Menu páginas
TwitterRssFacebook
Menu Categorias

Publicado por em maio 27, 2014 em Sem categoria | Ninguém comentou

EM TOM DE SÚPLICA

Mc 1.40Uma tradução que impressiona é da versão pode ser lida La Sainte Bible, (Traduite sur les textes originaux Hebreu et Grec). É uma versão lírica, suave e sobretudo espiritual em todos os sentidos possíveis, “il lui dit d´un ton suppliant”.

I- Posto no mundo

O homem sabia da gravidade da sua doença, na Palestina um leproso ao perceber que alguém vinha na sua direção, ele levanta as mãos e  gritava bem alto, IMUNDO! IMUNDO”, ao mesmo tempo que clamava para si mesmo e para os outros na mais degradante condição, ele se afastava correndo na direção oposta.
Entretanto, esse homem tinha um valor que supera o, Dasein, [ “o ser í, ”  “o ser no mundo” e   o homem “posto para a morte”], em Heidgger o homem  vive a sua possiblidade única enraizada em seu ser, a morte.  Deus é um ente acima do horizonte que ele mesmo criou, inalcansável. Na modernidade ele desaparece no horizonte dos sábios. Quando o horizonte se transforma em nada, nenhuma esperança há para o homem que perdeu a sua naturezsa metafísica.
O homem moderno perdeu a condição de fazer uma oração pelo motivo de haver perdido sua essência, ele deixou a sua natureza metáfisica, e já não fala como um ser criado, mas como um ser autônomo, isolado, solitário, autodeterminado,  e conduzido por uma liberdade fora dele, que o dirige mesmo contra a sua vontade.
Em Heidegger, a liberdade dispõe do homem,”abrir-se mundo não é algo que o homem pode escolher, é, antes, uma constituição do homem”.
No nominalismo [(no âmbito dos “nomino” das determinações, dos modos de falar, dos complexos imaginativos que não conseguem colher nunca a realidade absoluta, transcendente e superior que chamamos de  Deus”.] o homem é um ser sem alma. Dentro do nominalismo, o homem enfermo perde o nome, sua dignidade, grita para todos ouvirem, Imundo! Imundo! e passa-se a chamar-se: λεπρός, leproso.
No texto, judeu enfermo, povo escolhido, ainda assim continua crendo na possiblidade de alcançar a graça além do horizonte teórico.
O homem moderno tem dificuldade de orar de se aproximar de Deus, porque não acredita nem em si mesmo como uma essência, mas tendo um entendimento de si como posto para a morte, posto para o nada, perde a sua forma espiritual perceptível.
O homem após a sua cura, recebe uma exortação para ficar quieto, mas também para se manifestar, se fosse  em nossos dias: Ele seria recomendado a testemunhar perante a Igreja, e também ficar calado, é possível que nessas situações de cura, O Senhor espere que façamos alguma coisa por ele, testemnhando e outra por nós mesmos, guardadando como um segredo pessoal.
Tendo considerado o homem judeu enfermo, como um ser posto no mundo com uma essência, portanto com condições de transcender, vamos ao primeiro capítulo.

I- O movimento entre Atar súplica e o suplicado

O espaço entre o suplicante e o suplicado, é tambem lugares diferentes. O espaço do enfermo era restrito a ele mesmo, cercado pela indiferença, nesse espaço ele eventualmente grita: Imundo! Imundo”.
O Espaço do suplicado, é sagrado, o ato da súplica aproxima os dois espaços no tempo, e temos um espaço-tempo pelo movimento simultâneo que aproxima, o Santo e o pecador.

II- Parakaléo

Esse chamado é ao mesmo tempo um convite para o movimento da aproximação, “chamado para  ficar ao lado”, como o momento da confidência. O enfermo ao lado do Senhor é curado pelo toque de suas mãos.
Esse chamado na versão La Sainte Bible, é um pedido em um tom de súplica, e Jesus também demonstra o seu sentimento.

III- Compaixão

No hebraico, חסד hesed e a maneira ordinária como Deus trata com os homens, e também a forma que os homens devem tratar uns aos outros.
O texto fala de algo que se move, não sabemos se a compaixão moveu ao mesmo o poder curador, “se queres, podes curar-me”.

Quero contém em si o poder naquele que  detém o poder. Não se dar o mesmo no caso do enfermo que queria, mas não podia, nele o querer era um “poder potencial”, uma possiblidade,  mas em Cristo que vence o espaço entre os dois, o dínamos, poder para curar se manifesta segundo a sua vontade.

Bispo Inaldo Barreto

Publicar uma resposta