Menu páginas
TwitterRssFacebook
Menu Categorias

Publicado por em out 31, 2015 em Bispo Inaldo Barreto, Blog, Notícias | Ninguém comentou

A REFORMA, OS REFORMADOS E OS EVANGÉLICOS

A REFORMA, OS REFORMADOS E OS EVANGÉLICOS

A REFORMA OS REFORMADOS E OS EVANGÉLICOS

Comemorando a Reforma, mas com os olhos bem abertos.

A Reforma data de 31 de Outubro de 1517, historicamente quando Lutero coloca as  95 Teses na porta da Igreja do Castelo de Wittenberg. O núcleo evangélico por assim dizer foram as conhecidas cinco solas, (1) Sola fide (somente a fé)  (2) Sola Scriptura (Somente a Escritura)  (3) Solus Christus (Somente Cristo) (4) Sola Gratia (Somente a graça)   (5) Soli Deo Gloria (Somente a Deus a glória). Essas chaves eram comum entre os “pais apostólicos”;Escreveu Eusébio de Cesaréia, também Tertuliano que,  Policarpo de Esmirna (69-86 d.C)  sentava-se para dirigir sua palavra  entrava na matéria e  terminava suas instruções, falava do seu trato com o discípulo João. Em sua Carta aos Filipenses destaca: A fé dos filipenses, Cristo ressuscitado, O amor a Deus, O amor fraternal. Sua teologia é simples, “crê na morte redentora de Cristo, sua ressurreição, na justificação e salvação. Cristo é juiz dos vivos e dos mortos. É o fundamento de toda obra do cristão”. Também temos Irineu de Lyon (130-202), que foi considerado o primeiro teólogo sistemático da Igreja Esse era o pensamento comum entre os pais da igreja, especialmente desses pais apostólicos que menciono de início. A Igreja na época de Lutero havia se afastado  desses princípios,

“A maior parte das ações dos homens consiste no modo delas; o modo com que se propõe, com que se diz, com que se fala, com que se ouve, com que se olha, com que se vê, com se se anda, e enfim todos os modos, que são inseparáveis de qualquer ação, nos dão a conhecer o que devemos pensar delas: quase sempre o modo, ou nos obriga, ou nos ofende, e ordinariamente o modo das cousas nos culpa mais do que as cousas mesmas. Umas vezes engana o modo, porém também outras o mesmo modo nos desengana; a imaginação verdadeira, falsa, ou vaidosa – é a que produz os diferentes modos, que vemos uns nos outros. (Matias Aires).

Para começar a Reforma não criou a Igreja Evangélica, ela já existia, e sempre cultivou as cinco solas e muitas outras crenças importantes. O evangélico é aquele que defende um relacionamento pessoal com Jesus Cristo, com ênfases na Encarnação do Verbo, o Salvador, Crucificação, Ressurreição, a busca pela Santificação, e aguarda a Segunda Vinda. A vida espiritual começa com o arrependimento, batismo nas águas e batismo com o Espírito Santo, ela  continua na esperança fazendo discipulo.

 Quando aconteceu a Reforma, como já frisei, a Igreja Evangélica já existia,  pode-se até dizer que sempre existiu, mesmo quando Constantino aderiu ao cristianismo a Igreja Evangélica já existia, mas ela também passou por crise e ainda passa com os vários movimentos que descaracteriza o Evangelho, Algumas doutrinas  sadias   entram nas músicas, mas também entram  heresias, de forma que, ser “evangélico”, pode ser considerado nos Estados Unidos um “bigot” (fanático ou intolerante).  Assim até a Igreja Evangélica necessita cultivar uma “reforma” constante, ela deve se pautar pelo Sermão do Monte, e pelo mandamento que Jesus enfatizou como mais importante. “Ouve ó israel!”. שמע ישראל; “, (Shema Israel) foi o grande apelo ao amor a Deus e ao próximo. Isso resume o cinco solas.

