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Publicado por em ago 4, 2015 em Bispo Inaldo Barreto, Notícias | Ninguém comentou

FORA DILMA !

FORA DILMA !

“O discurso foi dado ao homem para disfarçar seus pensamentos”

(Voltaire)

Não é fácil se sentir fora do meio comum, mas também é um pouco prazeroso, uma certa satisfação política de não estar fazendo a coisa que acho inopotuna, o grito “Fora Dilma!”, Não soa políticamente justo, e não parece muito racional. Será que ela representa todo o mal?  O céu é cinza, mas a luz se infiltra para apontar o melhor caminho, e talvez o melhor não seja o impeachment, mas um Parlamentarismo tampão.

Não concordo plenamente com o grito comum: “Fora Dilma!” porque não traduz a mazela introduzida pelo partido político no poder. O que temos no poder é um partido que a Excelentíssima Presidente representa, mas não representa um partido no poder, apenas ela fez parte do partido, mas como presidente não pode e nem deve se ater ao vínculo partidário, nesse particular acho que ela erra e muito quando atende aos apelos solícitos dos “amigos partidários” para comprovar isso uma nomeação ao que parece hoje mesmo, 04 de Agosto de 2015  para a ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) contemplou o Sr.  Ricardo Fanelon Neves Junior de 28 anos de idade, advogado com uma insignificante experiência nessa área, foi estagiário na Procuradoria da ANAC e no Juizado que atende reclamação de passageiros. Mas casou-se com a filha de  um político apadrinhado pelo executivo, esse é o mérito apreciado pela presidente e isso é partidarismo puro, passa muito  longe de uma adminsitração pública responsável. Também  muito menos posso concordar com o “Foro de São Paulo” que se instalou como pretenso governo, valendo mais a fala dos comunistas do que a fala do presidente de um país, no caso o Brasil. Essa solidariedade do Foro  é mais forte, mais prestigiada  e mais considerada como voz política do que a união dos brasileiros e sua liberdade, essa pode ser a razão dos empréstimos secretos quase doados aos países da linha esquerdista. E o Congresso tem a obrigação de encerrar esse descalabro, afinal foram eleitos para alguma coisa.

O Partido dos Trabalhadores foi uma das ideias mais brilhantes que surgiu no meio político, houvesse o partido se mantido fiel aos ideais do socialismo democrático, ficaria  no poder por um longo tempo, mais do que talvez eles imaginaram. Mas esse partido cuja bandeira foi defraudada por eles mesmos, pelos próprios petistas da elite, aqueles que dirigiam, que fundaram o partido na sua grande maioria, esse pessoal se engasgou com poder e não souberam dirigir a nave que baila á deriva no  alto mar e afundaram o barco com seus navegantes errantes, embriagados pelo poder.

A consciência política emerge pouco a pouco, no horizonte desponta o Sol, mas nós não podemos puxar o sol com a corda da indignação, ainda mais puxando de uma forma que não traduz a meu ver exatamente o mal que rege o governo atual. O governo é mau? Sim, é mau por causa da maldade da  péssima administração, e perverso pelas mentiras proferidas na campanha presidencial, mas convenhamos, toda campanha é quase plena de mentiras. Essa nossa tradição vem logo depois da proclamação da republica, o livro: Bruzundangas é o que melhor traduz esse começo hilário da nossa República, “É que a vida econômica da Bruzundaga é toda artificial e falsa nas suas bases, vivendo o país de expedientes. Entretanto o povo só acusa os políticos, isto é, os seus deputados, os seus ministros, o presidente, enfim.”

O impeachment da presidente Dilma iria provocar apenas um “solavanco”,  de forma alguma vai gerar estabilidade financeira ou econômica, se o povo gritar, gritar e esse grito comover a liderança do país, então o Congresso irá colocar em pauta o impeachment. E quem tomará o lugar da presidente?  O Vice-presidente que foi eleito porque a presidente ganhou as eleições, óbvio, então ele tem a mesma origem, pois a origem dele estar nela.  Nada irá mudar com o Vice-presidente, demais o problema gravíssimo é econômico  e financeiro, devido a má gestão petista. Quem governa a rigor é um partido, portanto o que precisamos é alijar  lançar fora do barco o famigerado PT. Isso no momento só é possível com um parlamentarismo tampão.

Até o Congresso no momento tem uma péssima reputação, mas não temos uma solução democrática melhor do que essa.  Os que gritam: “Intervenção militar já!”, nem sabe o que é isso. No período do governo militar muitos inocentes foram mortos nas prisões, sem contar os inúmeros  estúpros.

O vento que vai uivar nos protestos não irá apontar a direção certa, “Fora Dilma!” não é solução, apenas irá saciar o desejo da massa de tirar aquela que representa o partido corrupto no poder, mas o país não irá mudar a curto prazo, ficará como estar. O Ministro da Fazenda terá que fazer o ajuste e o povo irá passar por dificuldade com ela agora no poder e com o Vice num eventual impeachment.

