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Publicado por em maio 8, 2014 em Bispo Inaldo Barreto, Blog, Notícias | Ninguém comentou

FLORESÇA ONDE FOI PLANTADO

FLORESÇA ONDE FOI PLANTADO

 Primeira Epístola de João Capítulo 2, 19

“Eles saíram de nosso meio; entretanto, não eram dos nossos; porque se tivessem sido dos nossos, teriam permanecido conosco; todavia, eles se foram para que ficasse manifesto que nenhum deles é dos nossos”.

Introdução:

Permanência em determinado lugar é hoje uma opção rara. Como as abelhas os homens e as mulheres, pousa de flor em flor.

I- Permanecer Em quase todas as coisas tem um sentido positivo, permanecer, no namoro, noivado e casamento. No emprego por necessidade o homem procura permanecer enquanto é possível, pois a regra do emprego é o bem estar, e conceder ao empregado a capacidade de pagar seus compromissos, é uma questão de liquidez e prosperidade.

No casamento é uma questão de fidelidade aos votos, assim nesse caso não importa as dificuldades, em todas as instâncias se tentará uma saída para continuar, e permancecer e melhor do que arriscar em estradas desconhecidas. Permanecer na Igreja também é outro desafio.

O assédio religioso talvez seja maior e mais frequente do que o assedio sexual. Pastores e líderes pousam os olhos no rebanho alheio e ficam nas nuvens, no afã de possuir um grande rebanho, não mede esforço para conquistar, ou aliciar ovelhas de pastos alheios.

Permanecer em si mesmo, é outro desafio, o homem não consegue se manter numa visão, num propósito, de ser aquilo que o identifica como homem de bem. Alguns se aventuram em mudar de natureza, como Paulo escreveu aos romanos. Alguns se desesperam como se, existir no mundo, fosse uma paixão inútil. Enloquecem e não permanecem.

II- Pertencimento Pertencer é algo precioso. Pode parecer algo ruim, coisa de escravos, mas no fundo, começa por aí, “escravo de Cristo” como disse Paulo é uma ideia nobre de pertencimento. Algumas pessoas não conseguem permanecer nem em Cristo nem numa denominação, trocam de “Igreja” como se troca de camisa, esses pertencem de forma vulgar a uma igreja, mesmo que tenha lá nascido, mesmo que toda família tenha ficado, ele vai embora, ele se aventura como quem busca aquilo que perdeu.

Mas possivelmente nunca possuíra o sentido de pertencimento. “Não era dos nossos”. Disse João. Hoje é comum. Tem até aquele que se deleita com elogios até que passa para tal denominação, e como troféu quer levar alguns consigo para mostrar que era muito importante onde primeiramente estava. Ele nunca fez nada, mas quer chegar ao novo redil acompanhado de seguidores, mostrando que é o tal.

E lá vai ele com ovelhas roubadas para se apresentar ao novo pastor. Vai embora porque de fato não pertencia ao lugar onde estava, era de natureza alternativa, não estava em nenhum projeto, com os olhos perdidos no horizonte, procura um lugar para medrar e algumas vezes até se dá bem e cresce, e se torna maduro, outras vezes se amesquinha e se deprime, se envergonha e não acha mais o caminho de volta.

III- Era Ser ou não ser é uma posição “sine qua non” para ser, ou não ser. Quem pertence é fiel ao ministério, quem não pertence vive se torcendo se mexendo com palavras e movimentos suspeitos no intuíto de voar, sair, vaguear. Tem gente que são do barulho, aquilo que ensaiamos quando muito jovem, tal qual acontece com muitos estudantes que, são comunistas enquanto jovens e depois de adulto se tornam capitalistas. Ser é mais importante do que ter. Muitos saem na expectativa de ter, e não tendo muita certeza do que serão, ficam instáveis tanto lá, como era cá.

Alguns pertencem à multidão, gostam porque no meio da multidão perdem a identidade, é mais um na multidão. Como nunca conseguiu ser, procura ter um espaço onde se torna invisível e pode continuar no anonimato como um negligente que não faz e nunca fez um discípulo para testemunhar a vida cristã. Conclusão Melhor ser fiel ao ministério do que vaguear sem rumo a procura do que nunca, jamais encontrará. Com raríssima exceção é claro.

Mas quem encontra algo na exceção com muito mais certeza encontraria na permanência no mesmo lugar, onde primeiramente estava. E quem quer ser maior do que o lugar a que pertencia, pode se transformar num líder de si mesmo. Existe até aqueles que se tornaram bispo de si mesmo, apóstolo de seguidores desviados ou roubados de outros ministérios.

Bispo Primaz

I.F.Barreto

IMR.

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