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Publicado por em nov 5, 2013 em Bispo Inaldo Barreto, Blog, Notícias | Ninguém comentou

O REINO DE DEUS

O REINO DE DEUS


“Cumpriu-se o tempo e está chegado o Reino de Deus; arrependei-vos e crede no Evangelho . ( Mc 1.15)


A primeira mensagem do Filho de Deus abriu a porta do Reino para toda a humanidade, foi o anúncio do Mundo Novo, o sonho de todo ser humano. A porta continua aberta o Reino está perto de cada um de nós, e a chave é o arrependimento seguido da fé nas Boas Novas.

O Tempo

O tempo é matéria de estudo prolongado, Aristóteles chamou de: “a medida relacional do antes e do depois entre os eventos, é a imitação da eternidade perfeita, uma imitação imperfeita do mundo atemporal, imutável, das formas perfeitas, das ideias, acrescentou Platão,  Agostinho gastou tempo analisando o termo em relação à eternidade. O tempo nos consome a todos sem exceção. Mas, quando Jesus falou que o tempo estava pleno, cheio, se referia às profecias que anunciaram a sua primeira vinda, e que agora, naquele momento ela se cumpria completamente.
Jesus porém se referia ào cumprimento da profecia em relação ao evento mais importante que já ocorreu no mundo. “Ele será descendente do rei Davi: o seu poder como rei se multiplicará sobremaneira, e haverá plena paz em odo o seu Reino. As bases do seu governo serão a verdade e a justiça, desde agora e para sempre” (Isaías 9.6a).
Afinal o tempo se deu pelo evento, e foi pleno pela grandeza da profecia e do evento em sim. Pleno significa, “um espaço ocupado por completo” Nada precisaria para o tempo se completar, estava pleno.

O Reino

O Reino de Deus, implica na ideia de que: “Deus é o Criador e Rei do Universo”. Quando os Israelitas viram que o reinado de Davi havia falhado, então a ideia mais forte de um reino messiânico tomou o pensamento de todos. A esperança messiânica é escatológica.
A autoridade do Reino não é baseada numa democracia. Quando a a igreja elabora “Leis” ela fala como uma democracia, então, quando escolhe um governo democrático não tem  nem  um nem outro, não tem  a verdadeira autoridade porque rejeitou a autoridade do Rei, e não tem autoridade de forma alguma no reino, porque escolheu a democracia.

A maior dificuldade de se adaptar à atmosfera do reino é a fraqueza humana, a “ética descritiva” é comum a todos os povos, as leis fundamentais que regem a humanidade, mas a “ética normativa” tende a seguir os caprichos do homem. Na Igreja é onde ela mais prospera. Observe a atitude do publicano que se reconhecia pecador, e do fariseu legalista que se considerava justo, um vivia no Reino, outro na democracia.

Os fariseus eram considerados retrógrados, resistiam a toda mudança, eram reacionário e perseguiam os irmãos com as tábuas da Lei.

Um dos  “Ai” mais significativo em relação ao reino e os obstáculos colocados pelos homens encontramos no Evangelho de Mateus: “Ai de vós doutores da Lei fariseus, hipócritas! Porque viajais por mares e terras para fazer de alguém um prosélito. No entanto, uma vez convertido, o tornais duas vezes mais filho do inferno do que vós! ” (Mateus 21.15) …..”Porque fechais o reino dos céus diante dos homens. Porquanto vós mesmos não entrais, nem tampouco deixais entrar os que estão a caminho!” (13).

Muitos estão na Igreja impedidos de entrarem no Reino, ficam dependendo de objetos sagrados, água benta, sal grosso, toalhas milagrosas. Poucos desfrutam do, Gozo, da Paz e da  Alegria do Espírito Santo.

Nas mãos

Uma versão muito avançada diz que: ” The Kingdom of God is at hand”, (o reino de Deus estás nas mãos”. Nada mais perto do que o temos em nossas mãos, se temos tão perto podemos tomar posse imediatamente.
Quando nos sentimos no Reino de Deus, não apontamos o dedo para os defeitos dos irmãos, não odiamos, não guardamos mágoas, não nos sentimos superiores, não nos exasperamos, mas nos alegramos com a justiça.

