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Publicado por em out 1, 2016 em Bispo Inaldo Barreto, Notícias, Sem categoria | Ninguém comentou

ISSO É CORBAN.

ISSO É CORBAN.

Um seminarista do IMRET ficou curiouso com esse versículo: “Vós, porém dizeis: Se um homem disser a seu pai ou a sua mãe: Aquilo que poderias aproveitar de mim é Corbã, isto é, oferta para o Senhor, então o dispensais de fazer qualquer coisa em favor de seu pai ou de sua mãe, invalidando a palavra de Deus pela vossa própria tradição, que vós mesmos transmitistes; e fazei muitas outras oisas semelhantes” (Macros 7 11-13).

Uma das distorções mais comum naquele período era invalidar a Palavra Deus para favorecer a religião, isto é, alguém poderia dizer que, tudo o que lhe pertencia era sagrado, consagrado, votado ao templo, prometido à Igeja e por esse motivo não podia ajudar à sua família em necessidade. Os fariseus trabalhavam com a mente do povo para que fizesse votos, muito semelhante aos votos que são levados a fazer em alguma igreja, onde por pressão a pessoa doa seu carro, sua casa, todo o seu dinheiro. Eles diziam pelo membro da sinagoga, como se faz hoje em dia em algumas igrejas estranhas que manipulam a mente e faz a pessoa dizer o que não quer e assumir compromisso com votos que não fez. O texto diz, υμεις δέ λεγετε (imeis dé légete) “vós dizeis”. Dizer algo é importante, é uma confissão, como dizer um mandamento, uma ordem. O verbo dizer é envolvemente, comovente, determinante, quando algo é dito deve ser levado em conta. Eles diziam o que não deviam dizer.

Korban: κορβαν, (Korban : tesouro do templo, dom, oferta).

A cerimônia era assim: A pessoa num momento de inspiração ou por conveniência, se levantava com a Torá, às vezes assistido por um rabino, geralmente esse rabino estava interessado nessa oferta, que poderia ser, uma casa, um baú cheio de dinheiro, uma fortuna qualquer. Diante de tal objeto a pessoa pronunciava uma sentença, “Esse tesouro que me pertence, de agora em diante já não é mais profano, mas sagrado, consagrado ao Senhor, é Corban”. Estava feito a promessa, o objeto agora era sagrado e só os sacerdortes se beneficiariam dele. Faziam ajeitando as leis com as tradições, valorizando esta em detrimento daquelas.

Aquele pronunciamento removia o objeto do uso profano para o sagrado e os pais ficavam a ver navio. E o mandamento descomprido, “Honra ao teu pai e à tua mãe”.

O judaísmo hoje tem o que se chama “Pirke Avot” (Ética dos pais), o Mestre Simão, o Justo, alega que o mundo pauta-se na Torá (os mandamentos e sua realização), no serviço divino (culto e louvor a Deus) e em atos de ternura (boas ações para com os outros), Simão também salienta que o mundo e tudo o que existe se deve à verdade, justiça e paz. Essa é uma afirmação abstrata, não tem como se provar isso, mas eles acreditam e faz bem em acreditar. Não é a recompensa por fazer o bem que anima os homens e produz no meio social uma avanço em direção ao bem, o judeu age bem pelo próprio bem porque isso é uma Mitzvot divinamente ordenadada, na adversidade a mitzvot é uma santificação do nome de Deus (kiddush ha-Shem) e a sua violação denigre o nome de Deus (hillu ha-Shem). Ajudar os pobres é uma mitzvot de santificação.

O que se faz na Igreja hoje, ou o que deve ser feito em relação a esse fenômeno? A ofertas, seja como dízimo ou dádivas em geral tem uma moral, não se deve enganar o povo prometendo prosperidade quando o povo oferta à Igreja. Outra forma mais rídicula é insistir com os irmãos para doarem suas casas, seus carros, todos os seus bens, e, que isso irá mover os céus a seu favor.

Queimar qualquer objeto numa fogueira santa é tão inútil como dançar em volta da fogueira de São João no norte do Brasil esperando bençãos do santo. Esse é o horror evangélico.

O voto não era solicitado, as Escrituras falam de voto, נדר”nãdar” é fazer um voto, o mesmo que consagrar. O judeu antigo fazia o voto de dedicação, significava fazer algo para Deus, também se fazia o voto de abster-se de fazer alguma coisa, geralmente era acompanhado de juramento e maldições, “juro fazer tal coisa, e se não fizer”. A oferta votiva,נדר “nmêder”. Neder aparece nas listas de sacrifícios como uma espécie de oferta pacífica, era algo prometido verbalmente a Deus.

Mas quando se fala de enrolação do crente com votos, então começa o desvio, o abandono da ética. Isso parte da parte do pastor desqualificado que seduz as ovelhas para fazer votos que lhe dê vantangens financeiras, e também de membros como Absalão que mentiu dizendo que ia cumprir ordenanças divinas, mas ele foi mesmo fazer rebelião, geralmente os rebeldes fazem isso até hoje, mentem roubam membros e depois dizem, “consagrado ao Senhor”.

Tem também aquele voto precipitado de Jefté que deixou a sua filha a serviços no tabernáculo pelo resto da vida. (Juizes 11,30) Jefté não faria um voto de sacrifício humano porque ele tinha um bom conhecimento da Lei divina, não iria cometer tal desatino. A Lei básica do judaísmo era de domínio público, todos sabiam e ninguém podia alegar ignorância quanto a isso.