O que um cristão iria fazer numa passeata onde o grito de mudança se resume num “Fora Dilma?  A rigor não iria fazer nada importante, seria muito bom que tivéssemos faixas com dizeres contra a Corrupção, não somente contra a corrupção no Executivo, porque essa força destruidora se instalou em instâncias jamais imaginadas, até no Judiciário encontramos o que não queremos nem deveríamos encontrar, a corrupção.

Nós temos a capacidade de uma visão retrospectiva, um dom para o ser humano poder refletir nos fatos passados, e saber que uma intervenção militar seria a pior solução possível, seria também um reconhecimento de que a tortura, as prisões arbitrárias são admissíveis num regime democrático.  E quem tem boa memória sabe que é desproporcional o custo-benefício.

O  Presidencialismo é monárquico, essa é uma herança da monarquia, o poder se concentra na figura do Presidente, no Executivo, e quando as coisas não vão bem o presidente recebe a culpa por todas as mazelas que acontecem no governo.

Precisamos de mudança e de bandeiras que possam indicar o caminho que pretendemos trilhar e qual solução queremos para o presente momento.  Não vamos entrar pelo caminho da ingenuidade de que, Dilma fora do governo, Lula e seus aliados, inclusive alguns empresários presos seja a solução de todos os males. O modelo econômico foi detonado pela adminstração petista. O Plano Real idealizado e colocado em prática pelo Presidente Fernando Henrique Cardoso debelou a inflação, agora; porém, o “dragão” tenta se levantar para abrir as portas ao Caos. Olavo Bilac dizia: “Mas esta pobre Constituição é tão impudentemente violada e derrespeitada todos os dias, que um estadista, quando se dispõe a respeitá-la e a cumpri-la, faz entre todos os outros estadistas uma figura de animal raro”. E contamos com poucos desses no Congresso.

A despeito de tudo, não vejo como solução um impeachment e um Vice-presidente “eleito” à reboque da mesma eleição que é objeto de critica e até de suspeição, ele simplesmente assumir a vaga aberta pelas passeatas e protestos nas ruas não pode ser imaginado como solução. A poeira que vamos levantar será nossa testemunha de uma mudança inútil no Executivo. As dificuldades vão continuar porque elas são econômicas e financeiras  e seja lá que partido estiver no poder elas não mudarão a toque de caixa. Teremos como indubitavelmente  um período de ajuste e de crise.

No momento o melhor é um parlamentarismo, se o Congresso não é capaz de governar porque os interesses dos congressistas são maiores e mais fortes do que o interesse que  deveriam ter pela nação, então estamos num barco á deriva e vamos entrar na total ingovernabilidade.

O discurso no Congresso pode ser a favor do impeachment, mas eles não querem assumir, talvez queiram nova eleição para o cargo máximo, “Em geral, todos os manifestos, todas as mensagens, todos os discursos dos chefes políticos atendem ao conselho dessa maxima  Voltaireana. Um discurso , uma  mensagem, um manifesto, uma “plataforma”, vêm a ser, na essência, uma aglomeração de palavras frias ou ardentes”. Alguns políticos estão ansiosos para ouvir a voz das ruas. Mas para quê realmente querem ouvir? Para acelerar a disputa pelo poder?

O Congresso sempre foi identificado com o atraso. FHC respondendo a Mario Soares disse: ” Na verdade o grande adversário que tenho no Congresso, no que diz respeito às reformas, não é a idelologia liberal, mas sim o atraso. O atraso: os conservadores brasileiros são estatizantes no mau sentido”. Mas temos outra solução? Os movimentos de rua podem ser manipulados numa direção,  “Fora Dilma!” ; como se fosse um desabafo, mas desabafo não constrói um governo nem a governabilidade, precisamos caminhar até o fim do mandato dela e aprender a votar elegendo um candidato preparado e  sério.

Se for possível punir os corruptos cassando seus direitos políticos já será um grande passo, aquele que for condenado deverá ter seus direitos políticos cassados, porque esse é o caso, para resguardar a nação do mau governante. Uma bandeira necessária a meu ver seria: “Cassação dos direitos políticos e perda de mandato para todo agente público condenado”

Será que surgirá algo das ruas? Acho que não, será mais um protesto, pincipalmente se a bandeira soprada pelo vento for apenas aquela com os dizeres: “Fora Dilma!” Os políticos vão disfarçar seus pensamentos fazendo um discurso para acalmar a multidão, mas a corrupção e os candidatos corruptos continuarão no poder e serão candidatos como se nada houvesse acontecido.

Qual melhor coisa a fazer no dia 16 de Agosto?  Orar pela nação e pedir mudanças, se alguém quiser sair em passeata evite o grito comum.

 

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