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Publicado por em out 9, 2014 em Sem categoria | Ninguém comentou

ABORTO

ABORTO

“Que eu fosse como um aborto escondido, que não existisse agora, como criança que não viram a luz” ( Jó 3.16). A palavra chave é: נפל נפל : nephel nêphel, algo caído, um aborto. O contexto dessa fala é o dia do seu nascimento, Jó estar em profunda aflição quando dis: “pereça o dIa em que nasci” (BJ).


Outras versões indicam que o aborto existia, “Ah! Se minha mãe tivesse tido um aborto, às escondidas, eu não teria continuado a existir e seria como as crianças que nunca viram a luz do dia” (KJV).

A palavra hebraica, Nêpel, além de aborto, significa: Refugo, ruínas ( Is 17.1) cadaver,( Jz 14.8) algo que foi derrubado, (Ez 32.10). São 365 ocorrências no AT, podendo significar no contexto, “a queda de um muro”, (Is 30.13), também significa cair em combate. O sentido geral, é de: estrago, morte e destruição. Mas se usa para falar do trigo que caiu no chão ou do seu refugo (Amós 8.6). Mas o sentido básico é de algo que produz tristeza. Um termo derivado é usado para a deformidade dos gigantes, Os “nephelins”.

I- O aborto

No evangelho de Lucas aparece uma cena muito importante e dramática no versículo 41 do capítulo primeiro: “A criança saltou de alegria dentro de mim”, vamos lerr o versículo completo “Pois, no mesmo instante em que a tua voz de saudação chegou aos meus ouvidos, o bêbe qe está em meu ventre agitou-se de alegria”. Essa mulher era Isabel mãe de João Batista. O verbo aqui é, “Bréfos” uma criança, σκιρτάω “eskirtao” pular ou dar saltos de alegria, o escritor traduziu como, “estremeceu”.

Não é preciso falar ou escrever muito para perceber que a criança já manifestava suas emoções, se tratava de um ser vivo.
Partido dessa realidade não é fácil concordar com o aborto, tem líder religioso que aprova o aborto para as mães cujo filho herdará a pobresa, essa ideia revela um profundo preconceito contra os pobres e confirma aquele ditado sarcástico “pobre devia nascer morto”.

Podemos pensar em controle, podemos criar programas que instrua o casal evitar filhos, mas não temos como usar a ferramenta do aborto, seus equipamentos polidos, suas lâminas dispostas a destruir a existência num só golpe desferido no ventre materno. A legalização do aborto é como a primeira pedra lançada contra a vítima, logo virá a segunda e a terceira pelo exemplo da primeira e da segunda vem o apedrejamento. Um aborto casual, é algo bem diferente do que a instituição do aborto como método de controle da natalidade. Uma criança na sua formação ainda que bem inicial tem os sentimentos de sobrevivência ativados, tal como acontedeu com Isabel acontece com todas as mulheres. Ela “salta” de alegria. Ou de medo quando ameaçada.

Quando a sociedade procurs um bode na pessoa do mais fraco e quando o povo concorda com essa indicação o crime coletivo emerge como um furacão, já não se pode pensar em evitá-lo o costume atrofia os sentimentos e a regra da morte se torna comum e o crime vira virtude, e a “virtude” passa a ser proclamada e procurada como um bem.

Essa “virtude” deturpada pelos políticos e religiosos pouco caridosos, é uma mancha tal qual aquela que advém do assassinato.
O Estado quando assume o controle sobre a vida, essa perde o seu valor intrínsico, a sua essência desaparece e a escuridão toma conta da razão.
O Estado tem o dever de orientar e tentar salvar tanto a criança como a mãe, ele não pode decidir quem viverá ou não, quem irá para a execução. O aborto é defendido pelos hipócritas que vivem e não admite que uma criança veja a luz do dia.

Ninguém pode determina que pereça o dia de nascimento do seu vizinho, “amarás ao teu próximo”. Imaginem o aborto admitido como uma solução para a pobreza. O Que seria de Jesus e de muitos que nasceram num momento de escacês? João Wesley teria sido abortado, e muitos outros que se tornaram um farol para esse mundo, pela opção dos mandatários abortistas eles não viriam a essa terra, mas pereceriam na escuridão, sem chance alguma seriam executados no nascedouro. Onde está a piedade? Onde o amor? Onde mora os direitos humanos quando nossa mente se perde no redemoinho político e perdemos com ele a noção da vida e do amor?

Conclusão

Mais uma consideração sobre o “nêphel’, aquilo que caiu, o caído, em nossos dias “aquele que fizeram cair”, uma coisa é o aborto casual outra o aborto provocado, uma é a contingência da vida outra a opção consciente e deliberada para o “nêphel”. Se a existência da vida concebida não vale para o ser vivente, então ele nega a própria essência na medida que despreza o seu tenro início no ventre materno, nega a própria mãe e nega a sua própria humanidade, agora decaída não involuntariamente, mas coscientemente mergulhada na escuridão moral.

O amor é a força mais forte, mas onde existe a morte como opção ele esfria e perde a sua força. No Brasil já existe uma Lei para o aborto, mas alguns querem banalizar a vida como se fosse um objeto descartável. Essa abominação, esse pecado não pode ser transformado em virtude como se fôssemos animais irracionais e ainda pior, insensíveis, menos do que um cão que luta pela sua vida.

Bispo Primaz I.f. Barreto

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