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Publicado por em set 24, 2016 em Bispo Inaldo Barreto, Blog, Notícias, Sem categoria | Ninguém comentou

CRISE IDENTITÁRIA BRASILEIRA

CRISE IDENTITÁRIA BRASILEIRA

Podemos buscar as raízes bem antes de 1960, quatro anos depois houve uma revolução com o apoio do povo, a principal slogan era: “Pela família e pela liberdade”, havia sim, um rumor do movimento comunista especialmente vindo de Cuba, Che Guevara a despeito de ser um assassino frio e vingativo era retratado como um “ícone” revolucionário da paz, assim como em mais tarde, Lula seria retratado como um “santo”, cuja tese de canonização corria pela pena de dois religiosos católicos, porém comunistas, admiradores de Fidel Castro.

O movimento socialista brasileiro eivado de ideário comunista não procurou seguir o exemplo da Europa, lá vigorava a boa “social democracia”, aqui macaquearam o pior regime possível, “comunismo cubano”, à semelhança dos cantores e escritores da época de Stalin na Rússia, sob a orientação e a mando de Karl Marx se instalou uma burocracia que não foi somente corrupta como viria ser a burocracia petista, mas foi também dominadora e opressora tanto quanto o capitalismo. As vítimas desse totalitarismo foram os mais diversos seguimentos da sociedade, trabalhadores, empresários, professores, artistas e cientistas. Nesse período Dimitri Shostakovich foi forçado a compor sinfonia que agradava Stalin e os cientistas soviéticos da Academia de Ciência foram obrigados a fazer cálculos matemáticos de acordo com a filosofia comunista. Já aqui no Brasil a partir da década de oitenta os artistas foram cooptados pela ideologia castrista de um suposto paraíso vivido na Ilha de Fidel, tudo financiado pelo dinheiro públicos, isto é, que foi tirado de nossas mesas e levado para o Estado e depois repassado para cantores de samba e inventores de carnavais. Alguns religiosos cooptados pela mesma ideia introduziram nos encontros a filosofia materialista, e a religião quase se torna um braço político do poder. A versão educada do socialismo se encontrava na Suécia, uma monarquia, é um socialismo financiado pelo capitalismo. No Brasil portanto com o surgimento da chamada “esquerda” o alvo era “justiça para todos”, parecia no início uma “social democracia” e não ameaçava os padrões éticos, a relação familiar, a religião, a criação dos filhos e a formação cultural dada pelas escolas não foram atacadas de início. Isso só se deu bem depois já pelo primeiro mandato da sucessora de Lula.

A raiz da crise de identidade do povo brasileiro, nasce desse movimento. Por que? A razão dessa afirmativa é a “quebra de padrões”. Os comunistas trabalham com essa ferramenta “querbrar as tradições”, por isso introduziram a Cartilha gay, a ideia do pai e da mãe, substituiram pela figura do “Cuidador”, esse seria impessoal, um tipo zelador da creche, muito comum nos países comunistas, um tipo diretor de uma escola de ditadores, onde ele seria o Grande Pai, isso foi muito usado na Rússia comunista. Uma força utilizada pelo socialismo tupiniquim veio das ideias de Jean Paul Sartre e Simone Beauvoir ele com o existencialismo materialista ela com o terceiro sexo, essa revolução foi bem absolvida pela esquerda na França e pelo mundo afora. Que se faça justiça, o existencialismo de Sartre era um humanismo, mais do que um comunismo. A Filosofia socialista brasileira foi logo cedo linkada a esses pensamentos modernos divulgados a partir da França, depois de Cuba, e logo se achou nas ditaduras africanas exemplos de feitos medonhos tido como grandes feitos democráticos.

A crise do vínculo social nacional começa a surgir mas de forma esparsa não muito identificável pela quebra de alguns vínculos, foi atacada a figura paterna, a relação entre as pessoas, a tentativa de acabar com os gêneros masculino e feminino, e sobretudo tentaram impor a ditadura da minoria, onde o partido do governo passava a ideia de que todo mundo tinha que ser gay.

Essas imposições quebraram a identidade do povo, e o descontentamento surgia subjetivamente até que aflorou completamente nas grandes passeatas com bandeiras verde, amarelo, azul e branco, foi uma manifestação de brasilidade. Essa foi uma crise antropológica, abrangia comportamentos, relações sociais e crise das subjetividades. Essa crise não será superada de imediato, tem que mudar o currículo escolar, tirar o ensino de ideologia partidária, e investir em coisas mais úteis, na profissionalização, sem desprezar a filosofia, artes e sociologia nas escolas.

