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Publicado por em ago 6, 2015 em Bispo Inaldo Barreto, Blog, Notícias | Ninguém comentou

HIROSHIMA E NAGASAKI

HIROSHIMA E NAGASAKI

Duas bombas foram lançada era 06 de Agosto de 1945, e eu ainda não era nascido, 100 mil pessoas morreram na explosão e milhares outras com a chuva radioativa, um desastre tão danificador como o terremoto de Lisboa do dia 1 de novembro de 1755. Depois de 190 anos o homem faria um estrago maior do que a natureza decaida e afetaria psicologica e fisicamente as gerações futuras por muito tempo, dizem que até hoje.

A guerra é pai de todos dizia Heráclito, mas essa guerra como todas as guerras não é pai, nem mesmo padrasto de coisa alguma.  Para Heráclito ela reina, tem algum sentido se levarmos em conta o que dizia o Apóstolo Paulo, “A morte reina” ( Ora, o último inimigo que há de  ser vencido será a morte” ( 1ª Co 15.26). A frase de Heráclito (535 a.C): “De todos a guerra é pai, de todos é rei; uns indica deuses, outros homens; de uns faz escravos, de outros livres”. As guerras de conquistas desenhavam novos contornos políticos Hitler queria reinar sobre o mundo inteiro. A Babilônia levou cativo o rei Jeoaquim,  Alexandre o grande conquistou quase o mundo todo, um rastro de sangue faz parte dessas conquistas, grandes conquistadores possivelmente grandes criminosos, Napoleão não foge a essa regra. A guerra  dispersou os judeus.  Para Albert Camus: “a guerra se faz com a fome daqueles que se alistam porque não têm mais condições. A guerra se faz até com o desespero daqueles que que não querem fazê-la”

A  Segunda Grande Guerra, assim chamada de “grande”, porque envolveu o mundo todo, e matou mais dos que as outras guerras e provocou uma grande tribulação em muitos lugares da terra. A guerra é assim dizia Albert Camus: “um disparate  universal, essa covardia sanguinária e essa  ingenuidade criminosa  que ainda crê  que o sangue  possa  resolver os problemas humanos”. Jesus ensinou: “Quando ouvires de guerras e rumores de guerras, não vos pertubeis, porque é necessário que assim aconteça, mas ainda não será o fim” (Mc 13.7). Então o fim do mundo não será perpetrado pelo homem, mas virá do juizo divino.

Nada é mais comum na vida de um cristão do que a Tribulação. No Evangelho de Marcos ela é dita como “aflição”, no texto, “aflição tal qual”. Tribulação é  θλιψις  (tribulação, opressão, tristeza,  aflição), assim se encontra em Mateus 24. 9, 21; Atos 11.19; Romanos 12,12; 2ª Co 4,17; Colossenses  1. 24;  2ª Ts 1,6; Ap 2.9, 22  e 7.14. Na 2ª Carta aos Coríntios aparece como, “sobrecarregados”,  (2ª Co 8.13). Essa palavra, “tlipsis” vem do verbo, Tlibo, θλιβω, (apertar, pressionar,  no Evangelho de Marcos “presionar”, . Eles estavam “apertando”. (Marcos 3.9.) Ele pediu um barco para se afastar da multidão que de certa forma o “sufocava”.

Tribulação então, passa a ser algo normal na vida do cristão, e porque não não dizer, na vida de todo ser humano?  Por isso que se fala: Viver é sofrer.

Agora existe momentos de maiores aflições na vida, enfermidade,  dores, etc. Também as aflições por causa do Evangelho, por exemplo, o sentimento que passa para os discípulos de Jesus  com as mudanças nas Igrejas que adotaram uma posição contrária ao Evangelho, isso causa “aflição”.  E tantas outras coisas aqui mesmo no Brasil com a “cartilha gay”, etc.

Agora, quando Jesus falou da “grande aflição” θλιψις οια ου γέγονεν τοιαύτη απ΄  αρχη κτισεως, isto é, Aflição ou tribulação idêntica  jamais  houve tal desde a criação. Aí então entra em cena outro aspecto da Tribulação.  E nos versos 24 desse capítulo 19, podemos perceber que Jesus  se refere às variações e decadência dos elementos físicos, Sol, Lua e Estrelas. O que demonstrei no Livro: Início do Céu e Terra.

É bom lembrar que Orígenes quando falou da segunda vinda não usou o Livro de Apocalipse, porque esse livro era considerado apócrifo, não Canônico, só bem depois que ele veio a fazer parte do Canon do Novo Testamento, portanto o livro de Apocalipse fala muito daquele período que foi “uma grande tribulação”,  com Nero e outros tiranos.

Quando o teólogo é Pós tribulacionista, ele coloca a grande tribulação depois do arrebatamento, e quando é Pré, coloca antes,  isso vai depender da hermenêutica que se faz, por exemplo num debate na TV um pastor presbiteriano defende a tese do Arrebatamento os tres anos e meio etc,

Agora leia os versos do Capítulo 2 da  Segunda Carta de Paulo aos Tessalonicenses, “Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição. O qual se opõem e se levanta contra tudo o que se chama Deus”

Esse tal que se opõem e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ainda não apareceu, quando os protestantes dizem que é o Papa erram porque o Papa não cumpre esse papel, Então ainda se espera que  apareça esse tal homem.

Os que são pré-tribulacionista acham que o arrebatamento vem antes e os crentes passam ilesos, pois são arrebatados antes

Mas o texto diz que A segunda vinda não se dará sem que antes apareça o Anticristo, assim os pós-tribulacionistas acham que os crentes passaram pela tribulação.

Seja como for, a grande tribulação se dará com os elementos físicos, Sol, Lua, Estrela e o Mar,  nesse tempo não haverá mais volta e tudo vai para o fim.

Desde a Reforma que os protestante andam à procura desse anticristo, e sempre pretendo achá-lo na Igreja Católica, mas parece que ele andou passeando no meio protestante,  fantasiado de Tio Sam, um  pierrô apaixonado pulando nas ruas de Washington.

Mas o Livro de Apocalipse apesar de se ater ao seu tempo, contém profecia que pode muito bem ser aplicada ao tempo do fim. Os selos por exemplo. O primeiro fala de Jesus que  saiu vencendo e para vencer. O segundo que fala das guerras, o terceiro da crise mundial, o quarto de novo sobre guerra, o quinto  da tribulação ao que parece antes do arrebatamento, e o sexto aponta para o Buraco Negro e o início da era das trevas. (Início do Céu e Terra, página 56-58)

O fim virá pela entropia crescente que nasceu na queda do homem: “Porque naqueles dias haverá tão grande aflição, qual nunca houve desde o princípio da Criação, que Des criou, até neste tempo; nem jamais haverá (Mc 13.19). E Naquele dia o Sol se escurecerá e a Lua não dará a sua claridade”. Então virá o fim.

 

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