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Publicado por em mar 10, 2014 em Bispo Inaldo Barreto, Notícias, Sem categoria | Ninguém comentou

Eu porém vos digo – εχρισέν με

Eu porém vos digo – εχρισέν με

Eu porém vos digo – εχρισέν με

ME UNGIU  με έχρισε

Lucas 4.18

Confirmado com textos antigos como a versão, Siríaca antiga, (Sinática (Lewis, The Old Syrian Gospels) entre outras, (vg.ww, Wordsworth White) e ( vg.s – Vulgata de Stuttgart).

Portanto não contém nenhuma dúvida sobre esse texto de Lucas. Πνευμα  κυριου επ εμε ου εινεκεν εχρισέν με, (Pneuma kuriou ep me  u eineken exrisén me) Isto é: O Espirito do Senhor estava sobre ele, pois ele foi ungido. Ungido quer dizer. De Χριω, ungir, , tocar ligeiramente, untar, ungir.

E por fim temos, Χριστός, , o ungido, o Messias, Nosso Senhor Jesus Cristo.

I- MESSIAS

Seria ao mesmo tempo uma confissão direta do Messias em pessoa, Eu sou o Cristo, o ungido.  Usar a profecia de Isaías foi significativo para a mensagem que foi dada ao povo.

Chegou o Messia prometido e o Ano Aceitável já começou. Orígenes usou também esse texo de Lucas 4.18 e confirmou o termo: εχρισέν με, ungiu a mim, “Para começar, devemos saber que em Cristo a natureza divina, enquanto ele é Filho do Pai, é uma coisa, e que a natureza humana que ele tomou nos últimos tempos para o plano da salvação é outra coisa. Também é precioso ver em primeiro lugar o que é o Filho único de Deus, que é designado por muitos nomes, conforme as realidades e as opiniões daqueles que dele se ocupam. É chamado Sabedoria, como disse Salomão, falando  em nome do personagem Sabedoria: ” O Senhor me criou como principio dos caminhos para as suas obras; antes  de toda a criação, e dos tempos, ele me estabeleceu. No principio, antes de criar a terra, antes que brotassem as fontes, antes que se formassem as montanhas, antes de todas as colinas, ele me gerou” (Pr 8, 22,25). Por isso ele e chamado de primogênito, como diz o apóstolo Paulo: “Ele é o primogênito de toda criatura” ( Cl 1 .15). Contudo, o primogênito é por natureza a Sabedoria, sem distinção, uma coisa só.  O Apóstolo diz ainda: “Cristo, poder e sabedoria de Deus” ( 1 Cor l,24).

Ninguém pense, contudo, que, ao designá-lo Sabedoria de Deus, estamos indicando algo privado de substância; por exemplo, não vamos imaginar que, em vez de o compreender como um ser vivo doado de Sabedoria, eu o tomo como o que torna sábios os sábios, oferecendo-se ao espírito daqueles  que se tornam capazes de receber os seus poderes e a sua inteligência, penetrando neles. Se,  portanto, aceitamos logo de início e com firmeza que o Filho único de Deus e a sua Sabedoria subsistindo substancialmente, não sei o que o nosso pensamento pode divagar até se perguntar se a própria hipóstase (isto é a substância) do Filho pode conter alguma corporeidade, uma vez que o tudo o que é corporal é caracterizado pela figura , a cor e o tamanho.

E como é que se poderia acreditar, ou supor, que em algum momento Deus Pai tenha existido sem gerar essa Sabedoria, não poderia gerá-la; ou então que ela não existia antes, e que ele lhe teria dado origem depois, para que ela existisse; ou ainda que ele podia, mas que ele não queria gerá-la, o que também não se pode dizer a respeito de Deus. Todos percebem claramente que tais ideias são absurdas e ímpias, isto é, que Deus tenha feito progressos, de tal maneira que podia agora fazer aquilo que antes não podia, ou que, podendo, ele tenha suspendido e adiado o ato de gerar a Sabedoria.

É por isso que nos sabemos que Deus é sempre o Pai do seu Filho único, í que dele nasceu, e dele toma tudo o que é, sem que, no entanto, haja aí qualquer espécie de início, nem o que se pode distinguir por períodos de tempo, naquele que o espírito só e por si mesmo, é capaz de considerar e examinar, por assim dizer, pelo simples intelecto e pela alma. Devemos , portanto, crer que a Sabedoria foi gerada sem nenhuma relação com qualquer forma concebivel de um começo.

Nessa existência da Sabedoria subsistente por si mesma estava presente, pois, em poder e figura, toda futura criação, tanto das coisas que existem como originais como das que se lhes seguem como acidentes; e desse modo o conjunto estava pré-formado e designado pelo poder da presciência; eis porque, para essas criações, que estavam como que dispostas  e prefiguradas na própria Sabedoria, disse ela mesma pela voz de Salomão que foi criada para todas as criaturas como o princípio dos caminhos de Deus, porque ela contém de fato em si mesma os começos, as razões seminais e as espécies de toda a criação.