Nos movimentos que fragmentam os “evangélicos” sempre existem um forte apelo à emoção, o Movimento de Jesus no início da década de 1970 criou um slogan: “Jesus une, a doutrina divide”, isso atraiu muitos seguidores ansiosos por encontrar a Igreja verdadeira, a verdadeira vivência dos ensinos de Jesus, mas sempre terminavam em novas doutrinas e novas divisões, de tal forma que hoje a igreja evangélica é tão dividida que é quase impossível achar a raiz quadrada do movimento.

Entre a vida de Jesus e a vida do convertido sempre haverá um espaço enorme, mas a tentativa de ajustar esses fenômenos sempre causou mais sofrimento do que soluções aprazíveis.  Por outro lado é nosso dever se aproximar cada vez para sermos parecidos com ele na mesma medida. De glória em glória é a maneira para se chegar à perfeição.

De forma geral  os cristãos incluso os evangélicos acreditam na justificação pela fé e na posterior santificação, sempre caminhando em direção dela mesma, já a Igreja Católica acredita segundo Roger Olson que, a justificação é passível de crescer, já a reforma considerou como completa no momento da conversão. Na reforma a santificação é distinta da justificação, assim também pensou João Wesley. Mas isso não pode ser motivo para contendas. De um modo ou de outro, a jusfificação que cresce não deixa de ser justificação ainda que se admita crescimento, nem a justificação completa é de tal modo que não exija do convertido um fé que admita essa completude. E essa fé é sempre depois que ela ocorre, então ela apesar de completa é movimento em direção dela mesma. Muitos que foram justifiados descobrem depois do fato, e muitos outros só descobrem quando alguém lhe diz que foi completa.

Um fenômeno digno de nota é a questão da liberdade, a Reforma é feita para livrar o homem, mas em seguida o foro íntimo é uma agenda do Estado, os camponeses acreditavam baseados nos ensinos de Lutero que a terra era do Senhor e por isso era dos seus filhos.  Os camponeses elaboraram 12 artigos, tres desses artigos eram citações de Lutero. Mas o que prevalece é o Reino dos homens e nada será mudado, a divisão entre o Reino do mundo se manifesta de forma agressiva, a autoridade secular é posta por Deus, assim os camponeses nada podem fazer a não ser se submeter. Mas não é isso o que acontece, eles pegam em armas. Sob a liderança de Müntzer tentam implantar o “reino”.  É assim que 100 mil camponeses pagaram com a vida a rebelião que empreenderam. Lutero acreditava que os camponeses se renderiam, mas não foi assim, e alguns anos mais tarde; Lutero lembra-se do fato com amargura: “Na revolta, eu assassinei todos os camponeses; o sangue todo deles  encontra-se  em minha garganta”.  Isso demonstra que Lutero foi um bom homem, um homem da igreja no seu tempo.

A Reforma de 1517 não procurou um caminho realmente novo, Tomás Müntzer notou que: “Nos concílios e nas conferências não foi tratado de outras coisas a não ser de Infantilidades egoístas, tais como do toque dos sinos, de cálices, de barretes, luminárias, títulos eclesiásticos e sacristães; quanto à palavra viva de Deus, nenhuma, nenhuma vez foi aberta a boca; também o ordenamento fundamental não foi jamais examinado”. Müntzer estava certo, mas também errava quando introduzia a violência pelo literalismo, liberdade é aquela terrível palavra escrita na carruagem de fogo , é o motivo de toda rebelião, sem ela a justiça é totalmente inconcebível para a mente rebelde, cada rebelião traz consigo a lembrança de um paraíso perdido, uma nostallgia de uma inocência, mas logo que se pega em armas ela se torna uma revolução, com violência e assassinatos, e depois a culpa. Tomás Müntzer  era o homem que tinha em suas mãos a foice afiada para a a degola.  Dizia em seus discursos: “A molecagem tinha de vir à tona com toda clareza. Oh, como estão maduras as maçãs podres”. Se deu mal. O literalismo é a mãe da rebelião.

A reforma de fato não pretendia mudar tanto assim a igreja romana, quando Lutero prega as 95 Teses na porta da catedral de Wittenberg não pensava em uma mudança radical, queria melhorar o ambiente. Estava certo, sua intenção era corrigir um erro.

