respondem como se fosse algo muito simples imitando o texto de Hebreus, “Ora, a fé é a substância das coisas que se espera e a convicção de fatos que não se vêem”. Glaube aber ist:, em alemão, ” A Fé é”. Mas a definição repetida mil vezes não tem o mesmo valor de uma fé que é conhecida pela sua prática. Por isso que a fé prática pode se multiplicar entre milhares de pessoas com pouca educação com muito mais proveito do que entre os que sabem a sua definição, mas é indeciso, mal resolvido e pouco produtivo.

A Fé podemos visualisar em dois planos: Plano A, uma teoria, a “fé teórica”. Plano B, um evento, um valor, uma realidade, um fundamento, existência, sedimento, uma intenção e até um plano.
Quando Paulo fundava as igrejas no primeiro século, ele ensinava que, O Espírito Santo concedia a fé, conforme o texto da carta aos Corintios, “a outros A Fé pelo mesmo Espírito”.

Para Jesus o conceito não importava muito, nem encontramos uma definição de Fé nos Evangelhos de Marcos, Mateus ou Lucas, nem mesmo em João. A definição é uma coisa que que faz lá pelos anos 68 ou 70 d.C. O Evangelho preferido de Lutero foi escrito nos anos 90 aproximadamente, e se parece com excelente tratado de Teologia, entretanto não supera os outros no sentido de “delicado e verdadeiro”, se compara no mesmo gênero e grau de importância.

Hipóstase

Um fundamento, um plano algo que dá sentido real à fé. A versão Reina-Valera nos dá uma boa impressão: “Porque somos hechos participantes de Cristo, con tal que retengamos firme hasta el fin nuestra confianza del principio”. Mas no original demonstra com muito mais clareza. [“Companheiros pois de Cristo nos temos tornado se de fato guardamos ” την αρχη της υποστασεως μεχρι τελους ” (a confiança do princípio até o fim)]. Aqui upóstase é confiança.
Substância, que no terceiro século é a grande discussão sobre a natureza divina do Pai do Filho e do Espírito, no primeiro século tem um significado mais simples. Em Hebreus 3.14 é traduzido como, “confiança” (BJ), a mesma tradução na versão Reina-Valera, “nuestra confianza”. Outras versões falam de um “firme fundamento”, e até “posse antecipada” como na Biblia de Jerusalém. Essa tradução foi considerada a melhor edição da Sagrada Escritura.

I- Fé Teórica

Sola Fides

Essa expressão foi cunhada pelos reformadores, seria a fé doada aos crentes, mas se eram crentes já tinha também a fé, já que ninguém pode ser crente sem a fé em Deus ou em Cristo. Então essa declaração é paradoxal, se tira duas conclusões aparentemente verdadeiras, primeiro de que já eram crentes, portanto acreditaram tiveram fé, ou então não eram salvos e receberam a fé na Igreja como um dom para trabalhar pela fé. Mas sabemos que Paulo fala e escreve aos crentes da Igreja de Corinto.

Fé é também uma escola.

Se vamos escolher qual caminho devemos seguir, então usamos a razão e não somente a fé, “Sola” é o que qualifica a fé, “solus” é único, se você escolher entre várias coisas, você usou a razão, então a razão participa da fé, ou melhor dizendo, a fé utiliza a razão, é um trabalho conjunto, é também uma teoria quando digo, “sola fides”. Ou como dizia Santo Anselmo:”credo ut intelligam” (acredito para que possa entender), mas nesse ato de acreditar também participa a vontade de acreditar, a razão, o ser humano.

II- A fé prática

Glaubenskraft
Nos Evangelhos o que vigora é a “fé prática”, a teoria não importa muito, até hoje para nós na igreja, no dia-a-dia nos valemos da fé na sua prática, assim resolvemos nossos problemas. Essa e a fé que foi dada à Igreja local, “a outro a fé pelo mesmo Espírito”, todos na igreja possuem a fé, aquela fé salvadora, mas alguns recebem o dom da fé, uma fé para trabalho especial, algumas vezes ligada à cura, ou para estimular os irmãos na igreja. Essa fé é para a vida do novo homem na Igreja e em todos os outros lugares um meio de vencer e alcançar seus alvos . Na Bíblia traduzida para o alemão, talvez seja assim que acreditava Lutero, a fé doada pelo Espírito é, Glaubenskraft, o poder da fé, pelo mesmo Espírito, “Geist”.

A fé e a prática em nossos dias.

Quando temos um desafio chegou a hora de colocar em prática a fé que recebemos na Igreja, isso demonstra se realmente temos fé, ou alguma fé, ou se apenas sabemos definir como está em Hebreus e nada mais.
Quando os obstáculos do dia-a-dia nos impede de servir, então não temos aquela fé, Glaubenskraft, o “poder da fé”, somos apenas teórico, mas não sabemos de nada.

A fé prática fala de participação, de comunhão, de oração, de cura, de libertação, de prosperidade, de uma vida abundante. Se não crescermos na fé participando seremos sempre fracos na fé, e às vezes um “anão espiritual”, sem iniciativa, sem determinação e sem compromisso com a Igreja local. Talvez o que mais exista hoje nas igreja pelo mundo afora seja “anões espirituais”, aqueles que se arrastam na teoria e não vivem quase nada em relação à Fé.

Conclusão

A Fé salvadora, “os que crêem em o nome dele” João 1.12; Essa é a Fé que salva, algumas vezes acompanhada da partícula εις “eis”, isto é para, no sentido de movimento para dentro de si, no coração. Depois Paulo aos romanos identifica essa partícula como um movimento de fé que invade o coração e depois parte do coração, “Porque com o coração se crê εις para Justiça.” O nosso íntimo tem importância fundamental para a fé que salva, Jesus é a pessoa na qual cremos para a salvação e cremos com o coração. (Rm 10.10, e 10.17). Mas a fé prática para viver é indispensável para o cristão compromissados.

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