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Publicado por em abr 18, 2014 em Bispo Inaldo Barreto, Blog, Notícias | Ninguém comentou

A ARCA, UZÁ E A REVERÊNCIA

A ARCA, UZÁ E A REVERÊNCIA

MENSAGEM DO CULTO DE 5ª FEIRA. 17 DE ABRIL DE 2014.

Reverência tem sincronia com, espaço sagrado, “objetos sagrados” e movimentos sagrados. A igreja (povo) com o passar do tempo foi perdendo a noção do sagrado, até os templos são descartados como coisa de pouca importância, mas foi Cristo quem disse: “Está escrito: ‘A minha casa será chamada casa de oração” ( Mateus 21.12- Mc 11.17).

Casa tem porta, tem ante-sala, sala e o lugar onde se proclama, ensina e adora a Deus. Portanto para aqueles que negam a Igreja como lugar sagrado deixo essa recomendação: “Examine as Escrituras”. Essa exclamação de Jesus está ligada ao “espaço sagrado”. Por essa razão que a tradição recomenda silêncio, respeito, não conversar durante a pregação, não olhar para todos os lados, não entrar correndo no templo, não falar alto, não chamar o outro aos gritos, enfim, a boa educação, é recomendada ao cristão.

A compostura faz parte da adoração. No Antigo Testamento temos uma história protagonizada por, Uzá. A Arca estava na casa de Abinadabe que ficava numa colina, os filhos de Abinadabe eram, Uzá e Aiô, quando a Arca foi tirada de lá para ser levada para a cidade de Davi, “Aiô caminhava adiante da Arca” (6. 4) e Uzá, parece que caminhava ao lado como quem guardando a Arca.

Muitos no culto ficam como quem vigia, não presta atenção na mensagem, estão a todo tempo vigiando, andando para lá e para cá, “pari pasu”, não acompanha a oração mas foge de um lugar para outro. Nacom era uma cidade “industrial” onde se preparava cereais para o consumo, e no terreiro, na Bíblia se usa muito a designação de, “eira”; onde se descasca os cereais se coloca para secar, era um lugar liso e duro, portanto escorregadio. Nacom significa, “preparado, pronto”.

A Igreja Metodista Renovada já passou por muito lugares escorregadios, lideres em revolta semearam a contenda, mas ninguém precisou segurar a “arca”, pois se o chamado é divino o homem não pode destruir nem o líder será mantido ou tirado pela vontade humana. Uzá e Aiô estavam familiarizado com a Arca, e o sentido do sagrado se perdeu. O mesmo acontece com a Igreja hoje em dia, onde, pregadores, ministérios de louvor, liderança de jovens e adolescentes por causa da rotina perde um pouco a reverência, alguns se tornam frios e irreverentes.

Começam a morrer espiritualmente. A irreverência em nossos dias. Quando alguém fala alto para que se aumente ou diminua o som, ou chama do altar alguém que está no fundo da igreja e se faz ouvir sua voz por todos, quando se conversa no momento da pregação e depois finge está prestando atenção; rir, e tem até quem se beija como se estivesse namorando num jardim, se levanta a toda hora para beber água, se comporta impacientemente se virando de um lado para outro, passa o tempo todo mastigando chiclete, e conferindo mensagem no facebook, olha absorto para o nada, deixa a alma voar para longe do templo. E até o uso de vestes inconveniente, ou seja, saia curta demais e decotada demais.

Observe num casamento, ou o decote ou a saia é sempre ousado. Isso tudo é irreverência, e até o homen deve evitar a bermuda nas reuniões, pois ao se sentar a bermuda recua 50%, assim como as saias curtas, e fica à mostra o que não deve se mostrar. (1ª Co 12.23). A irreverência produz prejuízo espiritual. No Templo a reverência é indispensável. O zelo de Uzá. Uzá, filho de Abinadabe, zelava pelo sagrado de uma forma natural, e isso às vezes o fazemos, a liderança corre esse risco, mas aos sacerdotes e seus filhos podiam se aproximar e até tocavam na arca, alguém tinha que tirar a Arca do carrro e colocar no lugar apropriado, e depois cobria a Arca com um pano azul.