 A intenção se desdobra e toma outro rumo e se transforma numa plataforma da Reforma Protestante. Mas fez o que se diz: Uma Reforma  que consiste mais em atualizar o que ja existe do que mudar de forma radical. Lutero não exigia que toda Alemanha seguisse a forma de Culto de Wittenberg. Ele era flexível nesse assunto. Estava certo na sua tolerância.  Ele esperava que o “evangelho”  emergisse da reforma. Muito tempo depois surgiram os menonitas e não foram compreendidos, até porque se extremaram e só muito depois se ajustaram com a liderança de Meno.  Mas os evangélicos nunca deixaram de existir e nunca foram poucos.

 A própria entrada do homem no Reino de Deus nos Evangelhos é simples, “Jesus aprecia no homem aquilo que este pode lhe dar, e não coloca obstáculos de qualquer natureza, política, social ou cultural ao modo como O acolhe”, como no episódio relatado em Lucas com a mulher arrependida (Lucas 7,36-50).

Lutero se esforçou para que a Reforma se ativesse à Palavra: “Tudo o mais pode ser ajustado segundo as necessidades da ocasião. Porém, a coisa mais importante é que a Palavra  preveleça sobre o clamor e o estrépido mecânico que se faziam antes. É melhor deixar tudo que não seja a Palavra. Não há nenhuma prática  ou exercício melhor do que a Palavra”.

Um discípulo de Lutero fez uma interpretação literal e política dos textos, Tomás Müntzer de Stolberg,  era mais novo do que Lutero e acreditava numa mudança política na qual a terra seria dada aos camponeses. Nenhum reformador entendeu a Reforma como uma causa popular como Müntzer entendeu. Se para isso fosse necessária a violência Müntzer estava pronto, “é hora da espada e da ira, e não da graça” A mensagem sobre o Reino de Deus foi interpretada na pura letra, conforme o texto: “Desde os dias de João Batista até agora, o Reino de Deus é tomado à força, e os que usam de violência se apoderam dele” (Mt 11.12) Müntzer interpretou ao pé da letra e disse:   “A hora de entrar na terra prometida é uma hora de violência e de sangue, quando Deus mostra, como é lindo rebentar velhas panelas de barro com barra de ferro”. Mata-se então por ordem divina. No dia 15 de maio de 1525, oito anos depois de começada a Reforma, do alto de uma colina com seu povo armado de facão, ele olha para o céu e vê  o  arco-iris, que também estava desenhado na bandeira dos camponeses, ele se inspira e acredita que é um sinal de vitória, ele faz o levante e enfrenta as tropas do governo, é totalmente dizimado logo no começo da batalha. É preso e decapitado.  Perde-se a utopia da refoma. Para Echegaray tanto Lutero como Müntzer perde a visão do homem como tendo responsabilidade política, um pelo pessimismo antropológico e o outro pela tendência apocalíptica. O grande desafio era enxergar o Reino de Deus e o Mundo com seus reis e  príncípes, suas leis e a atmosfera do Reino.  Lutero enfatizava que, “Se o verdadeiro cristão vivesse  apenas para si, poderia recusar a obediência às leis civis, mas ele vive na terra também para o próximo, e, por isso, submete-se às leis em vista do que é útil”. Mas aquele que vive no Reino de Deus não cogita o mal ao próximo. Aqui está um ponto de inflexão, onde a Reforma não alcançou e nem poderia alcançar, o Reino de Deus.

