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Publicado por em out 18, 2014 em Bispo Inaldo Barreto, Notícias, Sem categoria | Ninguém comentou

HERESIAS NA IDADE MÉDIA

HERESIAS NA IDADE MÉDIA

Na metade do século XI tiveram início várias heresias, são conhecidas também como, “heresias da Idade Média”. Os cristãos mesmo antes da reforma exercia a sua liberdade, já que ninguém pode ou consegue vigiar o pensamento da igreja, a Igreja Católica tentava mas nunca conseguiu, o livre pensar às vezes é uma armadilha, pensa-se o que se quer pensar sem que seja necessário pergunta ao pastor ou ao padre. Ainda assim ser livre é fundamental. Precisamos de mestres.


Cátaros
Essa seita não era assim tão perigosa, cátaros, significa “puros”. o grupo pode ter tirado essa palavra de 1ª 1.22, καθαρας, Já se nota a pretensão, ser puro em relação ao pecado e também em relação aos cristãos (católicos) daquele período, Eles rebelaram-se contra coisas simples, eram anticlericais, puritanos, alguns eram também dualistas, e isso precisa ser explicado: Dualismo consistia na crença de duas fontes independentes do bem e do mal, essas forças contrárias coexistem desde a eternidade, e nenhuma delas pode destruir a outra. essa doutrina depois de um tempo diminui seu poder e ameniza com a teoria de que, Deus criou o mundo a partir de uma matéria informe, que seria o caos preexistente independentemente de Deus, depois, já no século II tentam melhorar.

Mas sempre fica mais complicado sem solução, passaram então a ensinar que, “tudo começou com um só princípio, mas que o mal de alguma forma entrou na equação e assim foi criado o mundo material”, (a matéria seria um mal) também alguns afirmavam que o mundo material foi criado por demiurgo, um deus não poderoso.
A Igreja Cátara, era episcopal, não se sabe exatamente como se iniciou a heresia, mas geralmente se dava pelo fato de pouca instrução. A Igreja se preocupava muito com os sacramentos, tal qual os judeus não entravam no “espírito da lei”, assim o povo mais simples ficava alijado da verdade e os panos velhos iam aumentando até dominar o grupo, a cidade o Estado.
Possuíam casas onde os Perfeitos viviam em comunidade e recebiam os neófitos para serem instruídos na verdade (deles). Como gozavam de prestígio junto aos senhores feudais, recebiam nos conventos filhos de nobres de comerciantes, e até de católicos para serem educados na “pureza” da verdadeira fé, ou da verdadeira igreja de Cristo, a Igreja Cátara.
Eles se rebelaram contra a administração material de Roma, mas quando a Igreja Cátara começou a crescer se viram em apuros e começaram a fazer o mesmo, arrecadar dinheiro para pagar as despesas que aumentavam muito com as missões.
Um chefe “Perfeito”, Rainiero Sacconi acusou os irmãos de estarem procurando se enriquecer à custa da Igreja Cátara. Estavam incorrendo no mesmo erro da igreja Católica por causa dos gastos com missões. Então os acusados respondiam que acumulavam riqueza para o tempo de escacês.
Era uma igreja legalista, os crentes não podiam aspirar ao alto nível dos Perfeitos, porque não conseguiam obedecer inteiramente aos preceitos.

Tinham dificuldade com o casamento por causa do sexo, alguns não se casavam mas tinha relações sexuais eventuais para sossegar. No comunismo soviético foi estabelecido o “sexo copo d´agua”.
A fogueira era aplicada nessa época para, os feiticeiros, e envenenadores e heréticos. Então os cátaros foram duramente perseguidos, assassinados, queimados, torturados.
Quando o Papa Inocêncio III organizou a cruzada, o capitão do mato, disse ao Papa que não conseguia distinguir os católicos dos cátaros, então o Papa respondeu ao mensageiro: “Matem todos Deus reconhecerá os seus”. E os irmãos católicos foram mortos, queimados, arrastados pelas ruas, assassinados dentro dos templos juntamente com os heréticos. Tanto eles os católicos como os cátaros não mereciam essa sorte. Mas o tempo era de trevas a religião era um trapo velho, que não se renovou no espírito.
A teoria que a Igreja Católica pregava sobre o direito de mandar matar os que ela achava hereges era a da “Duas Espadas”, certamente tirada da Carta aos Romanos, quando Paulo fala da autoridade. Então a Igreja Católica admitia o seguinte: Uma Espada era da Igreja e outra do Estado, como o Estado estava subordinado à Igreja, essa pedia, e ordenava aquela para que pela Espada do Estado se castigasse os hereges com a morte.
Difícil imaginar uma Igreja assim, era na verdade “roupa velha” perseguindo “roupa velha”, ambos precisavam interpretar a mensagem de Cristo sobre a necessidade de “roupa nova” e “vinho novo”.
Bem, um dia teria que acabar essa perseguição aos hereges. No ano de 1229 foi selada a “Paz de Paris”. Mas toda a França Meridional ficou devastada com as guerras, plantações destruídas, casas incendiadas e famílias destroçadas. A religião seguindo seus anseios de poder, mas longe de Cristo.
Mesmo assim a heresia ainda estava por lá, em grupo isolado, escondido, se reunia para manter a fé a seu modo. A heresia nunca acabará.
Se em nosso tempo a Igreja tivesse todo aquele poder, certamente muitas igrejas seriam destruídas como hereges. Mas os tempos são outros, a partir do iluminismo no século XVII, o povo fica livre da opressão da Igreja.
Mas o verdadeiro iluminismo foi Jesus que nos trouxe com as parábolas gêmeas, do “pano novo e do vinho novo”. Ainda hoje estamos lutando para entender e aplicar. Procure ouvir essa mensagem no site da IMR.
Bispo Primaz I.F. Barreto

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