A partir do Novo Testamento diminui a frequência de votos, Paulo chegou a fazer voto, ele rapou a cabeça em Cencreia, porque tomara voto (Atos 18,18). Foi um voto nazireu que consistia em se colocar à parte para a devoção e serviço a Deus. Quando alguém fazia um voto fora de Jerusalém quando terminava o prazo, geralmente 30 dias, ele raspava o cabelo, e depois apresentaria o cabelo rapado em Jerusalém. Nota-se que isso terminaria por não dar certo, se alguém estivesse muito distante não tinha como cumprir com esses detalhes. Entrou em desuso e hoje já não se pratica o voto. Mas se alguém o fizer é melhor cumprir, porque está escrito: “Deus não se agrada de tolos”. Leia mais em Eclesiaste Capítulo 5.

A resposta de Jesus é a explicação do texto, para ele não era justo nem o cumprimento de um mitzvot fazer um voto nesse clima, aproveitar uma contenda para consagrar os bens próprios em detrimento da ajuda que era devida aos pais.

Esse era o espírito da Lei e não a sua letra, o que importava era o bem estar do pai e não um sacrifício. E tem mais, Jesus considerou uma falsificação dos motivos e do ato, além disso era um ato contra a fé.

Jesus também diz que é um invalidação da Lei, pois a Lei maior, o mandamento maior nesse caso era: Honrar os pais.

Note tambem que, Jesus acrescentou: “Fazei muitas outras coisas semelhantes”. Nem imaginamos quais seriam essas coisas, mas contextualizando pode-se investigar na TV e observar o que fazem o que pedem, como pedem, como prometem um retorno por uma oferta, por um valor em dinheiro, um carro ou uma casa que se der para a Igreja.

Outra coisa para pensar é sobre a tradição, πραδοσις, (paradosis) é aquela conhecida tradição religiosa, e algumas vezes nessa “paradosis” tem muita manipulação produzida no meio do povo, um ajeitamento de coisas para se conseguir alguma vantagem em nome dos céus mediante ameaças e

ensino enganoso. Talvez ou com um certo grau de certeza estejamos hoje vivendo um período de “invalidação” da palavra de Deus.

A Palavra de Deus é o espírito da Lei e não a letra. O texto de Marcos fala que, “jeitosamente rejeitais o preceito de Deus”. literalmente Jesus falou: “de forma bonita vocês expõem o mandamento de Deus”. Qual era esse mandamento? Era a ética básica do lar, “honra a teu pai e a tua mãe”, como esse mandamento era muito claro e forte, a base ética da família, eles tiveram muito trabalho para manipular, mas coneguiram e com isso impedia que os filhos ajudassem seus pais em dificuldades para se apoderar do tesouro da família.

O texto:

3. οι γαρ φαρισαιοι και παντες οι ιουδαιοι εαν μη πυγμη νιψωνται τας χειρας ουκ εσθιουσιν κρατουντες την παραδοσιν των πρεσβυτερων

4. και απο αγορας εαν μη βαπτισωνται ουκ εσθιουσιν και αλλα πολλα εστιν α παρελαβον κρατειν βαπτισμους ποτηριων και ξεστων και χαλκιων και κλινων

5. επειτα επερωτωσιν αυτον οι φαρισαιοι και οι γραμματεις δια τι οι μαθηται σου ου περιπατουσιν κατα την παραδοσιν των πρεσβυτερων αλλα ανιπτοις χερσιν εσθιουσιν τον αρτον

6. ο δε αποκριθεις ειπεν αυτοις οτι καλως προεφητευσεν ησαιας περι υμων των υποκριτων ως γεγραπται ουτος ο λαος τοις χειλεσιν με τιμα η δε καρδια αυτων πορρω απεχει απ εμου

7. ματην δε σεβονται με διδασκοντες διδασκαλιας ενταλματα ανθρωπων (ensinando preceitos de homens)

8. αφεντες γαρ την εντολην του θεου κρατειτε την παραδοσιν των ανθρωπων βαπτισμους ξεστων και ποτηριων και αλλα παρομοια τοιαυτα πολλα ποιειτε (αφεντες: aor. de afimi, soltar, deixar. Isto é, desprezaram o mandamento)

9. και ελεγεν αυτοις καλως αθετειτε την εντολην του θεου ινα την παραδοσιν υμων τηρησητε

10. μωσης γαρ ειπεν τιμα τον πατερα σου και την μητερα σου και ο κακολογων πατερα η μητερα θανατω τελευτατω

11. υμεις δε λεγετε εαν ειπη ανθρωπος τω πατρι η τη μητρι κορβαν ο εστιν δωρον ο εαν εξ εμου ωφεληθης

12. και ουκετι αφιετε αυτον ουδεν ποιησαι τω πατρι αυτου η τη μητρι αυτου

13. ακυρουντες τον λογον του θεου τη παραδοσει υμων η παρεδωκατε και παρομοια τοιαυτα πολλα ποιειτε : ακυρουντες, (akurunte, é o partícipio passado de “akurow” não ouvir, anular, tornar sem efeito . Note o verbo fazer, ποιειτε, no imp. fazei).

ταυτοτητα ειναι τι ειναι, (identidade é o que é). A identidade do Korban é um sacríficio, o que é sagrado.

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