Arrependimento

O arrependimento é um assunto tão comum que temos dificuldade de estudar a fundo, ainda que falemos quase todos os domingos, ainda que seja ele pregado frequentemente, ainda assim, o arrependimento não se refere apenas ao que gostamos de pregar e como foi encontramos em muitas versões. “arrependei-vos de vossos pecados”.

Quando nos arrependemos pela primeira vez os pecados estavam diretamente ligados ao assunto, mas depois achamos que o arrependimento foi apenas naquele dia, e que também só temos que nos arrepender de pecados diários, das poeiras do pés.
Quando Jesus falou do arrependimento com certeza tinha em mente os pecados espirituais, aqueles ligados à religiosidade. Os fariseus estavam tão envolvidos com o assunto: Religião que tudo se resumia nisso, e por isso elaboravam leis menores que regulamentavam todo o costume dos judeus toda a vida privada e pública estava sob o controle das minúcias legais dos religiosos.

Jesus chegou a dizer que eles colocavam fardos pesados, mas não ajudavam a carregá-los. Devemos ficar atentos para não confundir santidade com religiosidade. A santidade é uma obra do Espírito no Reino. A religiosidade é costume determinado pelas regras que pretendem fazer do pecador um santo.

Uma coisa importante aprendi com  Ricardo Pagioro um jovem estudante de Teologia, numa pregação de Quinta Feira, ele afirmou: “Arrepender e priorizar as coisas de Deus”.

Esse é o arrependimento contínuo e necessário, se priorizamos as coisas de Deus vivemos no “espírito do arrependimento”.
CRER.

Disse José Ingenieros: “Crê é a forma natural de pensar para viver”. Ninguém vive sem crer, é necessário acreditar para seguir adiante. Vivemos porque acreditamos na vida. Quando lemos esses versos e deparamos com a frase: “e crede no evangelho”, pensamos logo na fé salvadora, e na frase seguinte: “Quem crê será salvo”, e em seguida pensamos na “sola fide”, e ficamos por aí.

Mas o texto pode também está exortando o cristão a crer que é possível mudar o mundo para melhor mediante as Boas Novas.

Dom Helder Câmara disse: “Não deixe a profecia cair”. Nada foi deixado mais de lado do que essa possibilidade de mudar o mundo mediante o Evangelho, existem até os que acham, “quanto pior melhor” assim Jesus volta logo.

As Boas Novas estão intimamente ligadas ao Reino de Deus, é o seu contexto, e sua estrutura  eterna.
O homem do nosso tempo profundamente arraigado no mundo e em tudo o que há no mundo, precisa ser liberto para servir como cidadão livre no Reino e para o Reino.

A grande novidade para todos é que no Reino existe a Liberdade, Cristo veio nos libertar das “amarras religiosas”, do “deixa disso”, para o “faz isso”.  A grande ferramenta do Reino é o discipulado.

Um discípulo entra no Reino depois de um certo tempo, existem aqueles que entram de imediatos, mas a regra geral é por meio do ensino.

O verdadeiro discípulo não anda como “beija-flor”, mudando de igreja, tentando o que não tem no coração, o Reino de Deus.
Muitos se rebelam e seguem pela democracia, busca apoio de alguns e depois diz que foi Senhor que mandou, são filhos da democracia, não conhece a autoridade do Reino.

Conclusão

O Reino de Deus não é a abstinência de certos alimentos, nem de usos e costumes. Por isso Paulo disse aos Romanos: “Não é nem comida nem bebida”.

A Justiça, paz e alegria no Espírito Santo só é possível na Liberdade dos filhos de Deus no Reino de Deus. Jesus espera que sejamos otimistas, sabemos que o “mundo jaz no malígno”, mas ainda assim temos que ouvir a mensagem, “crede no evangelho” com a esperança de  que  tudo pode melhorar.

Bispo I.F. Barreto
Domingo 03 de Novembro de 2013.

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