Os anabatistas deram trabalho na medida que discordavam do Estado, Calvino refuta os objeções deles que consideravam a ordem civil imunda. “tendo sido transladado ao reino de Deus entre os habitantes do céu, é coisa baixa e vil para nós, e indigna de nossa excelência, ocupar-nos com essas preocupações imundas e profanas que se referem aos negócios deste mundo, negócios dos quais os cristãos têm de estar separados e bem distantes”. No fim das contas a pena de morte é reconhecida como válida porque é  baseada na Lei de Moisés. Por isso Calvino deduz: “É verdade que a lei proíbe matar; também, ao contrário, para que os homicidas não fiquem sem castigo. Deus, Supremo legislador, põe a espada na mão de seus ministros, para que a usem contra os homicidas”. Esse é o ponto onde a Reforma não conseguiu reformar, e a Lei de Cristo foi deixada de lado, por isso mesmo o Reino de Deus não se liga ao reino desse mundo, e os filhos do reino não estariam debaixo da Lei de Moisés ou debaixo das Lei dos príncipes, mas viveriam no Reino de Deus. Não que o Reino de Deus exclua o reino dos homens, mas não depende dele, entretanto a ordem civil não pode ser descartada. O Estado  conservando-se laico cuidará da ordem civil sem o direito de interferir no reino de Deus, tampouco não permitindo a desordem social, mas essa desordem nunca viria de um movimento nascido no Reino de Deus,  Tomás Müntzer com sua interpretação literal confundiu o Reino de Deus com o reino do mundo, da mesma forma os reformadores colocaram o reino do mundo como superior ao reino de Deus, a ponto de interferir no foro íntimo tirando a liberdade do povo. Jesus dizia: “Meu reino não é desse mundo”.

 Como se pode perceber, a Reforma também  atendia aos interesses políticos e por esse caminho entrou a guerra, “A magnitude, a extensão e a amargura  dessa luta surpreendem a imaginação, Marchas, contramarchas, invasões, ocupações, evacuação, reocupações, cercos, revezamentos e outras manobras militares, transformaram regiões inteiras em desertos. fome e doença acompanharam a guerra  dos trinta anos. (1618-1648). E a guerra como disse Erasmus de Rotterdam não condiz com nenhum “modus vivendi”.

Nesse período  Pastores protestantes que não foram assassinados, foram levados à pobreza e ao exílio. A população da Alemanha foi reduzida em mais de 10 milhões de pessoas. Quando a guerra acabou o povo estava em estado de selvageria e já não atendia ao apelo como no tempo de Lutero.

A Igreja que deveria ser  reformada  é conhecida por Católica Romana, como ela não acatou a reforma de Lutero com suas 95 Teses, houve um conflito grave, o fosso se abriu e até hoje não foi possível a reconciliação, e tudo indica que nunca haverá, mas a Igreja Reformada é um “galho da Igreja Católica”, entretanto a Igreja Católica é mais conservadora, haja vista a decisão da Igreja Reformada na Holanda de incluir no seu Estatuto o casamento entre pessoas do mesmo sexo.  Entretanto essa crise tem atingido até mesmo os evangélicos, algumas igrejas conhecidas e tidas por evangélicas nos Estados Unidos  adotaram o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Veja logo abaixo a relação delas até agora, talvez a lista aumente com o tempo. Esperamos que não, que prevaleça o bom senso pelo menos entre os evangélicos.

Comemoramos a Reforma, mas sabemos que ela não alcançou o objetivo mais desejado, ou que deveria ser buscado, o conteúdo do Sermão da Montanha, ou ao apelo de Jesus no שמע ישראל; (Shema Israel) Ouve ó Israel de Dt. 6.4-5. Jesus também falou aos judeus, “Amarás ao Senhor teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e com toda a tua inteligência”  (Mateus 22. 36-40).  Esse mandamento deve ser o lema e o fim de toda Reforma possível, assim como é resumo toda a Lei e os Profetas. Vale a pena conferir esse verbo, “depender” no verso 40, κρεμάννυμι, no texto: κρέμαται,(crémati),  literalmente, pendurado, então, tudo está “pendurado” nessa árvore, ou nesse conceito, nessa fala de Jesus com respeito ao mais importante de todos os mandamentos. “Nesses dois mandamentos está dependurada toda a Lei e os profetas” (Haroldo Dutra Dias).