Uzá significa, força, e na força física, humana não podemos confiar como se fosse o poder do alto. A Arca, dos egípcios era bem semelhante à Arca dos hebreus, e no seu topo, a figura de um cão, os egípcios adoravam animais. A Arca dos hebreus é o ponto central da adoração, era preciso manter a reverência, o temor; por essa razão Uzá foi punido perante cerca de 30 000 pessoas.

Aquele lugar passou a ser conhecido pelo nome de, Perez- Uzá, o castigo de Uzá. Alguns criticam o fato de haver 30 000 seguidores na procissão, outros acham que não, pois na segunda oportunidade havia muita gente acompanhando a festa e Davi na frente usando uma cobertura sacerdotal de linho multicolorida. Ele era muito carismático e o perfeito amor lançou fora o medo, diz a Escritura: “E Davi saltava com todas as suas forças diante do Senhor”, estava Davi paramentado com uma vestimenta externa usada pelos sacerdotes para dirigir orações. Essa vestimenta sagrada era feita de ouro, de jacinto, de púrpura, de escarlata tinta duas vezes , de linho retorcido, obra de varias cores, com duas aberturas em cima, uma de cada lado, as quais se tornam a unir, cobrindo a frente e as costas. Havia uma abertura em cima para facilitar na hora de vestí-la, e uma orla tecida ao redor como se costuma fazer na ourela dos vestidos. ( Ex 28.8-32).

De um lado e de outro havia, duas pedras cornelinas, tendo gravados os nomes dos filhos de Israel, seis em cada uma, (Ex 28.9). A cobertura ligava-se ao racional por duas argolas de ouro por baixo dos lados, pela parte dianteira, unidas por uma fita de jacinto. ( Ex 28.25, 27,28..) Quando Davi desejava consultar o Senhor ele pedia ao sacerdote Abiatar o éfode. ( 1 Samuel 23. 9-12). Alguns comentarista acrescentam no roda pé da Bíblia; “O inferno está cheio de boas intenções” se referindo a Uzá. Essa observação encontramos na BKJ, (Bíblia Kingjames Atualizada, é uma clara interpretação fundamentalista, julgar a eternidade de alguém por qualquer motivo é uma precipitação de amargo julgamento. A Arca Em nossos dias a Arca passa a ser apenas símbolo, quando uma Igreja faz uma arca e geralmente de forma absoutamente fora no parâmetro biblico, e impõem aos cristãos uma certa dose de veneração ao ponto de incutir o temor de “tocar na arca”, é mera abstração pobre e uma teologia de muleta. Em hipótese alguma uma Igreja cristã deve introduzir a Arca como objeto de “meia-adoração”.

Existe até cantores que usam o termo, “trazendo a arca”, como simbolismo de avivamento, até que soa bem, mas se for colocado como realidade fisica de uma arca que não existe mais nem é objeto de culto, é no mínimo uma “heresia mínima”, mas é. A Igreja Católica usa o simbolismo da Arca para levar o povo ao culto das imagens, ensinam que as imagens dos santos é a Biblia dos iletrados. E com isso conduz o povo ao erro. Só para lembrar aos protestantes que a Escritura diz: “Também farás um propiciatório de ouro puro” ( Êxodo 25.17). Não é latão, nem madeira, mas “ouro puro”. Os querubins também eram de “ouro puro” (id.25.18).

Então melhor deixar essas imitações pobres e grosseiras e seguir somente a Cristo. Reverência. Com a introdução de objetos judaicos no culto cristão, a reverência começou a mudar de foco, de Cristo para os objetos de culto dos judeus. Em alguns lugares a reverência aos objetos de cultos judaicos são mais importantes do que o pão e o vinho da Eucaristia. Se o Cristão perde o sentido do sagrado, ou quando migra de um espaço para outro, trocando a tradição cristã pela tradição judaica, corre o risco de terminar noutro evangelho.

Reverência não é adoração, mas tem o seu lugar, a tradição não pode ser julgada como mera “tradição” romana.

Conclusão Para não me alongar muito, concluo com uma frase: ” O temor do Senhor יראת ה ‘ (yãre Rai) é o princípio do conhecimento; os incensatos desprezam a sabedoria e a instrução” ( Pv 1.7)

Bispo primaz I.F. Barreto IMR-Sede Nacional

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