Esse Filho  é também, com razão, verdade e vida de tudo o que existe ( João 14.6). A obra do Filho, não é outra, senão a obra do Pai.  (João 5.19).

II-EU PORÉM VOS DIGO

Εγω  δέ λεγω υμιν,  Eu não,  digo-vos, essa foi a maneira que Jesus se expressou diante da religião, “Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo” ( Mateus 5.43) Então Jesus modificou pela raiz, “Eu não, (isto é, não concordo com isso, ou Eu não digo assim, pelo contrário, digo dessa maneira: “Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem”

Ampliando a exegese para nossos dias, encontramos muita doutrinas “cangas” que enganam o povo e escraviza. Entre elas o comportamento do membro da Igreja na liberdade de ir e vir, muitos se tornam escravos de líderes que na tentativa de se tornar melhor escraviza o membro  às Leis da Igreja, ou da comunidade. Ora, se Jesus nos livra da Lei de Moisés,” a fortiori” nos livrou da leis da igreja.

Quando a religião quebranta é necessário outra religião, já que o homem é religioso por natureza, é preciso curar a que quebrantou para estabelecer o que dá alegria.

Εγω  δέ λεγω υμιν: Modifica tudo. É a raiz do Evangelho.

Para Cicero havia três niveis de abstração: (a) A mente humana enfoca o o evento e abstrai o que é comum.(b) A dimensão de quantidade, a questão dos números, no caso em questão: A quantas coisas modifica, para quantos eventos vale, esse novo mandamento. (c)  A dimensão da universalidade. Em que lugares do mundo vale esse novo mandamento.

(Cícero : 108- 45 a.C).

Tem raízes eternas de entendimento além da capacidade do homem. Diante dos religiosos, Ele se apresenta como o Ungido, o Messias prometido.  O povo preocupado tinha à sua frente o que sempre esperou.  É como alguém que espera um presente, um amigo, alguém que estima muito, a pessoa aparece e ele fica olhando o horizonte preso da ansiedade.

III- Evangelizar os pobres.

Os pobres estavam na Palestina aos milhares, era um tempo, onde, ser pobre era a normalidade, a sociedade com duas escalas extremadas. Em baixo os pobres e no topo os ricos, não exitia a classe média. Jesus veio nivelar a sociedade, a cada dia onde impera a liberdade as classes se aproximam.

De início o evangelho é destinado aos pobres, foi uma opção, era a classe mais carente, necessitada, a palavra pobre, Πτωχο, significa: indigente. Mas Jesus não veio confirmar a miséria como “status” para entrar no reino do Céu.

IV- OS CATIVOS

Figurativamente, “os prisioneiros de guerra”. Quem seriam? O povo estava escravizado a uma religião.

Os cativos das opiniões alheias, Jesus não se submeteu ao medo, e parou num poço e pediu água a uma mulher Samaritana.  Muitos acreditam que a mensagtem de Libertação se refere apenas à expulsar os demônios, mas não havia tanta gente possessa. Será que toda população de Israel daquele tempo estava endemoninhada? Ou os cativos incluia aqueles que foram escravizados ao pensamento religioso judeu? Semelhante a muitas denominações e comunidades religiosas  que escravizam o povo a seus manuais de doutrinas.

Quando você vai a uma festa com medo de ser mal interpretado, está cativo  da opinião alheia.

V- Os quebrantados

A povo estava cansado de viver sob o regime da interpretação literal da Lei, estavam acorrentados e com o coração quebrantados. A religião não oferecia alternativa para uma vida feliz. Ser religioso era viver oprimido. Hoje na coluna do Caio Fábio estava uma crítica à mensagem de Malafaia que diz: “Jesus falou mais do inferno do que do céu”.

Quando a religião quebranta é necessário outra religião, já que o homem é religioso por natureza é preciso curar a que quebrantou para estabelecer o que dá alegria.

Será que o evangelho pode ser algo que produz alegria?

Mark Twain conta que: “embora o pastor falasse a respeito do fogo do inferno, de enxofre e mostrasse um número de eleitos tão reduzidos que quase dava vontade de não ser salvo.”

Quando se imagina que os crentes que foram batizados não vão para o céu, pessoas de outras religiões também não, católicos então, vão todos queimar eternamente. Passa a impressão que, o Diabo ganhou a luta e que Cristo morreu em vão.

Conclusão

“Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” Estudar a Palavra é  se educar para a liberdade.  O discipulado liberta pelo poder da Palavra ensinada.

Bispo Primaz I.F. Barreto

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