E como avaliar a influência da economia e da ideologia sobre a Igreja? Ela é forte, e vem desde o terceiro século, foi precisamente a partir da conversão de Constantino que ela segue a reboque, quando muda a política ela ( a Igreja) tende acompanhar o Estado.

A crise de identidade dos pregadores é fruto dessa onda de mudança, da quebra de autoridade, da burocracia e da corrupção, da entrada do cristão evangélico na política sem se resguardar do mau costume que tomou conta da liderança política e nessa liderança alguns cristãos estão lá, dividindo propina e até ofertando e comprando coisas para a Igreja.

Na política surge a figura do predestinado, Lula é esse homem, no começo todos aprovaram sua governança, vinha do antecessor o equilibrios das contas públicas, mas acreditando nessa predestinação ele perdeu o rumo, o paradoxo do iluminado começa a aparecer nas sucessivas eleições até que o abuso dessa preferência começa a refletir na economia. Os vínculos se perdem e a casa começa a ruir. A mudança de normas, de modelos, de terminologia provoca uma desestabilização dos pontos de referência de períodos anteriores. Socilógos e religiosos do regime se esforçaram para implementar esses novos modelos, mas houve resistência a que eles chama de “elites”, que seriam a causa de toda ingovernabilidade, mas se a elite é assim tão numerosa é melhor não tentar mudar essa elite por um governo bolchevista que nunca foi um “bolchevik” de fato, mas apenas intencionalmente.

O discurso para quebrar as últimas resistência veio da boca do profeta mor, que sempre repetia a cantilena, “nós e eles”, Nós seria o polo social defendido por ele, “Nós-Eu” é a proosta de singularizar o povo num partido, e “eles” as elites resistentes ao processo. Imaginavam ser possível dominar as mentes como se o povo fosse gente primitiva sem muita racionalidade. “Nós” seria a relação puramente comunitária e por isso mesmo verdadeira e única possível de regular e guiar o povo a um caminho comum, o caminho do socialismo irmandado com algumas ditaduras latina-americana.

A crise de identidade é sentida nos setores mais tradicionais da sociedade brasileira e a resistência tem início, a lidernça comunista acredita na sua força, e que o homem político é a medida de todas as coisas para o andamento politico e econômico, medida de distância pelos seus pés, da direção pelas suas mãos e da força pelo seu corpo físico e partidário.

A identidade brasileira tem sangue, religião, língua e costume, ela é una por sua natureza essencial, é brasileira, e diversas nas suas formas, mas a forma não destrói a essência nem pela política nem pelas variadas contingências, assim o conservadorismo é mais forte do que a pretensa mudança sugerida pelo poder central quando dirigido pelo quase comunismo total, o famigerado PT, que não precisa desaparecer, assim como não desaparece o diabo, mas o povo terá que aprender a escolher entre a liberdade e a opressão via partido político.

Conclusão

Nossa identidade será aprimorada na liberdade, podemos ser social-democrata, mas jamais comunista que exige a perda da fé em Cristo Jesus, a descrença em Deus. No campo social somos “Nós” Corpo de Cristo e ninguém pode mudar isso. A mudança de padrões assentados há séculos, a figura do pai e da mãe, a liberdade de avançar economicamente, e o direito de pensar como se quiser pensar e deixar pensar é inalienável, mas não se pode alterar a cor azul afirmando que ela é vermelha. A nossa identidade é libertária com a República ou com Monarquia, mas não será possível com a ditadura, nem de direita nem de esquerda. No entanto a esquerda demonstrou um apetite desmedido pelo poder e pela insistência na quebra de padrões, ofendeu a dignidade das famílias, do povo, e até das elites. Se nossos vizinhos querem o comunismo problema deles. Aqui no Brasil temos raízes desde a Colônia, passando pela Monarquia, e agora na República, a raiz é a mesma, passamos por alterações possíveis, mas não podemos perder o vínculo com o passado, porque é assim que se começa a perder a identidade para si e a identidade para outrem. Vamos recomeçar, mantendo a nossa identidade.

Ct. Inaldo F. Barreto

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