Menu páginas
TwitterRssFacebook
Menu Categorias

Publicado por em mar 30, 2014 em Bispo Inaldo Barreto, Notícias, Sem categoria | Ninguém comentou

COMO EVITAR O ABISMO TEÓRICO

COMO EVITAR O ABISMO TEÓRICO

Santa Ceia

(1º de Janeiro 2012) “Se a sua oferta for holocausto de gado, trará macho sem defeito; à porta da tenda da congregação o trará para que o homem seja aceito perante o Senhor”. (Lv 1:3)

 רצן רצון râtsônrâtsôn

Ratson,

pode ser traduzido por, desejo, prazer, ser aceitável, ato voluntário.

A raiz comum de “rayon”, pensamento é “ratsôn”. Uma palavra comum a essa raiz é, “reû” bel-prazer, vontade. Por essas razões entendemos que “ratsôn” está ligado ao pensamento, e à vontade, algo da nossa subjetividade.”it of his own voluntary will” Isto da sua própria vontade voluntária”. A nossa vontade própria e livre, completamente livre, é o livre arbítrio da vida religiosa no Antigo Testamento. Ser livre é existir de fato como ser humano.

Arbítrio.

O livre arbítrio , é a liberdade do ser humano para tomar decisões, para que haja liberdade, basta não haver coação, se você faz algo é devido a liberdade que tem para fazer. A verdadeira liberdade requer opções e a capacidade de escolher entre alternativas que lhe é proposta.

A liberdade é o fundamento da existência, “Mas é absurdo proibi-lo de ser um homem livre e de fazer isso em nome de uma religião mais livre ainda” (G.K.Chesterton) Se o homem perde a sua liberdade dentro de uma religião, a própria religião demonstra uma escravidão inerente a si mesma, o que tira dela a condição de princípio restaurador do comportamento humano. Religião sem liberdade como fundamento não é religião, mas uma simples seita que produz indignação. Talvez possa se considerar um dogma, mas “

O dogma confere ao homem liberdade em excesso quando permite que ele caia.

O dogma confere até mesmo a Deus liberdade em excesso quando permite que ele morra” (Chesterton) Aquele que nos tira a liberdade de ser e pensar, não nos oferece nada em troca, dizem que a liberdade é um dogma, que na verdade somos prisioneiros numa prisão cósmica. Essa proposta de aprisionar um ser livre numa masmorra é uma tirania filosófica. Lutero ensinou que, “Porque, já que todas as leis se orientam pela fé e pelo amor, nada mais deve valer, nem mesmo ser uma lei, se for de encontro á fé e ao amor”.

Concordo, nada deve valer se de encontro ao fundamento do ser, “a liberdade”.

A liberdade pode ser chamada de o dogma do amor profundo. Pecar e não pecar O judeu não acredita no pecado original, os cristãos acreditam. Antes da queda tínhamos a liberdade de pecar e de não pecar “posse peccare, mas posse non peccare). Depois da queda perdemos a liberdade de “non peccare”, só nos resta a liberdade para pecar “posse peccare”.

A redenção e a santificação restaura ao crente a possibilidade de não pecar, mas permanece nele a possibilidade de pecar. Aquele judeu diante da porta do Tabernáculo, se sentia pecador, mas não livre da vontade de pecar, mas podia voluntariamente procurar a paz interior por meio do sacrifício. Então ele, voluntariamente levava o animal para a porta do Tabernáculo.

O texto ressalta a voluntariedade,a Ratson, ele fazia com prazer, na sua mente a disposição livre de coação, ele caminhava em direção a porta do Tabernáculo. Isso validava o sacrifício. O livre arbítrio. O mesmo ocorre com o pecador em nosso tempo, Lutero, escreveu falando da Mensagem de Cristo,: “Botschaft von Christo'”Afinal, para o pobre coitado enredado em pecados, na morte e a caminho do inferno, nada é mais consolador que ouvir essa preciosa e adorável mensagem de Cristo; no íntimo, seu coração acabará rindo e se alegrando se acreditar que isso é verdadeiro”. Agora o pecador livremente lê e aceita a leitura como verdadeiro fato ocorrido em tempo passado, com um propósito de libertação.

A vontade, está ligada à liberdade, sem a liberdade o homem senta-se à beira do “abismo teórico” e não pode crer nem descrer, e termina acreditando que será condenado por uma graça que lhe foi negada.

Bispo I.F. Barreto

Publicar uma resposta