O que temos da Reforma é uma angústia pelo que queríamos e o que temos. Temos algo, mas não o que necessitamos, de certa forma a crítica de Gilbert Keith Chesterton é válida, [“E hoje  em dia nós apenas dizemos mais uma vez o que muitas vezes foi dito pelos nossos pais: “Longos anos e séculos atrás  nossos pais, ou seja, os fundadores de nosso povo beberam, enquanto sonhavam, do “do fruto da vide”. Longos anos e séculos se passaram desde que a força daquela safra de gigante se tornou apenas uma lenda da época dos gigantes. Séculos atrás situa-se o tempo sombrio da segunda fermentação, quando o vinho da igreja se transformou em vinagre,”com a reforma”].

A Igreja de forma geral tem que encontrar, e com certeza marchar na trilha  em um caminho de volta para  o primeiro amor como me disse a pastora Célia. Isso equivale a uma reforma radical, talvez utópica, já que, o que se tem por mais difícil de se admitir, ou o que se tem por mais caro e improvável é que os cristãos se amem, muito menos provável é  que o os homens se amem como humanos.

Se os cristãos herdeiros da reforma ainda não aprenderam a amar, haja vista como se dividem em nome dos heróis da reforma, como se afastam com nomes até curiosos, denominações cristãs a todo gosto como dizia Voltaire: “A Inglaterra é o país das seitas. Um inglês vai para o céu pelo caminho que lhe aprouver”. Os quacres afirmavam que Jesus foi o primeiro seguidor, deixando de lado a crítica, se acreditavam assim, claro que é um absurdo. Mas Guilherme Penn fundou a Pensivalnia que recebeu do Rei Carlos II como donativo, ao sul de Maryland, assim, um quacre se tornou soberano, e partiu para os seus novos Estados com dois navios carregados  de quacres, e a região como não podia dexiar de ser chamou-se Pensilvânia. Muitos aderiram  ao jeito religioso dos quacres, até os nativos ao perceberem o amor dos quacres se filiaram, ficaram na cidade e se tornaram seguidores. Guilherme Penn disse Voltaire: “podia se gabar de ter instaurado na Terra a idade do ouro, do que tanto se fala e ao que parece,existiu apenas na Pensilvânia”. Porém este ano de 2015 um grupo de quacres adotou o casamento entre pessoa do mesmo sexo. O grupo aparece nessa relação divulgada pela REVISTA: LIDERES DA IGREJA :

Presbyterian Church (USA)

Conservative Jewish Movement

Reform Jewish Movement

Society of Friends (Quaker)

Unitarian Universalist Association of Churches

United Church of Christ (each congregation may adopt or reject the recommendations of the General Synod)

Evangelical Lutheran Church

Episcopal Church (sanctions blessing of same-sex unions)

Existe algo errado no meio cristão, mesmo entre os evangélicos, e as posições tenderão a se radicalizar, ainda assim devemos amar os irmãos, e exortar os que fugiram dos ensinamentos de Cristo.

A Reforma que precisamos começa com a tolerância não a negação da sã doutrina, mas a tolerância para com os que se desviam e a intolerância consigo mesmo no que diz respeito as posições evangélicas.  A leitura das Escrituras não pode ser apenas litúrgica e contemplativa, como afirmou Henri de Lubac, mas deve ser como iniciou Orígenes, uma leitura literária, histórica, alegórica e analógica em uma matriz medieval. Ela é diferente de uma leitura Sola Scriputra abstrata, ultramoderna e protestante que luta para preservar os limirtes da fé aceitável, conceituando o modelo mais plausível para a prática da Igreja. Milbank diz que essa leitura ultraprotestante da Bíblia é tão perigosa quanto a Leitura do Alcorão. A leitura evangélica terá que transcender a leitura fundamentalista. E finalmente sobre tudo a Reforma do século XXI deve se fundamentar no Amor de Cristo para testemunhar de Cristo, do seu Evangelho, um Evangelho “Puro e Simples” Se o cristão habitar no amor divino não pedirá, nem reclamará por proibições. Assim ser Evangélico hoje é sem outra alternativa, “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”  A reforma que esperamos está dependurada nesse texto. Assim se preparando para o melhor o evangélico testemunha de Cristo amando a  todos apesar de tudo.

Bispo Primaz: Inaldo.F.Barreto

Publicar uma resposta